sexta-feira, 10 de junho de 2011

Índice de Desempenho Ambiental

As universidades de Yale e Colúmbia, nos EUA, desenvolveram o Environmental Performance Index (Índice de Desempenho Ambiental), ou EPI, avaliando 163 baseados em 25 indicadores, divididos em 2 grupo, perfomance ambiental e vitalidade de ecossistemas.



Os 10 primeiros colocados foram:
  1. Islândia - EPI 93,5
  2. Suiça - EPI 89,1
  3. Costa Rica - EPI 86,4
  4. Suécia - EPI 86,0
  5. Noruega - EPI 81,1
  6. Ilhas Maurício - EPI 80,6
  7. França - EPI 78,2
  8. Áustria - EPI 78,1
  9. Cuba - EPI 78,1
  10. Colômbia - EPI 76,8


Algumas coisas que diferenciam esses países do resto:


Islândia: Utiliza 200 vulcões e 600 fontes de água quente (600), ao uso do petróleo para a geração de energia (só 16% da produção de energia depende do petróleo). Além da energia geotérmica, o hidrogênio é utilizado, favorecendo o transporte público. Além disso tudo, há água potável para todos.

Suiça: Tem a maior densidade de usinas geotérmicas do mundo, principalmente para o aquecimento das construções. A população do país se importa está mais preocupadas com o ambiente do que o emprego, saúde pública e segurança. As ciclovias que cortam e os suiços pagam para a melhoria e racionalização dos serviços de água, de resíduos sólidos e para os serviços ambientais, sem reclamar e achando certo.

Costa Rica: Atualmente, 52% da superfície total do terreno esta recoberta por bosques e selvas e 25% delas estão protegidas. Este desempenho costa-riquenho tornou-se importante para o governo do Estado buscar financiamentos para programas de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação). O país pretende, até 2021, tornar-se carbono neutro.

Suécia: Pelos programas de uso de energia renovável. Essa preocupação é tão grande que algumas cidades  estão praticamente livre de resíduos sólidos, integralmente utilizado para a produção de energia.

Noruega: Vai ficar neutra em carbono apenas em 2030, mas sobre taxa os combustíveis fósseis nas cidades ao mesmo tempo em que ainda exporta bastante óleo natural e gás natural. Tem a maior rede de abastecimento de hidrogênio para veículos.

Ilhas Maurício: Tem sistemas de reciclagem mecânica e energética de resíduos sólido em todo o seu pequeno território (em torno de 2.000 km2). As taxas de reciclagem encontram-se maiores entre as maiores do mundo, superiores a 50% desde 2002.

França: Apesar de dependente da energia nuclear, tem um dos mais avançados programas de eficiência energética do mundo e tem como meta reduzir as emissões de gases estufa e expandir as fontes renováveis em 25% até 2020. 

Áustria: Tem um dos mais eficientes programas de conservação da natureza e paisagens do planeta.

Cuba: Apostou na energia hidrelétrica, no reflorestamento, nas pesquisas científicas e na rigidez das leis ambientais. As áreas protegidas no país hije ulttrapassam 22% de seu território. 

Colômbia: apostou na conservação de suas florestas e no modelo de mobilidade sustentável em suas cidades. Bogotá tem a maior malha cicloviária da américa latina. Isso associado ao transporte coletivo permite que apenas 13% dos deslocamentos na capital colombiana é feito por automóveis.

Comentários Politicamente Incorretos

Já o brazil, cujo amontoado de gente que ocupa esse espaço territorial só se preocupa com a posição dessa E$bórnia no futebol, ficou com EPI de 63,4, o que o deixou na 62o lugar.

Pouca coisa melhor que na educação, que foi considerada pela UNESCO uma das piores do mundo, deixando uma das 10 maiores economias do mundo na 88a posição.

Clique na imagem e veja o desempenho ambiental dos países



PS. com a aberração produzida com a eliminação do código florestal pela câmara dos dePUTAdos, nossa posição deve cair um pouco mais, logo vamos ficar bem perto da Somália ou Etiópia.


terça-feira, 31 de maio de 2011

A geografia do ódio

Grupos racistas dos EUA concentram-se em certas regiões – e a presença deles correlaciona-se com religião, votos em McCain e pobreza

Richad Florida no The Atlantic


Com a morte de Osama Bin Laden, muitos acreditam que a Al Quaeda recebeu um golpe mortal. O tempo dirá, mas como já aprendemos com o atentado na cidade de Oklahoma e com o tiroteio feito por Nidal Malik Hasan em Fort Hood, temos muito o que temer de nossos próprios extremistas em expansão. E não apenas de “loucos solitários” agindo por conta própria.

Desde 2000, o número de grupos extremistas organizados – desde brancos nacionalistas, neonazistas e skinheads racistas até guardas de fronteiras e grupos negros separatistas – aumentou mais de 50% de acordo com a organização Southern Poverty Law Center (SPLC). O crescimento destes grupos foi alimentado pela crescente ansiedade em relação ao  mercado de trabalho, à imigração, à diversidade étnica e racial, à eleição de Barack Obama como o primeiro presidente negro dos EUA e à longa crise econômica. Muitos deles apenas engajam-se em teorias violentas; já outros estão estocando armas e efetivamente planejando ataques.
Mas nem todas as pessoas e lugares odeiam a igualdade; algumas regiões dos Estados Unidos – pelo menos em alguns setores de suas populações – são potenciais incubadoras do ódio. Qual é a geografia dos grupos e organizações de ódio? Por que algumas regiões são mais suscetíveis a eles?

A organização SPLC mantém um banco de dados detalhado sobre grupos de ódio, recolhido de sites e publicações, relatórios de cidadãos e de aplicações de leis, fontes em campo e da imprensa. A SPLC define grupos de ódio como organizações e associações que “têm crenças ou práticas que agridem ou caluniam uma classe inteira de pessoas, tipicamente por suas características imutáveis,” e que participam de “atos criminosos, marchas, comícios, discursos, encontros, panfletagens e publicações.” Em 2010, a SPLC documentou 1.002 destes grupos em todo o país.

O mapa abaixo, de Zara Matheson do Martin Prosperity Institute, representa graficamente a geografia do ódio nos EUA atualmente. Baseado no número de grupos de ódio por milhão de habitantes em todos os estados do país, ele revela um padrão característico.

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Grupos de Ódio Ativos nos EUA por milhão de habitantes

Grupos de ódio estão altamente concentrados no velho Sul e nos estados de planície do norte. Dois estados têm, de longe, a maior concentração desses grupos – Montana com 13.8 grupos por milhão de habitante, e Mississipi com 13.7 por milhão. Arkansas (10.3), Wyoming (9.7) e Idaho (8.9) vêm em distantes terceiro, quarto e quinto lugares.

Tais grupos estão muito menos concentrados no Nordeste, nos Grandes Lagos e na Costa Oeste. Minesota tem a menor concentração de grupos de ódio, com 1.3 grupos por milhão de pessoas, quase dez vezes menos que o estado que lidera, seguido por Wisconsin (1.4), Novo México (1.5), Massachusetts (1.6) e Nova Iorque (1.6). Connecticut (1.7), Califórina (1.9) e Rhode Island (1.9) têm todos menos que dois grupos por milhão de pessoas.

Mas além de suas localizações, que outros fatores estão associados aos grupos de ódio? Com o auxílio de minha colega Charlotta Mellander, eu ponderei sobre os fatores sociais, políticos, culturais, econômicos e demográficos que poderiam estar associados com a geografia dos grupos de ódio. Consideramos um conjunto de fatores-chave que conformam a divisão geográfica dos Estados Unidos: estados “republicanos” / estados “democratas”; renda e pobreza; religião e classe econômica. É importante observar que correlação não implica causação – estamos apenas analisando associação entre variáveis. Também é importante ressaltar que Montana e Mississipi são consideravelmente muito discrepantes, o que pode distorcer um pouco os resultados. Entretanto, os padrões que encontramos são robustos e distintos o suficiente para justificar os dados.

Antes de tudo, a geografia do ódio reflete a ordenação da política nos Estados Unidos, ou seja, de estados que votam majoritariamente em candidatos à presidência do Partido Republicano (Red state) e dos que votam predominantemente em candidatos à presidência do Partido Democrata (Blue state).

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Correlação entre percentual de votantes de McCain com grupos de ódio (per capita).

Grupos de ódio estão positivamente associados com votos em McCain (com uma correlação de 52%).
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Correlação entre percentual de votantes de Obama com grupos de ódio (per capita).

De modo oposto, grupos de ódio estão negativamente associados com votos em Obama (com uma correlação de -54%).
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Correlação entre religião e grupos de ódio (per capita).

Grupos de ódio também dividem-se com base em linhas religiosas. Ironicamente, mas talvez não de modo surpreendente, as maiores concentrações de grupos de ódio estão positivamente associadas a estados nos quais os indivíduos relatam ter a religião um papel importante no cotidiano (uma correlação de 35%).

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Correlação entre capital humano e grupos de ódio (per capita).

A geografia do ódio também reflete a classificação da população segundo níveis de educação e capital humano. Grupos de ódio estão negativamente associados ao percentual de adultos que portam um diploma universitário (-41%).
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Correlação entre classe operária e grupos de ódio (per capita).

A geografia do ódio também traz divisões em termos econômicos. Grupos de ódio estão mais concentrados em estados com altas taxas de pobreza (39%) e naqueles com forças de trabalho das indústrias de base (blue-collar) (41%).

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Correlação entre "profissões criativas" e grupos de ódio (per capita).

Estados mais ricos com maior concentração de trabalhadores em “ocupações criativas” (estas incluem ciência e tecnologia; negócios e administração; educação, direitos e medicina; e artes, cultura e entretenimento) proporcionam ambientes menos férteis para o ódio. Grupos de ódio estavam negativamente associados com níveis de riqueza (-36%) e com o percentual de trabalhadores em profissões “criativas” (-48%).

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Correlação entre imigração e grupos de ódio (per capita).

Grupos de ódio também refletem a base de abertura, tolerância e diversidade de uma região. Tais grupos estão negativamente correlacionados com concentrações de famílias de gays e lésbicas (-37%) e ainda mais onde há altas concentrações de imigrantes (-53%).

A geografia dos grupos de ódio resulta da mais geral divisão da população dos EUA em termos de política e ideologia, religião, educação, níveis de riqueza e classe social. Mas a presença de grupos de ódio não conduz, necessariamente, a crimes de ódio. Um estudo de 2010 sobre Grupos de Ódio e Crimes de Ódio, dos economistas Matt Ryan e Peter Leeson, não encontrou conexão empírica entre os dois dados. Traçando a associação entre grupos de ódio e crimes de ódio entre 2002 e 2006, eles descobriram que enquanto o número de organizações de ódio cresceu substancialmente, o número de crimes não – na verdade, tais crimes tiveram ligeira queda. Entretanto, eles encontraram forte relação entre crimes de ódio e condições econômicas adversas, particularmente desemprego e grau de pobreza extrema. Os pesquisadores sugerem que crimes de ódio seguem o padrão descrito há bastante tempo na clássica tese da frustração-agressão que, como seu nome indica, associa agressão a altos níveis de frustração: “Quando as pessoas enfrentam dificuldades econômicas, elas ficam frustradas”, escrevem Ryan e Leeson. “Eles canalisam a frustração em grupos sociais vulneráveis, como minorias étnicas, sexuais e religiosas.”

Ainda que grupos de ódio não estejam diretamente conectados com crimes de ódio, eles provêm da mesma base de fatores econômicos que dividem a população dos EUA por classe, ideologia e política. Grupos de ódio, assim como crimes de ódio, estão fortemente associados à miséria. A geografia do ódio nos Estados Unidos reflete e reforça a profunda “geografia” de classes do país.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ajude a Petrobrás a escolher sua nova logomarca

Ajude a Petrobrás a escolher qual a logomarca representa melhor seu papel nessa E$bórnia.
Eis as opções pré-selecionadas: 

                   A                                    B                             C
 
 
  
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Orgulho de ser.........

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Uruguay
Human Development Index - 2010    0,765
Life expectancy at birth - 2010    76,7 years
Population suffering from malnutrition - 2005    below 5 %
Calories consumed - 2005    2.923 Kcal/day
Population with access to potable water - 2008    100%
Population with access to sanitation - 2008    100%
Literacy rate of persons 15 years of age or over - 2007    97,90%
Gross enrollment rate in all school levels - 2007    90,90%

Argentina
Human Development Index - 2010    0,775
Life expectancy at birth - 2010    75,7 years
Population suffering from malnutrition - 2005    below 5 %
Calories consumed - 2005    3.004 Kcal/day
Population with access to potable water - 2008    97%
Population with access to sanitation - 2008    90%
Literacy rate of persons 15 years of age or over - 2007    97,60%
Gross enrollment rate in all school levels - 2007    88,60%

Brasil
Human Development Index - 2010    0,699
Life expectancy at birth - 2010    72,9 years
Population suffering from malnutrition - 2005    6%
Calories consumed - 2005    3.094 Kcal/day
Population with access to potable water - 2008    97%
Population with access to sanitation - 2008    80%
Literacy rate of persons 15 years of age or over - 2007    90,00%
Gross enrollment rate in all school levels - 2007    87,20%

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cat Stevens ou Yusuf en Concert?

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Nos meus primeiros dias andando por Paris, um cartaz chamou a minha atenção, em letras brancas, estava lá, Cat Stevens, ele mesmo, aquele Cat Stevens, como o próprio cartaz dizia, o símbolo de uma geração ia tocar na cidade.
parágrafo. Era criança quando descobri as músicas, vídeos dos shows e aqueles clips feitos em filme ou fita, cores opacas, mas a música era boa prá KCT.
Mas as boas lembranças desapareceram quando li em baixo, também em letras grandes e brancas: Yusuf en Concert, foi um banho de água fria.
Lembrei que era mais um grande músico que pirou e virou religioso, mais um que se deixou envolver por essa praga  obscurantista que quer ser dona dos corações e mentes, mas....
O Yusuf também me fez lembrar a história de uma amigo, o Charles, um louco por música e um dos grandes colecionadores de CDs que conheço.
Charles era pouco mais que um pirralho quando foi passear em  Londres, escolheu essa cidade porque queira encontrar a música e tentar encontrar os músicos, entre os eleitos, estava Cat Stevens. 
Descobriu o endereço em um bar, o dono dizia que era amigo do Stevens e tinha um monte de fotos para provar, mas informou que há muito não o via. 
Lá foi o Charles, munido de uma grande cara de pau,  bater na porta de Cat Stevens. Um empregado de cara simpática abre a porta. Ele perguntou se poderia falar com Cat Stevens, só um "oi" já o deixaria muito, mas muito, muito, muito feliz.
De forma curta e objetiva, que só os ingleses conseguem ter, o empregado responde: Cat Stevens está morto, quem mora nessa casa é o renascido Yusuf
Se a cara dele ficou com  a metade da expressão de tristeza e frustração que estava ao me contar a história, deve ter saído de lá um lixo.
Mas voltando aos dias de hoje.
Confesso que fiquei tentado a esperar o show, ver e ouvir  um músico e músicas que gosto muito, com um agravante, seria a primeira e talvez a unica oportunidade de assistir a um show de Cat Stevens.
Mas fui covarde, nada de show, preferi ficar na zona de conforto, com as lembranças e os discos de Cat Stevens, afinal, poderia me decepcionar demais com o show de Yusuf e sair de lá que nem o Charles.



PS. Para  matar a saudade de Cat Stevens, na beira do Seine, no porto de embarque  de um dos bateaux, acho que o bateaux bus, ao lado de Notre Dame, tem uma artista de rua, que munido de um violão toca Cat Stevens de uma maneira que daria inveja ao original.

Cuidado com o Óleo de Canola

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A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)?

Vejam só: Canola é novo nome de um 'tipo' de Colza.

Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris.
Portanto a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo. O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.
No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.

Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian low oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica. Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?
Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia.

Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer. Produz déficit de vitamina E que é um antioxidante natural. Observem que os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão). A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia.

Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto e a Aventis mais o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano antes da aprovação legal desta importação para produção local.

Aqui no Brasil e lá nos EEUU tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores.
Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informações que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!

Luiz Antônio Caldani - Engº Agrônomo
Universidade Federal de Lavras - MG - (UFLA):
Bioetica - Oleo de canola

Já estão abertas as inscrições para o trofeu Evolução Darwiniana - Edição 2011

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Meus caros,

Voltando a ativa depois de algumas semanas na França e me recuperando da tentativa de suicídio, que tentei cometer 15 minutos após chegar ao Brazil, imediatamente após ler o primeiro jornal e ver o discurso do sarney e do temer, na convenção do PMDB. Caiu a ficha e me dei conta de que estava de volta a realidade E$borniana tupiniquim.

Mas vamos ao que interessa.

Estão abertas as inscrições para o Trofeu Evolução Darwiniana - edição 2011 ou como, apesar de tudo e de vários, o Homo sapiens (vendo os ganhadores do trofeu edição 2010 tem-se a certeza que não é tão sapiens assim), conseguiu ficar em cima do planeta por mais de 300 mil anos.

Uma das primeiras incrições é de Jakub Maly, nadador da equipe olímpica austríaca. Eis o feito do gênio:


No último domingo, na praia de Pompano, Flórida, Maly, 19 anos (como conseguiu sobreviver todo esse tempo?), cavou um buraco com mais de 2 m de profundidade para se divertir (???) e depois pulou dentro.

Obviamente a areia fofa cedeu, soterrando-o.

Uma equipe de resgate de 60 pessoas foi mobilizada e conseguiu desenterrar a cabeça de Maly, colocando proteções ao redor, conseguiram impedir que a areia cedesse mais.

Após duas horas de escavações (e para a desgraça da humanidade), o atleta foi retirado do buraco de areia e levado a um hospital local, assim, seus gens continuam no "pool" genético da humanidade e provavelmente serão responsáveis por manter gerações e gerações de estúpidos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

EUROPEANS HEIGHTEN THREAT LEVELS

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Recebi do P. de DF. Muitos blogs, foruns e sites reproduzem esse texto, mas não achei o autor.

Após a morte de Bin Laden, a europa aumenta o nível de alerta....

EUROPEANS HEIGHTEN THREAT LEVELS
The English are feeling the pinch in relation to recent terrorist threats and have therefore raised their security level from “Miffed” to “Peeved.” Soon, though, security levels may be raised yet again to “Irritated” or even “A Bit Cross.” The English have not been “A Bit Cross” since the blitz in 1940 when tea supplies nearly ran out. Terrorists have been re-categorized from “Tiresome” to “A Bloody Nuisance.” The last time the British issued a “Bloody Nuisance” warning level was in 1588, when threatened by the Spanish Armada.
The Scots have raised their threat level from “Pissed Off” to “Let’s get the Bastards.” They don’t have any other levels. This is the reason they have been used on the front line of the British army for the last 300 years.
The French government announced yesterday that it has raised its terror alert level from “Run” to “Hide.” The only two higher levels in France are “Collaborate” and “Surrender.” The rise was precipitated by a recent fire that destroyed France ‘s white flag factory, effectively paralyzing the country’s military capability.

It's not only the English and French who are on a heightened level of alert.


Italy has increased the alert level from “Shout Loudly and
Excitedly” to “Elaborate Military Posturing.” Two more levels remain: “Ineffective Combat Operations” and “Change Sides.”
Germans have increased their alert state from “Disdainful Arrogance” to “Dress in Uniform and Sing Marching Songs.” They also have two higher levels: “Invade a Neighbor” and “Lose.”
Belgians, on the other hand, are all on holiday as usual; the only threat they are worried about is NATO pulling out of Brussels .
Spanish are all excited to see their new submarines ready to deploy. These beautifully designed subs have glass bottoms so the new Spanish navy can get a really good look at the old Spanish navy.
Australia , meanwhile, has raised its security level from “No worries” to “She’ll be alright, Mate.” Three more escalation levels remain: “Crikey!”,”I think we’ll need to cancel the barbie this weekend,” and “The barbie is cancelled.”
Canada is at “That’s not nice and please stop” threat level, and has passed a bill in the House of Commons to never raise the level any higher so not to offend the terrorists.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O casamento real britânico

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O tempo dado ao casamento "real" britânico pela imprensa tupiniquim mostra que a mediocridade jornalistica e$borniana atingiu picos inimagináveis.

Mas satisfazendo o gosto do populacho, que mantém, seu QI e cultura de fazer inveja ao Homer Simpson.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Obama nasceu nos Estados Unidos

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Os americanos são um povo idiota, parecido com os e$bornianos, iletrados, cultura para uma faixa da população é um demérito, consumir é confundindo ou mesmo supera o conceito de cidadania.

O tea party, o maior grupo de retardados políticos, religiosos e racistas, há muito vem divulgando que Obama não é americano e que é mulçumano.

Agora, a casa branca foi obrigada a divulgar a certidão de nascimento do cara, mesmo após o governador (republicano), do Hawai, estado onde Obama nasceu, haver afirmado que o presidente americano havia mesmo nascido lá.

Coisas de um país de idiotas, que serve de modelo para outro povo idiota, os brazileiros.

Pra quem não acredita que aqui está a certidão: Obama's certificate of live birth

O objetivo da propaganda é fazer você se sentir infeliz.

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Você já pensou (ou sabia), que o sistema planeja o que e quando você vai comprar?
Que a obsolescência dos bens é planejada (produzido para quebrar), ou para você se sentir obsoleto (sentir que seu bem é "velho"), usando sua percepção e fazendo você se sentir infeliz sem o "novo" produto.
Que a troca do conceito de cidadania por consumo foi uma coisa planejada e usada por todos os governos "desenvolvimentistas"?
Sabia que 51 das 100 maiores economias da terra são corporações e os governos trabalham para elas, ajudando-as a destruir as nossas vidas e o planeta.
Tudo isso usando a mídia para fazer você se sentir infeliz se não consumir.


Um vídeo simples e bem feito que fala tudo isso.

Versão traduzida está aqui: A história das coisas


A versão original, em inglês, The story of Stuff.

domingo, 24 de abril de 2011

Como a TAM consegue fazer uma máquina do século XIX atrasar um avião a jato

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São Paulo - Guarulhos, viajando a mais de 12 horas, quase 20h de aeroportos, mesma roupa, sem banho, saco cheio e chateado por voltar ao Brasil.

Aqui, como uma boa e nativa recepção, vôo atrasado mais de 1 hora (eu me lembrando que estava num lugar onde trens, metrôs, aviões, navios e até as charretes e trenzinhos para turistas saiam no horário).

Eis que somos chamados para entrar no avião.

Quase ia esquecendo, obviamente o portão havia sido alterado 3 vezes, obrigando-nos a ir de uma ponta para a outra do terminal e depois voltando ao local original.

Dentro do avião... 10 minutos... 20 minutos... 25 minutos se passaram e nada de decolar, os passageiros (ou melhor, os trouxas), sentados em um avião parado no "finger", totalmente lotado, desconforto, aperto, as crianças já chorando, por causa do tédio, obrigadas a ficar sentadas ou no colo dos pais.

As comissárias já haviam enrolado tudo que podiam, só faltou repetir os procedimentos de segurança. O piloto entra no circuito, fala da meteorologia da cidade de destino, enrola mais um pouco e resolve falar do atraso da decolagem, justificando:

Senhores passageiros, desculpem-nos pelo atraso, mas estamos esperando um motorista para o trator que retira o avião do finger...

A TAM não tinha tratoristas para operar condignamente e competentemente seus vôos em Guarulhos??? Sem comentários


Pois é, a TAM conseguiu que essa maquininha, inventada no séc. XIX, impedisse que um Airbus, fabricado no início do séc. XXI, funcionasse.

Sem comentários, de novo!!!

PS. 35 minutos depois de termos entrado no avião, a TAM finalmente conseguiu um tratorista para movimentar o avião.

PS linha. 3 passageiros já haviam pedido para informar ao piloto que sabiam operar tratores, hehehe.

PS 2 linhas. Bem vindo ao terceiro mundo, onde somos todos os bobos de uma corte que vai gastar muito dinheiro em obras emergenciais, para deixar alguns lugares aceitáveis para a copa e para as olimpíadas, mas só para isso, depois volta tudo a (não) funcionar como antes.


Quem converte... não se diverte!

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Turistas nas lojas, olhando tudo, de perfumes a eletrônicos (que na europa não são lá tão baratos quanto nos EUA, mas saem bem mais barato que no país recordista de impostos).

Nessas horas não tem como não ficar discutindo, acho que no Brazil está tanto, será que vale a pena comprar? Se comprar no cartão tem a porra do IOF que a petralhada aumentou com a desculpa que quer diminuir os gastos dos nativos no exterior, sei não.

Assim, lá estava um pequeno grupo de brasileiros, que se conheceram na loja, falando sobre isso e pensando no bolso.

Eis que passa o Eduardo, outro brasileiro, que larga uma pérola, mas bem verdadeira.

- Viajando pela europa, quem converte... não se diverte!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Degradación Ambiental, Conservación de Ballenas y Día de la Tierra

En el discurso de 1970 brindado por el fundador del Día de la Tierra, Gaylord Nelson, éste señaló que “Nuestro objetivo no es sólo belleza escénica, aire y el agua limpios. La meta es un ambiente de decencia, igualdad y respeto mutuo a todas las formas de vida humana y no humana”.

Desde la primera celebración del Dia de la Tierra hace 41 años atrás, los temas relacionados con la conservación del medio ambiente y la biodiversidad han tomado una creciente relevancia en la agenda ciudadana e internacional. Sin embargo, a pesar del tiempo y los múltiples esfuerzos dedicados a conocer la estructura y el funcionamiento de la naturaleza, nuestra dependencia de ella y la necesidad de conservarla para el bienestar de las futuras generaciones, no se ha logrado detener la pérdida de biodiversidad y la degradación de los ambientes terrestres y acuáticos.


Durante los últimos años, hemos sido testigos de la extinción del delfín del rio Baiji (China) por causa de la constante intervención humana a su hábitat acuático en pos del denominado “progreso”. Evidenciamos la falta de voluntad de los gobiernos para detener la extinción del atún rojo (o de aleta azul). Esto a pesar que la ciencia demuestra que desaparecerá irreversiblemente de los océanos sino se detiene de manera urgente su explotación. Vemos cómo gigantescos derrames de petróleo e históricos accidentes nucleares van quedando impunes a pesar de los incalculables impactos negativos ambientales y sociales que generan.

Sin embargo, debajo de la abrumante cantidad de malas noticias para el medio ambiente existen casos de conservación destacables que suelen ser ignorados o tergiversados. Uno de ellos fue el resultado de la reunión anual de la Comisión Ballenera Internacional (CBI) que se realizó en junio de 2010 en Marruecos.

A pesar de varios titulares y conocidas organizaciones como WWF, Greenpeace y Pew Environemnt Group,evaluaron la reunión como un fracaso, al no adoptarse un acuerdo que supuestamente habría reducido el numero de ballenas cazadas por Japón, la realidad es que el contundente rechazo a la propuesta de parte de millones de personas alrededor del planeta,- una gran la mayoría de ONG y casi todos los miembros de la CBI-, salvaron la vida de cientos de ballenas en 2011 ,constituyendo la base para lograr el cierre definitivo de las operaciones balleneras.

De haberse aprobado el acuerdo – impulsado por Estados Unidos y Nueva Zelanda – hoy la caza de grandes cetáceos en el Santuario de Ballenas del Océano Austral sería una actividad legítima y aceptada por el sistema político y financiero global. La moratoria sobre la caza comercial de ballenas, quizás el mayor logro en la historia del derecho ambiental internacional, estaría muerta. Las operaciones balleneras continuarían realizándose fuera del control efectivo de la CBI y nuevas naciones, como Corea del Sur, habrían reanudado la caza comercial de ballenas.

El cupular y excluyente acuerdo también habría servido al gobierno de Japón para avalar ante el sistema financiero los millonarios subsidios necesarios para la construcción de una nueva flota ballenera de alta mar, ya que la actual necesita ser urgentemente reemplazada pues no cumple con las regulaciones que entrarán pronto en vigencia en el Océano Austral.

Finalmente, lo más preocupante es que de haberse adoptado el acuerdo ballenero rechazado en la reunión de la CBI en el 2010, se habría profundizado el debilitamiento de las políticas e instituciones globales de conservación ambiental.

La eliminación de la moratoria - principal medida para estas especies íconos de la conservación internacional - habría sentado un demoledor precedente que hubiese impulsado una mayor flexibilización de las políticas de conservación en otros foros internacionales relacionados a la naturaleza. El legitimar las operaciones de "caza científica" de ballenas en la antártica, una zona que cuenta con medidas de protección especiales y cuyo océano circundante es santuario de ballenas desde 1994, habría sentado las bases para legitimar la explotación comercial de mamíferos marinos en esta delicada zona del planeta.

Pero no fue así. Millones de personas informadas, cientos de organizaciones civiles movilizadas y varios gobiernos – entre los que se destacan los de América Latina – se unieron en rechazo a la propuesta y a sus implicancias para el medio ambiente y la biodiversidad marina. Hoy, podemos celebrarlo como un hito en el Día de la Tierra y continuar trabajando para consolidar los cambios culturales y las políticas de conservación que garanticen la protección de los ecosistemas y las especies del planeta, incluida la nuestra.

Texto como pie de foto: Desde su fundación en 1970, el Día de la Tierra ha sido celebrado por 1.5 billones de personas en todo el planeta quienes que realizan gran número de actividades y eventos en defensa de nuestra madre Naturaleza.

Por Elsa Cabrera (Centro de Conservación Cetacea) y Juan Carlos Cárdenas (Centro Ecoceanos).
 
www.ccc-chile.org


www.cerocazadeballenas.cl

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pausa para descanso, Allons enfants de la Patrie

O resposável pelo blog está num tour pela França, tomando um banho de civilização, de museus, prédios e castelos, com muitos séculos (e muito conservados). Vendo as discuções sobre a burca, sobre a questão da diversidade e uma penca de notícias sobre as novas guerras coloniais (Costa do Marfim, Líbia e outras).

Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé!
Contre nous de la tyrannie,
L'étendard sanglant est levé,
L'étendard sanglant est levé,
...

PS. O brazil só está presente nas notícias policiais e na demagogia pelo "desarmamento".

terça-feira, 29 de março de 2011

Ajude a defender o atual código florestal brasileiro

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Veja essa interessante animação sobre as propostas de alteração do código florestal brasileiro.

Assine a petição contra as mudanças do códico florestal propostas pelo dePUTAdo aldo rabelo, comunista pró latifundio (só nessa E$bórnia chamada brasil mesmo).

Mais uma da casta mais bem paga do brazil

'Nunca vi coisa tão séria', afirma ministra sobre fraudes de juízes

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FREDERICO VASCONCELOS
FOLHA DE SÃO PAULO

"Em 32 anos de magistratura, nunca vi uma coisa tão séria", diz a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, ao falar das investigações que descobriram um esquema de empréstimos fictícios comandado por magistrados.
"O caso me deixa preocupada, porque está caminhando para a impunidade disciplinar. Mas é emblemático. É muito grave e deixa à mostra a necessidade do Poder Judiciário se posicionar", diz.
Os desvios patrocinados por um grupo de juízes federais a partir de empréstimos concedidos pela Fundação Habitacional do Exército foram objeto de investigação dos próprios magistrados.
Ricardo Lima/Folhapress
'Nunca vi coisa tão séria', afirma ministra sobre fraudes
'Nunca vi coisa tão séria', afirma ministra sobre fraudes
Reportagem da Folha revelou que contratos foram celebrados em nome de associados fantasmas da Ajufer e juízes que desconheciam ter feito qualquer empréstimo.
Documentos mostram que, de 2000 a 2009, a Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1ª Região) assinou 810 contratos com a fundação. Cerca de 700 foram fraudados. Ao menos 140 juízes tiveram os nomes usados sem saber, aponta apuração da própria Ajufer.
Folha - Como começou a investigação na corregedoria?
Eliana Calmon - Tive conhecimento com a ação de cobrança. Chamei o dr. Moacir. Ele me disse que tinha havido vários empréstimos e que colegas não pagaram. Chamei a presidente que o antecedeu, dra. Solange [Salgado]. Então, tive ideia dos desmandos na administração da Ajufer.
Quem mais foi ouvido?
Conversei com o general Burmann [Clovis Jacy Burmann, ex-presidente da fundação do Exército]. Ele me disse que a única pessoa que cuidou dos empréstimos foi o dr. Moacir. Voltei a ele, que me disse tudo. A partir da hora em que ele me confirmou que tinha usado indevidamente o nome dos colegas eu não tive a menor dúvida.
Ele admitiu a fraude?
Ele admitiu tudo. E que os antecessores e diretores da Ajufer não participaram
O que a levou a determinar o afastamento do juiz [decisão suspensa pelo STF]?
Os juízes estavam nervosíssimos. Um queria dar queixa na Polícia Federal, o outro queria entrar com uma ação. Teve juiz que chegou a dizer que ia mandar matar o dr. Moacir. Enfim, eu teria que tomar uma posição.
O que a sra. temia?
Meu temor é que ele ocultasse provas ou fizesse incursões. Ele mandou me entregar uma mala de documentos. Os juízes auxiliares ficaram estupefactos de ver os os contratos, empréstimos de R$ 300 mil, R$ 400 mil. Causou muita perplexidade encontrar talonários de cheques já assinados pela presidente que o antecedeu.
Por que o TRF-1 não afastou o dr. Moacir, em janeiro, com base na investigação?
O corregedor votou pelo afastamento, mas o tribunal entendeu que era injusto afastá-lo e não afastar os demais envolvidos.
Alguns juízes temem que haja impunidade.
Doutor Moacir era uma pessoa muito simpática e o tribunal tinha dele o melhor conceito. Ficam com "peninha" dele. "Coitadinho dele". Não é coitadinho, porque ele fez coisa gravíssima.
Entre os suspeitos há algum desembargador?
Há ao menos um desembargador envolvido, tomou empréstimo alto, me disse dr. Moacir, e não pagou.

Comentários Politicamente (In)Corretos

As penas vão variar de aposentadoria com contra-cheque no final do mês, até o fim da vida, inclusive da viúva, a prisão domiciliar. Como aconteceu com o juiz nicolau, que roubou milhões e está curtindo a prisão na sua casa, com direito a segurança policial na porta 24h.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Onde fica Pernambuco?

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Lembram disso? Será que ficou pior?

Pelo menos, naquela legislatura, ou seria cavalgadura, alguns sabiam que Pernambuco ficava por ali, ali pelo nordeste.



sábado, 19 de março de 2011

Eu quero um misto quente, sem presunto e sem maionese

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Parauapebas no Pará, uma das cidades brasileiras que mais tem crescido em termos de população, acho que hoje deve ter mais de 150 mil habitantes.

Sábado 23:30h, eu morrendo de fome e o restaurante do hotel fechou as 23:00h. Procuramos um lugar para comer, estava difícil, churrascaria, um bar que era o novo point, mas só petiscos fritos, uns botecos que não inspiravam confiança.

Além disso, como já era relativamente tarde, não queríamos comer nada "pesado".

Resolvemos então comer um sanduiche, lá vamos nós a rodar a região central, tentando achar um lanchonete ou similar.

E lá estava ela, na "rua do meio", era simples, mas limpo.

Ok, vai ser esse aqui mesmo.

Enquanto a garçonete nos entregava os cardápios, pedi um refrigerante.

Hamburguer, cheeseburguer, misto quente e todas essas coisas.

A garçonete chega com o "refri" perguntando se já havíamos escolhidos.

Eu digo que sim e peço um Queijo Quente, sem maionese.

A garçonete pergunta com cara de quem não entendeu o pedido:

- Queijo Quente??? Deixa eu ver o cardápio. Queijo Quente, isso não tem não senhor

Ela me entrega o cardápio de novo, passei o dedo como quem escolhia um novo pedido.

Moça, então por favor, eu quero um Misto Quente, sem presunto e sem maionese.

Imediatamente a garçonete vai do lado do balcão e grita:

- Fulano, um Misto Quente sem presunto e sem maionese.

O fulano responde:

 - Misto Quente sem presunto, que gozado.

Depois de alguns minutos, chegou meu Misto Quente, sem presunto e sem maionese.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sistema informatizados não são seguros, muito pelo contrário, as eleições informatizadas, idem.

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Qualquer pessoa que tenha familiaridade com sistemas informatizados sabe que todos são passíveis de invasões, alterações e outras fraudes, que são muito freqüentes. Nem os sistemas de segurança das grandes potências escapa.

No brazil, que aboliu o papel nas eleições, e o substituiu por um sistema iotalmente informatizado, o que tornou o processo eleitoral vulnerável, de maneira gritante. Nessa reportagem da Rede Bandeirantes mostra isso.

Basta um juiz envolvido para que a porta seja aberta para a fraude, local ou regional. Basta corromper um programador, ou se a empresa que fornece os programas tiver interesse eleitoral, todo o processo pode estar comprometido. 

Mas o nosso judiciário mantém a posição, vergonhosa (ou criminosa), de não admitir a impressão do voto, a única maneira de ter a confirmação da votação. 

Alguma coisa está estranha nessa história, mas como é brazil, uma E$bórnia para poucos, a fraude é uma certeza e envolvendo juizes então, a impunidade é a única certeza.