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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Anti-whaling activists' drone tracks Japan fleet


(AFP) – SYDNEY

Anti-whaling activists intercepted Japan's harpoon fleet far north of Antarctic waters on Sunday, they said, with the help of a military-style drone.
Sea Shepherd Conservation Society spokesman Paul Watson said the unmanned long-range drone, launched from the anti-whaling ship the Steve Irwin, had located the Japanese fleet and relayed the coordinates back to the activists.
Watson said Sea Shepherd, a militant activist group which regularly shadows and harasses the Japanese whalers, had caught up with the fleet at 37 degrees south, 1,000 miles (1,600 kilometres) above Antarctic waters.
No whales had been killed so far, he added.
"This is going to be a long hard pursuit from here to the coast of Antarctica," said Watson.
"But thanks to these drones, we now have an advantage we have never had before -- eyes in the sky."
Three Japanese security vessels were tailing the Steve Irwin to prevent it from following the Nisshin Maru factory ship, Watson said.
But he said the activists had established the upper hand with their two drones, donated by Moran Office of Maritime and Port Security (MOMPS), a private US firm.
Fitted with cameras and detection equipment, the drones have previously been used to combat bluefin tuna poaching off Libya.
Unmanned aircraft are most notably used by US forces in Pakistan and Afghanistan.
The Sea Shepherd drones were developed by New Jersey-based MOMPS, which is described as working to enforce international maritime and fisheries rules and "helping to prevent acts of terrorism and piracy worldwide".
Watson said: "We can cover hundreds of miles with these drones and they have proven to be valuable assets for this campaign."
While the Steve Irwin was being tailed by the harpooners' security detail he said Sea Shepherd's other vessels the Bob Barker and Brigitte Bardot -- which can travel faster than the whalers -- were free to chase the Japanese south.
Commercial whaling is banned under an international treaty but Japan has since 1987 used a loophole to carry out "lethal research" in the name of science -- a practice condemned by environmentalists and anti-whaling nations.
Australia, New Zealand, the United States and the Netherlands issued a joint statement earlier this month expressing their "disappointment" at the annual hunt and warning against violent encounters.
Confrontations with the increasingly sophisticated Sea Shepherd group have escalated in recent years, with one clash sinking an activist powerboat and a protester arrested for boarding a Japanese ship.
Sea Shepherd harassment saw the Japanese cut their hunt short last season, and they are now suing the activists in Washington seeking an injunction against what they say is a "life-threatening" campaign.
Japan's coastguard has deployed an unspecified number of vessels to protect the whaling ships, and Tokyo has confirmed it will use some of the public funds earmarked for tsunami reconstruction to boost security for the hunt.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Onde estão os estudos que embasaram o novo código flroestal

Na recente palestra, Alceo Magnanini faz algumas perguntas chaves, uma delas é: onde estão os falados estudos (técnicos), que embasam esse código agrícola que substitui o código florestal? A Katia Abreu (que ficou pior depois da plástica) e a quadrilha ruralista falam muito em bases técnicas, mas nunca mostraram nada.

Até imagino que tenha havido algum tipo de estudo, afinal, a grana e os interesses políticos falam mais alto, mas se teve alguém de renome que vendeu os serviços aos ruralistas, teve vergonha de assumir e assinar.


Para saber mais sobre essa grande figura, leia a entevista dada ao site O Eco em fevereiro de 2005.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Salvemos Punta de Choros

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Não são somente os brasileiros que vão na contramão do planeta. Mais termoelétricas na américa latina.


terça-feira, 29 de março de 2011

Ajude a defender o atual código florestal brasileiro

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Veja essa interessante animação sobre as propostas de alteração do código florestal brasileiro.

Assine a petição contra as mudanças do códico florestal propostas pelo dePUTAdo aldo rabelo, comunista pró latifundio (só nessa E$bórnia chamada brasil mesmo).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A pesca artesanal também destroi os recursos naturais

Pois é, pessoal,  isso aí na foto é o retrato da DEPREDAÇÃO VERTIGINOSA que a “pesca artesanal”, essa coisa linda, comunitária, e declarada “sustentável” por decreto das ideologias reinantes, vem fazendo nas populações de tubarões e muitos outros peixes ao longo de toda a costa brasileira, sem que NINGUÉM se atreva a meter a boca nessaa bandalha por medo de ser taxado de “reacionário”, “inimigo dos pobres”, etc. etc. etc.

Na boa, a pesca dita “artesanal” tem impactos muito graves e que podem sim acabar com a produtividade de regiões inteiras do mar brasileiro, prejudicar violentamente a indústria do mergulho recreativo (olha a BOSTA que fizeram com os tubarões de Noronha, em parte culpa dos “nativos” noronhenses), mas não se tomam providência pra por ordem nesse barraco por puro medo do patrulhamento ideológico e por DEMAGOGIA CRIMINOSA que impede que tais atividades sejam geridas com CRITÉRIOS TÉCNICOS como no resto do mundo civilizado.

Aqui em Pindorama, a gestão da “pesca artesanal” se dá por fanatismo religioso, ou seja, algum mulá “esquerdista” subiu um dia num minarete e baixou um decreto, um saravá incontestável, declarando que essa pesca é gerida por um “saber tradicional”, e isso virou tabu, não se regula, não se controla, não se proíbem as atividades predatórias como esse MASSACRE DE TUBARÕES FILHOTES e de outros peixes que, se deixados crescer, poderiam até ser pescados quando tivessem 30, 50, 150 Kg, mas que são mortos prematuramente aos milhares com a mesma visão mineradora e imediatista da pesca industrial.

Tô errado, será?

Quando vamos ter coragem como comunidades (de mergulho e ambientalista) de enfrentar esses absurdos???

Abrz.,
JT

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CIMG0466 (3).jpg

 

Olá amigos da lista!

Fala-se muito nas barbatanas... mas, e o que acontece todos os dias nas praias brasileiras?
Fiquei inconformada com esta cena em Ilha Comprida S.P. (anexo)
Fui questionar e a resposta que eu tive foi:
“- Isso é todo dia moça, e duas vezes por dia. Mas nós aproveitamos tudo até a raia. Aqui tem muito!”
Lembrando que:
- esta região faz parte do LAGAMAR, e desde 1989 tem instalada uma Base da SOS Mata Atlântica em Iguape (SP), em um casarão cedido pela FBCN - Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza
- No ano de 2009 foram iniciadas as atividades da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Sul, sob gestão de Alineide Lucena. Criada pelo Decreto 53.527 de 8 de outubro de 2008 e com sede em Cananéia;
- Existe na região a valorização do Museu Municipal Victor Sadowski (o precursor dos estudos dos elasmobranquios no Brasil), onde tem um tubarão branco embalsamado com mais de 5 metros de comprimento. Dizem que trata-se do segundo maior tubarão branco já capturado no mundo(!?).
E aí... Pra quê serve tudo isso????

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Usina de Belo Monte irá cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia

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O Presidente do IBAMA se demitiu na quarta-feira passada devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, vamos conseguir 300.000 assinatura.


https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Abelardo Bayma Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 64.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html

Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Convenção da Biodiversidade, um acordo de fantasia.


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Todo o mundo concorda que a nova declaração da biodiversidade é um triunfo. Há só um problema, esse acordo, parece não existir.

Por George Monbiot em 1/11/2010 

Publicado no The Guardian

Tradução e adaptação do Montado Num Porco

A primeira página do Independent estampava: “Países juntam forças para salvar a vida na Terra”, The Guardian, The Telegraph falam em “acordo histórico”, “um marco de proteção” e assim por diante.

A declaração do Japão da semana passada visando proteger as espécies e lugares selvagens foi proclamado por quase todo o mundo como um grande sucesso.

Outro problema, parece que nenhum dos jornalistas que aclamou o acordo, realmente o leu.

Eu conferi com como muitos deles, a maioria se informou pelo telefone ou pelos bolentins oficiais da conferência.

Os repórteres não podem ser culpados por isto: embora aprovada na sexta-feira, a declaração ainda não foi publicada. Eu procurei as pessoas em três continentes tentando obte-la, sem sucesso.

O membros sênior da Convenção em Diversidade Biológica afiançaram-na, mas também não responderam msus e-mails.

O governo britânico eleogiou a declaração, me fala que não tem nenhuma cópia.

Eu nunca vi esta situação antes, pois todo acordo internacional que eu acompanhei, foi publicado logo após a aprovação, estranhamente nesse caso, não.

O acordo prévio, publicado a um mês atrás, não conteve nenhum obrigação. Nenhuma notícia que eu tive do Japão sugere que isso tenha mudado. O pré acordo, transformou os objetivos previstos para 2020, a pedido dos governos, foram transformados em “aspirações para realização em nível global” e um amontoado de metas “flexíveis”, que os países pudessem adequals e modificalas como desejassem e de acordo com seus interesses. Nenhum governo, se o desenho original foi aprovado, é obrigado mudar suas políticas.

Em 2002, os signatários da convenção concordaram em algo semelhante: uma declaração que soa explendidamente, mas que não impôs nenhum compromisso legal. Eles anunciaram que até 2010 haveria uma redução significativa da taxa atual de perda de biodiversidade. Que a reunião havia cumprido sua missão. Um sucesso de reunião aclamado pela imprensa, todos ficaram contentes e todos foram para casa receber as felicitações. Esse ano porém, a ONU reconheceu que o acordo de 2002 foi infrutífero: “as pressões em biodiversidade permanecem constantes ou aumentam em intensity”.

Até mesmo o boletim emitido para a imprensa que sugere que a situação da biodiversidade não está nada boa. O que chama a atenção do boletim é que apesar de reconhecer que a situação está um caos, mostra que as coisas estão um “pouco melhores”.

Tendo em vista que a ONU reconhecia a situação, presumia-se que a reunião no Japão tomaria uma rumo diferente, que os governantes estariam presentes e estados assumiriam posições mais firmes e sérias.

Que nada, reuniu cinco governantes, o Presidente de Gabão, o Presidente de Guiné-Bissau, o Primeiro-ministro de Iêmen e Príncipe Albert de Mônaco. O quinto nem foi identificado, um terço ods países presentes não chegou sequer a mandar um representante em nível de ministro ou similar, enviaram apenas burocratas de baixo escalão.

Me agride saber que os governos não estão dispostos a proteger as maravilhas de nosso mundo, mais ainda saber que o sistema mundial é um predador e que para saciar sua fome está sacrificando nossa biodiverfsidade. Empresários e governos lutam violentamente para transformar florestas tropicais em polpa, ou ecossistemas marinhos em pescados.

Então eles enviam para um funcionário público de meio-posição para aprovar um acordo sem sentido e que promete, de forma fictícia, proteger o mundo natural.

O Japão tão elogiado na administração da reunião, ainda teima em completar sua missão que é transformar, por mero capricho, o último atum de bluefin em fast food. A Rússia assinou um acordo novo em setembro, para proteger seus tigres, cuja população se resume a um punhado, mas ao mesmo tempo promulga uma lei que torna imunes os caçadores, mesmo quando pegos com a arma na mão e um tiger morto. O EUA, apesar de proclamar um compromisso novo com o multilateralismo, se recusa a ratificar a Convenção em Diversidade Biológica.

Os governos vestiram o capuz e assumiram o discurso que permite destruir o planeta. E tudo serve de pretexto, dos grandes empresários, que sonham em converter riqueza natural em dinheiro e lucro fácil, ao discurso da justiça social e o crescimento para minimizar a pobreza. Associando proteção da natureza ao alargamento da desigualdade social.

Um exercício de contabilidade volumoso foi apresentados na reunião no Japão, buscando mudar este cálculo. As Economias de Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB) tentam estimar os ecossistemas que nós estamos destruindo. Mostrando que o benefício econômico de proteger grandes hábitats e espécies excede em valor o dinheiro obtido quando os destruimos. Por exemplo, um estudo na Tailândia sugere que se transformando um hectare de floresta de manques em fazendas de camarão garante $1,220 de renda por ano, mas inflige $12,400 de prejuízos aos locais e por danos na região costeira. Um manancial protegido por uma reserva natural na Nova Zelândia reduz em um ano NZ$136 milhões nas contas de água (custos menores de tratamento, ausência de risco ded excasses, etc.). Nos EUA a restrição de pesca em uma reserva marinha com 5km a partir da costa de New England, impulsionou o valor da pesca.

Eu entendo por que essa tentativa de medir o que não pode ser medido ser medido. Os governos e negociantes não avaliam isto. Eu aceito que o TEEB argumente que o rural pobre e aquels que sobrevivem exclusivamente com o que o ecossistema tem que oferecer, e que são tratados e ignorados severamente por um sistema econômico que não reconhece seu valor, tenham uma chance de aparecer nas equações ou pelo menos terem o direito de existirem e serem considerados. Mesmo assim, este exercício me perturba.

Assim, quando algo é mensurado, ganha o direito de entrar no negócio e na desição. Sujeitar o ambiente natural a análise de custo benefício e contadores e estatísticos decidirá quais partes disto sobrevivem e o que pode ser destruído? Tudo isso é feito para demonstrar que as conseqüências e os custos da destruição de um ecossistema podem ser maiores que o que isso gera, que proteger pode custar menos e gerar mais dinheiro. Mas n mundo capitalista, o economista e o estatístico sempre pode gerar o número certo para quem pode pagar mais.

Esta aproximação reduz a biosfera a um mero fator (entre vários), para fim de cálculos da economia e dos interesses políticos. Sobrepõe a economia a todos os outros processos humanos. O reducionismo do TEEB informa sobre os “estoques de capital natural”, de “ativos naturais” e coisas do gênero. A natureza reduzida a um plano empresarial e nós reduzidos a seus clientes. O mercado assumindo que é dono do mundo.

Mas eu também reconheço que se os governos tivessem se encontrado no Japão para tentar salvar os bancos, ou as companhias aéreas ou a injeção de plástico que modela indústria, eles teriam enviado os representantes mais aptos e com maior representatividade e a tarefa deles teria aparecido como urgente. Com certeza, ao contrario do que os jornalistas alardeiam (sem ler), sobre a convenção da biodiversidade, cada ponto e cada vírgula do acordo teria sido conferido por jornalistas famintos, cada parágrafo seria analisado por comentaristas “especialistas”.

Mas quando o mundo se encontra para considerar o colapso gradual do mundo natural, eles enviam os limpadores de escritório e adiam as escolhas por outros dez ano.

E a mídia apenas reproduz as notas oficiais, sem ler, conferir o que realmente está escrito ou o que aconteceu.

Assim, como muitos, eu me revolto com a conversão da natureza a um fator meramente contábil. mas sou forçado a concordar que pode ser um mal necessário. Pois pelo visto, só o dinheiro pode induzir os donos do poder a discordar seriamente e tomar alguma providência.

sábado, 30 de outubro de 2010

Meio Ambiente, expressão que não existe no vocabulário empresarial


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Minas Gerais

O Programa Minas Sustentável, criado pelo Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg) e Sesi-MG analisou 300 indústrias do município de Contagem. O mais antigo e maior centro industrial de Minas Gerais.

Os resultados demonstram que não há preocupação ambiental e o poder público é omisso e conivente.

90,1% das empresas avaliadas, nunca receberam sanções ambientais. Isso seria um indicativo positivo, caso essas empresas fossem fiscalizadas pelos órgãos ambientais. 

Porém, 72,8% das empresas avaliadas afirmaram que nunca receberam fiscalizações desses órgãos. 

74,7% delas não sequer têm um setor responsável por questões ambientais. 

74%1 delas não tem nem mesmo tratamento de efluentes.

O crítico nessa pesquisa, é que foi feita em indústrias e empresas com potencial poluidor variado, de acordo com a classificação da legislação estadual, as de risco 1 a 4, são de responsabilidade do município (licenciamento e fiscalização), de riscos 5 e 6, do estado.

A secretaria de Meio Ambiente do município, ao ser questionada, alegou não há problemas expressivos no que se refere ao trabalho de fiscalização nas indústrias.: os dados do programa são relativos às empresas de pequeno porte que, em sua maioria, não têm "alto" potencial poluidor, são atividades "simples”, justifica.

Gostaria de saber de onde parte essa afirmação, já que ela "visitou" apenas 3 em cada 10 indústrias instaladas. A secretaria informa também que não existe meta de fiscalização, a mesma é feita a partir de denúncias ou nos atos de renovação de licenças. 

Outro paradoxo, será que apenas 30 % das empresas tem licença ou tem processos de renovação de licenças, já que os outros 70 % alega nunca ter recebido uma "visita".

O secretário executivo do Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad), Paulo Teodoro, reconhece que a fiscalização está longe de ser a ideal. “Não há como atender todos os empreendimentos. Afinal, há 130 mil empresas cadastradas em Minas Gerais. 

O município de Contagem é credenciado para fazer o licenciamento e a fiscalização”, ressalta. Ele salienta que o Estado é responsável pela fiscalização de empresas com maior potencial degradador, que se inserem nas classes 5 e 6.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Além de ser uma terra de ninguém ambiental, Contagem tem muito poucos industriais conscientes, apenas  29,6% das indústrias fazem uso racional da água, contra 67,6% que não têm nenhuma preocupação em conservar esse recurso.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

99% das baleias azuis já foram eliminadas

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Hoje existem apenas 300 baleias francas do atlântico norte e 99% das baleias azuis já foram eliminadas. Estes majestosos gigantes estão ameaçadas de extinção e seu caso está sendo usado como exemplo repetidamente. Mas na realidade, um terço de todas as formas de vida no planeta estão à beira da extinção.

O mundo natural está sendo esmagado pela atividade humana, poluição e exploração. Mas existe um plano para salvá-lo - um acordo mundial para criar, financiar e implementar áreas protegidas cobrindo 20% das nossas terras e mares até 2020. Agora mesmo, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise.

Nós só temos 3 dias até o fim desta reunião crucial. Especialistas dizem que os políticos estão hesitantes em adotar um objetivo tão ambicioso, mas que um clamor público mundial poderá fazer a diferença, mostrando aos governantes que os olhos do mundo estão sobre eles. Clique para assinar a petição urgente e encaminhe este email amplamente - a mensagem será entregue diretamente para a reunião no Japão:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl

Ironicamente 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Os nossos governos já deveriam estar caminhando para "uma redução significativa da taxa atual da perda da biodiversidade". Eles falharam repetidamente, cedendo para a indústria e trocando assim a proteção das espécies por lucros limitados. Nossos animais, plantas, oceanos, florestas, solos e rios estão sufocando sob fardos imensos de super-exploração e outras pressões.

Os seres humanos são a principal causa desta destruição. Mas podemos reverter a situação - já salvamos espécies da extinção antes. As causas do declínio da biodiversidade são vastas e salvá-la vai exigir uma guinada das promessas vagas, sem clareza de quem financia a proteção, para um plano ousado, com fiscalização rigorosa e financiamento sério. O plano de 20/20 é justamente isto: os governos serão forçados a executar programas rigorosos para garantir que 20% das nossas terras sejam protegidas até 2020, e para isso aumentar drasticamente o financiamento.

Tem que ser agora. Em todo o mundo o quadro está cada vez mais sombrio - há apenas 3.200 tigres na natureza, os peixes dos oceanos estão se esgotando e nós estamos perdendo fontes de alimentos ricos para a monocultura. A natureza é resistente, mas temos que prover espaços seguros para ela se recuperar. É por isso que esta reunião é fundamental - é um momento decisivo para acelerar ações baseadas em compromissos claros para proteger nossos recursos naturais.

Se os nossos governos sentirem a pressão esmagadora do público para serem corajosos nós podemos convencê-los a aderirem ao plano de 20/20 nesta reunião. Mas para isto vamos precisar que cada um de nós que está recebendo esta mensagem, faça-a ecoar até chegar na convenção no Japão. Assine esta petição urgente abaixo e depois encaminhe-a amplamente:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl

Este ano os membros da Avaaz tiveram um papel fundamental na proteção dos elefantes, defendendo a proibição da caça às baleias, e garantindo a maior Reserva Marinha do mundo nas Ilhas Chagos. Nossa comunidade tem mostrado que podemos definir objectivos ambiciosos - e vencer. Esta campanha é a próxima etapa na batalha essencial para criar o mundo que a maioria de nós em todos os lugares querem - onde os recursos naturais e das espécies são valorizados e o nosso planeta está protegido para as futuras gerações.

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl

Com esperança,

Alice, Iain, Emma, Ricken, Paula, Benjamin, Mia, David, Graziela, Ben, eo resto da equipe da Avaaz

Leia mais:

Estudo revela risco de extinção enfrentado por diversas espécies animais
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/estudo-revela-risco-de-extincao-enfrentado-por-diversas-especies-animais.html

Sob risco de colapso
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101027/not_imp630350,0.php

Planeta precisa dobrar área continental protegida para conservar a biodiversidade
http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/10/25/criar-mais-areas-protegidas-e-o-caminho-para-conservar-a-biodiversidade/

Brasil rejeita acordo parcial sobre biodiversidade
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-rejeita-acordo-parcial-sobre-biodiversidade,630071,0.htm

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TCU afirma, governo é grande financiador da destruição da amazônia

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Apesar da apologia pró ambiente que o governo petralha faz, sabe-se que é um dos grandes incentivadores da destruição da amazônia. Tem até o dedo da casa civil, para variar, da ministra/candidata que afirmava que precisamos nos desenvolver , "custe o que custar" e meio ambiente é apenas um fator que impede e atrasa o progresso.

Essa visão, ou falta dela, teve implicações até no uso de trabalho escravo.

Convém salientar que escravidão não é considerada crime no Brasil e todos os projetos que tentaram criminalizar o que a civilização já define como crime, não andam dentro do congresso porque os ruralistas conseguiram apoio do governo para obstruir qualquer tentativa nesse sentido.

E olha que quem diz isso não é a imprensa acusada de golpismo e que o governo quer censurar, quem fala isso é o Tribunal de Contas da União (que a petralhada já deve estar dizendo que está a serviço do serra, hehehehehe0.

Mas para quem conhece esse governo, que é o pai dos pobres e a mãe dos ricos, sabe que tudo isso está bem dentro da linha do presidente lula, que tem como grande princípio eleitoral aquela velha afirmação dos coroneis (aos quais também se aliou), o que ganha eleição no norte e nordeste é esmola e cesta básica.

Especificamente em relação a questão ambiental, o Einstein de Garanhuns fez tambéma brilhante afirmação que: "a poluição é um problema global porque a terra é redonda e gira, se fosse quadrada, não girava e a poluição não circulava".


Olha que eu ainda acho que eles estava querendo dizer cúbica e que se a terra não girasse.... mas deixa prá lá.


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Apoio do BNDES a frigoríficos ajudou desmate, diz TCU

Da Gazeta do Paraná

Governo já reconhecia a pecuária como o maior motivo do abate da Floresta Amazônica
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) atribuiu a uma “falha” da Casa Civil o choque entre duas políticas públicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos dois últimos anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu bilhões em frigoríficos, contribuindo para o avanço da pecuária na Amazônia, na contramão da política de combate ao desmatamento.

Entre 2008 e 2010, o BNDES investiu cerca de R$ 10 bilhões em grandes frigoríficos, como JBS, Bertin (que se fundiram) e Marfrig. A compra de participação acionária dessas empresas pelo banco pretendia consolidar a posição do país como principal exportador mundial de proteína animal. O “complexo carnes” deveria se tornar o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, segundo a Política de Desenvolvimento Produtivo do Ministério do Desenvolvimento. Na época, o governo já reconhecia a pecuária como o maior motivo do abate da Floresta Amazônica.

Faltou coordenação no governo para evitar trombadas entre as duas políticas, aponta o TCU. “Foram identificadas falhas na articulação e coordenação, a cargo da Casa Civil”, entre os diferentes programas de governo. A Casa Civil era comandada à época por Dilma Rousseff, que não é citada pelo TCU. A ministra era, formalmente, a coordenadora de todos os programas do governo espalhados pelos ministérios. O próprio presidente da República, tão logo começou a campanha eleitoral, a apresentou ao eleitorado como a segunda pessoa mais importante na estrutura de governança do país.

Questionada sobre a conclusão dos auditores, a Casa Civil argumentou que contribuiu para a redução do desmatamento na Amazônia. A taxa anual anunciada no fim de 2009 foi a mais baixa em 20 anos: 7,4 mil quilômetros quadrados. “Isso não significa que estamos satisfeitos. Precisamos continuar melhorando e sempre há espaço para isso”, disse a Casa Civil.

Na época do grande investimento em frigoríficos, relatórios oficiais mostravam que a pecuária dominava 80% das áreas desmatadas. Em 2006, a Amazônia concentrava a terça parte do rebanho nacional. Em 2007, o ritmo das motosserras voltara a crescer. Com recursos do BNDES, os frigoríficos reforçaram o avanço da pecuária na Amazônia: todos têm estabelecimentos industriais na região. “Como consequência, verificou-se que frigoríficos beneficiados pelo BNDES adquiriram gado de fazendas envolvidas com desmate ilegal e trabalho escravo”, relata auditoria aprovada pelo TCU. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Outra para recordar:

Ministro do TCU pede auditoria de órgãos que controlam queimadas

Problema é "calamidade ambiental em nível nacional", diz Aroldo Cedraz. Levantamento preliminar verificará necessidade de auditoria.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz fez pedido ao plenário do tribunal no dia 15, para que seja realizada auditoria nos órgãos, entidades e programas públicos envolvidos com a prevenção e controle de queimadas no Brasil. A abrangência do trabalho dos auditores, contudo, ainda será definida pelo TCU.

Em comunicação enviada ao plenário, o ministro afirma que a situação praticamente configura "calamidade ambiental em nível nacional, já que assim já foi qualificado em 15 unidades da Federação".

Segundo a assessoria do tribunal, será feito o levantamento preliminar nos devidos órgãos para constatar a necessidade ou não de uma auditoria, e onde o trabalho será realizado. "A Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU vai delegar uma de suas secretarias internas para fazer o levantamento preliminar nos órgãos envolvidos. Esse levantamento deve levar pelo menos 30 dias", informou ao G1 a assessoria.

O texto com a proposta do ministro usa dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Chico Mendes para sustentar que o avanço das queimadas e incêndios em 2010 é expressivo e alarmante. "Exemplo disso é o registro de que os estados do Maranhão, do Tocantins e do Piauí, apenas no mês de junho de 2010, tiveram acréscimo de 402%, 952% e 1009%, respectivamente, nos focos de incêndios, comparativamente com o mesmo período de 2009", diz o texto.

O material também cita que, "de acordo com os dados do Instituto Chico Mendes, somente no mês de julho do corrente ano ocorreram 3.040 focos em 110 unidades de conservação, abrangendo 12 Parques Nacionais e 57 áreas indígenas". Em vista desses dados, a comunicação aponta a série de programas relacionados com o assunto existentes no Brasil e afirma que, mesmo assim, o problema continua se agravando ao longo dos anos.

O ministro usou dados do orçamento para justificar seu pedido. "O Programa Florescer (Programa de Prevenção e Combate ao Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais) até final de agosto só teria executado 50% do seu orçamento para 2010, inicialmente fixado em R$ 90,7 milhões, mas recentemente ampliado para R$ 98,8 milhões, ante o agravamento da situação", afirma. Segundo ele, apesar da grande importância de ações de "monitoramento de queimadas e prevenção de incêndios florestais", elas foram responsáveis por apenas 25% do orçamento autorizado.

Ao final do texto de duas páginas, Aroldo Cedraz propõe o levantamento de auditoria nos órgãos, entidades e programas envolvidos com o tema, com foco especial para o "funcionamento do arranjo institucional elaborado para tratar do assunto, as ações preventivas que estão sendo adotadas, a estrutura de logística existente para o combate aos incêndios e as queimadas, o nível de articulação entre os entes públicos envolvidos com a matéria, inclusive em nível estadual e municipal, possibilitando, com isso, a promoção de melhorias nas ações governamentais voltada.


Comentários Politicamente (In)Corretos

Os coniventes com tudo isso e com a corrupção petralha estão agora maquinando para ver como culpar o FHC pelo desmatamento da amazônia no período lulista. 
Alguma dúvida dessa afirmação?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Devastar ecossistema e biodiversidade é mais oneroso do que preservá-los

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Devastar ecossistema e biodiversidade é mais oneroso do que preservá-los

Evandro Fadel - O Estado de S.Paulo

Devastação representa perdas de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões por ano, diz relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; estudo cita exemplos de regiões que lucraram com o uso responsável dos recursos naturais

Manter os ecossistemas preservados é menos oneroso que devastar. Essa é uma das conclusões do relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais, apresentado ontem em Curitiba. O relatório faz parte de uma série de estudos que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) está lançando para a Conferência da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, Japão, em outubro.

O estudo, encomendado pelo G-8 + 5 (grupo dos países mais industrializados mais Brasil, África do Sul, China, Índia e México) e conhecido em inglês como Teeb, traz uma série de exemplos de regiões que lucraram com o uso responsável dos recursos naturais. Destaca 120 exemplos de decisões políticas que alteraram realidades degradantes ao meio ambiente, contando com a participação da comunidade - como a cidade de Curitiba, no Brasil. O objetivo do relatório é chamar a atenção para os benefícios econômicos globais da biodiversidade e somar forças que permitam ações concretas. 

A devastação ambiental representa perdas de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões por ano, segundo o estudo. "Ver o tamanho econômico dos ecossistemas e deixá-los de fora das contas nacionais é um erro. Deixando isso invisível, você está criando uma falta de consciência", afirmou o economista indiano Pavan Sukhdev, coordenador do estudo.
Segundo ele, as comunidades pobres e rurais, que vivem em torno de florestas e dela retiram parte do sustento, são as que mais sofrem. No Brasil, ele estimou o número em 20 milhões de pessoas. "A biodiversidade é uma necessidade para os pobres e não apenas uma ligação afetiva para os ricos", afirmou Sukhdev.
Na questão da Amazônia, o economista acentuou que vale o "princípio do perigo". Segundo ele, a perda da Amazônia pode reduzir o suprimento de água e causar um prejuízo de US$ 1 trilhão para a produção agrícola de Brasil, Paraguai e Argentina. "Temos de tomar medidas de precaução para evitar que isso aconteça, pois é melhor errar pelo lado da precaução", diz. 

O economista afirmou que o Brasil é uma "superpotência" em biodiversidade. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, concordou com a avaliação do economista, salientando que a biodiversidade no País ainda é tratada como potencial. "Temos as mais extensas florestas e convivemos com taxa grande de desmatamento, além de um aumento no desmatamento no Pantanal, que começa a preocupar", afirmou Dias. 

Açaí. Como contribuição, o cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre apresentou a possibilidade de agregar valor à produção do açaí como alternativa a outras culturas que degradam a Floresta Amazônica.

Segundo ele, o açaí permite renda de US$ 206 a US$ 2.272 por hectare ao ano, contra US$ 100 a US$ 400 por hectare no caso da madeira ou de US$ 100 a US$ 200 por hectare ao ano para a soja. A pecuária renderia apenas US$ 20 a US$ 70 por hectare ao ano. No entanto, Nobre ressaltou que o produto sai do campo por US$ 200 e chega aos supermercados na Califórnia por US$ 70 mil. O valor é agregado por outras empresas do Sudeste e Sul do Brasil ou de outros países e não beneficia o produtor.

EXEMPLOS BEM-SUCEDIDOS
 
Vietnã
Nas costas, onde 70% da população está vulnerável a desastres naturais, comunidades passaram a proteger manguezais em vez de construir barreiras. Investimento de US$ 1,1 milhão poupou US$ 7,3 milhões por ano em manutenção dos diques.

Brasil
A cidade de Curitiba conseguiu aumentar a área verde por pessoa de menos de 1 metro/habitante para 52 m/h. Moradores plantaram 1,5 milhão de árvores e incentivos fiscais foram concedidos para estimular áreas verdes.

Equador
Quito, a capital do Equador, desenvolveu um fundo para água. Os recursos pagos pelos moradores do município pela água são investidos na proteção das bacias hidrográficas e no reflorestamento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dilma falando das semelhanças com Marina


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Na coletiva, Dilma insinua estar certa de ter o apoio e os votos de Marina, de quem foi inimiga declarada quando eram colegas de ministério, diz que tem mais semelhanças que diferenças em relação às posições da candidata do PV.

Realmente, o que mais chama a atenção nessas semelhanças é o gosto de ambas pela natureza, em especial as florestas.

Marina acha que a floresta tem uma importância e função intrínsicas.

Já a Dilma da Silva, adora as árvores da floresta por toda a lenha e o carvão que podem virar quando a floresta for abaixo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A destruição continua

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O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou em agosto a destruição de 210 km² de floresta.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Opor-se a Eike Batista faz mal para funcionários públicos

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No Brasil, ninguém é demitido pelas falhas, mas pelas qualidades.

No Brasil a prática é comum, funcionários públicos criminosos, a serviço do poder, raramente são punidos, já, quando cumprem as suas funções como manda a lei e a ética.....

Mas isso não é invenção e prática só da PeTralhada, Sarney fez, Itamar e FHC fizeram, até ditadores militares. Eu lembro de um chefe da receita que queria a fiscalização de aviões fretados pela seleção de futebol (a coisa chegou ao ponto do avião que trazia os jogadores, vir acompanhado de um avião de carga). Outros muitos caíram só por cogitar fiscalizar os navios da Marinha de Guerra, que dão 1m2 de porão para cada oficial trazer muambas, quando o navio viaja para o exterior.

No governo do mordomo Lulalau as vítimas prediletas são os funcionários que atuam na área ambiental (IBAMA e ICMBio). Lembrando que para esse grupo que aparelhou o governo e que tem como testa de ferro esse analfabeto experto e mau cárater, meio ambiente é um entrave e um problema. A visão, o conhecimento e o conceito que tem sobre o assunto pode ser resumido pelas frases de efeito, como dizer que um bagre impede o progresso, a terra é poluida porque não é quadrada e coisas do gênero.

Desde o início da gestão PeTralha, qualquer decisão técnica do IBAMA que se oponha aos interesses do governo e dos amigos, sofre algum tipo de retaliação.

Já nas priscas eras do governo Lulalau, uma diretoria do IBAMA caiu e depois o órgão foi desmembrado (com o objetivo de fragilizá-lo), por se opor a transposição do rio São Francisco e a construção de algumas das usinas propostas para a amazônia (enfatizo, algumas).

Agora, até as ações de rotina são alvo de represálias e sistematicamente reprimidas, existindo até atos legais e sublegais determinando expressamente o que a lei chama de prevaricação, como uma portaria que proíbe fiscalizações "não autorizadas", ou seja, se um funcionário estiver presente na execução de um ato ilegal, ele não pode agir, só se tiver autorização de um superior (leia-se, alguém indicado politicamente).

Ai temos mais uma ação da PeTralhada e da sua essência, essa quadrilha que tomou o poder recriou a figura do oficial político. Personagem comum no período de Stalin, na ex-União Soviética. Esse oficial era um aspone colocado para ver se as diretrizes do partido estavam sendo seguidas. Na Alemanhã de Hitler esse cargo era exercido por um oficial das SS. Estavam em todos os órgãos e repartições, determinando o que podia e o que não podia ser feito, em nome do "governo".

Só que agora a figura do oficial político está sendo exercida pelos membros dos sindicatos controlados pelo PT, que foram alçados a funções de chefia.

Nos órgãos ambientais, não aceitar estudos fracos, fraudulentos ou projetos ambientalmente inviáveis, quer dizer perder a função e muitas vezes responder a um inquérito administrativo.


E tudo isso para defender os interesse do projeto de poder absolutista da PeTralhada e para defender os interesses dos amigos e financiadores de campanha (as grandes corporações).

Falando nelas, chegamos a uma situação onde grandes corporações já são ouvidas na indição de secretários de estado de áreas de interesse (agricultura, meio ambiente e outras), fora os departamentos como os de obras e de estrada (mas esse são especialidade do PMDB).

Grandes corporações já conseguem a transferência de grupos inteiros de funcionários "não cooperativos", tanto nos órgãos federais como nos estaduais.

Já ouvi comentários até sobre "conseguir" promoções de juizes e promotores "não cooperativos", já que os detentores desses cargos são irremovíveis de acordo com a lei e a única maneira de conseguir isso é através de uma promoção.

Agora os jornais noticiaram que a dinossáurica Petrobras bisbilhota a vida das pessoas, via polícia de São Paulo.

Nada de novo no front, na realidade, todas as grandes estatais faziam (e fazem isso), algumas empresas fazem até depois que deixaram de ser estatais.

Basta investigar a "doação" de computadores, carros e muitos outros "agrados" às polícias da amazônia, por grandes mineradoras, siderurgias, etc. Até a polícia federal recebia (ou recebe), esses "agrados".

Mas como disse Dora Kramer, no Brasil está se substituindo a figura do cidadão, pela do consumidor, afinal, com o bolsa família e o populacho comprando carro em 80 meses, não existe princípios, ideologias ou qualquer valor, só o da prestação.

PS. Com a PeTralhada retomando o discurso do excesso de liberdade de imprensa e de expressão, nuvens negras se formam no horizonte.

Acho que essa corja quer recriar agora a figura do censor.


Do Blog PoncheVerde

Opor-se a Eike Batista faz mal para funcionários públicos

Apoena Calixto Figueiroa, chefe da Estação Ecológica de Carijós, localizada na Grande Florianópolis, em Santa Catarina, acaba de ser exonerado do cargo pelo presidente nacional do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, através da portaria nº 485, do dia 13 de setembro, publicada na edição da última segunda-feira do Diário Oficial da União.

Apoena é um dos principais críticos do EIA-RIMA do Estaleiro OSX e signatário do documento que negou autorização para o empreendimento se instalar em área junto à baía norte da capital catarinense.

O decreto de exoneração não explica as razões da iniciativa, mas ela pode ter sido tomada em represália à postura do técnico do ICMBio.

É mais uma demonstração de como o governo Lula trata as questões ambientais, com total submissão aos interesses privados.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Matanças de baleias e saúde humana

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01 de Septiembre de 2010 - Una coalición de organizaciones civiles solicitaron a la Comisión Ballenera Internacional, el organismo encargado a nivel mundial de la conservación y manejo de las poblaciones de ballenas, que haga una llamado a la Organización Mundial de la Salud (OMS) para que emita lineamientos para el consumo de carne de cetáceos.

La coalición argumenta que la carne de los cetáceos (ballenas, delfines y marsopas) se encuentra altamente contaminada con mercurio y por lo tanto no es apta para el consumo humano. Sin embargo, las naciones balleneras afirman que ya cuentan con lineamientos nacionales.

En particular, las organizaciones hacen un llamado a detener el consumo de pequeños cetáceos, como los delfines que son cazados anualmente por Japón y las Islas Faroe, debido a que estas especies se encuentran en la cima de la red trófica y las sustancias tóxicas se acumulan a medida que avanzan en la cadena alimenticia.

Actualmente, la OMS no cuenta con lineamientos para el consumo de carne de cetáceos, pero el portal electrónico de la organización menciona el mercurio como uno de los 10 contaminantes más peligrosos para la salud humana. A través del llamado, las organizaciones civiles esperan que la OMS pueda emitir una advertencia sobre los riesgos a la salud humana asociados al consumo de carne de cetáceos durante los próximos meses.

De acuerdo a Kate Sanderson, Ministra de Relaciones Exteriores de las Islas Faroe, su gobierno ya ha advertido sobre el consumo máximo de carne de cetáceos para evitar daños a la salud. Este correspondería a no más de una porción dos veces al mes y se fundamenta en un estudio realizado en 1998.



Sin embargo las declaraciones de la Ministra se contradicen con recomendaciones realizadas en 2008 por los principales médicos del gobierno de las Islas Faroe, quienes advirtieron que es necesario detener el consumo de carne o productos provenientes de delfines, debido a los altos niveles de toxinas. De acuerdo a los especialistas, los contaminantes presentes en los delfines producen daños en el desarrollo neuronal de los fetos, hipertensión y deterioro en el sistema inmunitario de los niños, entre otros.

Por ello, las organizaciones civiles esperan que la OMS tome medidas para aumentar el interés de las autoridades y el público sobre las amenazas a la salud humana asociadas al consumo de carne y productos de cetáceos.

La matanza de pequeños cetáceos no sólo representa una amenaza para la salud humana sino para la conservación de las poblaciones silvestres afectadas, ya que la caza se realiza fuera de todo marco regulatorio internacional. Esto se debe a que algunas naciones consideran que la Comisión Ballenera Internacional no tiene competencia sobre estas especies.

Andy Ottaway, de la organización Campaign Whale, afirmó que el llamado realizado a la CBI junto con a otras organizaciones ya cuenta con al apoyo de más de una docena de países y esperan que más gobiernos se sumen a los esfuerzos para limitar el consumo de carne y productos de pequeños cetáceos, y por ende reducir las matanzas indiscriminadas que algunas naciones llevan a cabo en la actualidad.


Japón, única nación interesada en reanudar la caza industrial de ballenas en aguas internacionales, captura al año más de 20 mil pequeños cetáceos. A pesar de las crecientes advertencias sobre los altos niveles de contaminantes presentes en la carne de cetáceos, las Islas Faroe ha aumentado el numero de delfines cazados, incluyendo hembras preñadas y madres con crías, una práctica prohibida bajo la CBI.

Fuente: BBC, New Scientist, Centro de Conservación Cetacea

www.ccc-chile.org - www.cerocazadeballenas.cl


Comentários Politicamente (In)Corretos

Ajude a salvar os planeta, mate um japonês, ou pelo menos afunde um barco deles.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os chilenos contra a natureza

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Assim como no Brasil os governos fascistas (não importa sob que ‘ideologia’ se disfarcem) seguem tentando consolidar a energia porca e impedir o desenvolvimento de fontes alternativas. A questão é simples: carvão, petróleo e mega-hidrelétricas de empreiteiras com financiamento estatal são obras de lobbies corporativos que dão jabá garantido pras campanhas eleitorais de seus lacaios políticos.

E depois dessa bosta aí da Suez, o Chile vai ter de aturar uma termo do Eike Batista, assim como a Guiana uma hidro bancada pelo BNDES, etc. etc. ... é o Brasil exportando devastação ambiental para ‘desenvolver’ na mesma linha genocida de biodiversidade o resto da Cucaracholândia.

Dilma, Piñera, Chávez, tudo a mesma catrefa, arautos do atraso que precisamos varrer do mapa se quisermos ver o mundo evoluir para uma economia de baixo carbono. Vai demorar, mas precisamos seguir lutando.

JTruda

Lamentamos comunicar que hoy se acaba de aprobar en Chile un proyecto de generará impactos ambientales en una de las zonas más ricas de Chile en biodiversidad.

Esta es la nueva forma de gobernar del país...

Saludos,

Elsa

CCC 24 de Agosto de 2010

Ambientalistas alertan sobre un daño irreversible a la biodiversidad

Corema de Coquimbo aprueba termoeléctrica Barrancones en Punta de Choros

Con todos los votos a favor de los Seremis y los Gobernadores, se dio victo bueno al proyecto de la multinacional franco-belga Suez Energy. Se trata de la Central Térmica Barrancones, ubicada en la caleta de Chungungo a 60 kilómetros al norte de La Serena y al sur de Punta de Choros, conocido por su diversidad ecológica marina.

por El Mostrador

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Termoeléctricas amenazan a la mayor reserva mundial de pingüinos Humboldt

La Comisión Regional de Medioambiente (Corema) de Coquimbo aprobó este martes el polémico proyecto termoeléctrico Barrancones, ubicado a 60 kilómetros al norte de La Serena y que significa una inversión de 1.100 millones de dólares.

La iniciativa de la multinacional franco-belga Suez Energy contempla la instalación de dos plantas a carbón en el sector de Punta de Choros, conocido por su diversidad ecológica marina.

El proyecto fue presentado al Sistema de Evaluación de Impacto Ambiental en diciembre de 2007 y debía ser votado en octubre del 2009. Si embargo, la empresa solicitó posponerlo con el fin de responder de manera satisfactoria una serie de reparos formulados por la Corema (probables impactos de la planta en el aire, el suelo y las corrientes marinas).

La cercanía de la iniciativa a la Reserva Nacional Pingüino de Humboldt despertó rápidamente el rechazo de las localidades circundantes, el municipio local y organizaciones ambientalistas. En el lugar, habitan aves marinas, una colonia de delfines nariz de botella y ballenas en migración.

Al respecto, la presidenta del movimiento ambiental de la Higuera, Rosa Rojas resaltó que el proyecto provocará un daño irreversible a la biodiversidad de la zona.

Por su parte, el diputado socialista Marcelo Díaz aseguró que el proyecto constituye un atentado ambiental. “Es por esto que la comunidad de La Higuera, encabezada por su alcaldesa Sylvia Clavería, y un grupo de parlamentarios, acudimos a la comisión investigadora de las Coremas de la Cámara de Diputados para exponer antecedentes sobre una serie de irregularidades en el proceso de evaluación de este proyecto”, dijo el parlamentario en Terra.cl.

Al tiempo que sostuvo que la aprobación del proyecto se tradujo en una nueva promesa de campaña del Presidente Sebastián Piñera incumplida. Cabe recordar que en un programa radial, el periodista Amaro Gómez Pablo le preguntó al entonces candidato Sebastián Piñera si se opondría el proyecto que pretende instalar dos termoeléctricas a 22 kilómetros de la bahía de Punta de Choro. A lo que el ahora Presidente contestó enfáticamente: “Sí”. Y agregó: “Yo me voy a oponer a todas las plantas termoeléctricas que atenten gravemente contra la naturaleza, las comunidades y la calidad de vida”.

En esa línea, el legislador denunció un eventual conflicto de interés de la actual directora de la Conama Regional, Claudia Rivera, quien se desempeñó en la empresa Gestión Ambiental Consultores (GAC) que asesora el proyecto Central Térmica Cruz Grande en La Higuera, la otra termoeléctrica que amenaza con quedarse en el sector junto con Barrancones.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O futuro, vítima da eleição

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Marcos Sá Corrêa parao jornal O Estado de S.Paulo
20 de agosto de 2010

Quem está perdendo a eleição presidencial é Serra Grande. Não confundir com outro Serra, o "Zé". Serra Grande é um remoto povoado no litoral baiano. Mal passa dos 3 mil habitantes. E não tem um segundo de horário eleitoral gratuito.

Por isso mesmo, é um exemplo eloquente de que a campanha vai mal, desde que a entrada triunfal dos marqueteiros na disputa transformou o que parecia uma onda de nacional de bem-estar passageiro em conformismo a perder de vista.

Serra Grande, tendo tudo para ser uma solução, virou problema. É uma amostra ainda viva daquele "País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza", como se dizia do Brasil na década de 1970. Tem baleias-jubartes passando ao largo de suas praias. Florestas nativas beirando o mar, tão exuberantes que os atestados técnicos dos pesquisadores lhes conferem o recorde insuperável de diversidade na Mata Atlântica. E a modéstia das paisagens tão obviamente nativas que nem precisam de rótulos como "ecorresort" ou "beach park" para mostrar que são genuinamente brasileiras.

Seus riachos se chamam Tiguipi ou Ribeira. Mas não querem dizer que seus trunfos naturais são produtos típicos do atraso social e econômico. Parada no tempo ela ficou só até o fim da década de 1980, quando chegou lá a primeira estrada e, com o asfalto, as promessas e ameaças do desenvolvimento.

Serra Grande tomou a tempo um desvio para o crescimento civilizador. Cercou-se de uma área de proteção ambiental, a APA de Itacaré-Serra Grande. Aninhou-se num parque estadual, o do Conduru, com 9,3 mil hectares de florestas, encravados em 100 mil hectares de matas, manguezais e restingas.

Vista dos morros do Conduru, com o Atlântico moldado em contornos mediterrâneos pelas enseadas verdes, dá a impressão de que nasceu para balneário e mafuá. Mas, na região, os passos foram cautelosos e negociados. A hotelaria teve de hospedar, antes de mais nada, vastas áreas da vegetação original em reservas privadas. Os proprietários de lotes aprenderam a olhar a floresta como luxo primordial.

Com eles vieram ONGs, institutos e doadores, que bancaram o reflorestamento de matas degradadas, receberam bairros populares com arquitetura e saneamento, trocaram invasões de morros por reassentamentos agrícolas ligados a feiras de produtos orgânicos.

Brotaram em Serra Grande programas de pós-graduação para aplicar lá mesmo os derivados práticos das últimas palavras em teoria da conservação. A cidade tem sonhos de ser um polo de conhecimento aplicado ao uso racional da terra. Quem sabe, ressuscitar a economia do cacau, transformando sua secular parceria com a floresta na base de uma indústria de chocolates finos, com marca de origem.

Nada disso impediu que o governo Jacques Wagner desse, nesta semana, o passo decisivo para sacrificar a APA de Itacaré ao Porto Sul. Trata-se de abrir passagem na floresta protegida para a Bamin - ou seja, a Bahia Mineração, um consórcio de empresas da Índia e do Casaquistão, para vender à China 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Baianos mesmo, na Bamin, fora o minério, é a ferrovia de 700 quilômetros, que o Estado construirá da mina em Caitités até o mar, e o porto. No caminho fica Serra Grande e uma tal de Lagoa Encantada.

Com a obra, Ilhéus amanheceu outro dia sob o letreiro "de braços abertos para o futuro". Com esse futuro, Serra Grande é empurrada de volta ao passado, sem que ninguém na campanha presidencial se lembrasse de discutir que Brasil será esse que se constrói há mais ou menos 510 anos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

AS ÁGUAS TURVAS DA NESTLÉ

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Essa história é antiga, mas como me passaram de novo, vou mandar para "atiçar" a memória.

Premissa: Quanto maior o marketing social de uma empresa, mais lama a gente encontra nos pés de quem trabalha nela.

A Nestlé é um caso emblemático, faz um trabalho ferrado de mídia e vende uma penca de "programas sociais e ambientais", mas tem problemas em todas as suas unidades do terceiro mundo.

Essa empresa suiça tem claramente o conceito de que países do terceiro mundo são terra de ninguém, só servem como fonte de recursos, lugar para se tirar dinheiro e usar como depósito de lixo. Para manter o conceito "vivo", compram políticos de todas as cores.

Esse caso da Nestlé em São Loutenço - MG, é uma salada, tem folhas de todas as cores nessa salada, pressão do governo federal, do PT (do qual a Nestlé é "parceirona" da cumpanherada do fome zero), para calar a boca do partido em nivel local, não reconhecimento das ONGs regionais que brigam contra a Nestlé, acusando-as de trabalhar para a "oposição". Ação direta da Dilma, quando ministra, para facilitar a vida da empresa, com concessões, pressões, desvios legais e alterações diretas de normas para beneficiar a Nestlé.

Do outro lado (na "oposição"), há uma ajuda descarada do governo em Minas (PSDB), no estilo Aécio de governar, com pressão sobre jornais, demissão de jornalistas, tudo para num primeiro momento esconder e depois regularizar as operações criminosas da empresa, tudo feito a toque de caixa e tapando o olho (melhor dizendo os olhos), para as irregularidades, que não são poucas.

Ou seja, mais uma vez, a compra dos políticos e dos partidos continua correndo solta, no atacado e no varejo e quem perde......

Interessante que dependendo de quem fala, a culpa é sempre do partido oposto, dando mais provas que entre votar no lixo vermelho ou no lixo azul e amarelo, é melhor votar nulo.

Para ler um pouco mais sobre o assunto:

http://www.consciencia.net/2003/12/12/nestle.html
http://www.profesionalespcm.org/_php/MuestraArticulo2.php?id=1793
http://assuntosdepolicia.blogspot.com/2010/06/nestle-mata-agua-mineral-sao-lourenco.html
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NESTLÉ MATA ÁGUA MINERAL SÃO LOURENÇO - AS ÁGUAS TURVAS DA NESTLÉ

Carla Klein

Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente.

A desmineralização de água é proibido. A Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação.

Em outras palavras, a PureLife não é água, é lixo químico.

A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.



Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades. Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.

No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso. Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.

Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca.

Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço. Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro.

A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento. Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

A vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós cidadãos ganhamos com isso?

Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.

É para essas empresas que o governo governa?

Comentários Politicamente (In)Corretos

A pergunta da Carla, autora do texto está errado, na realidade, deveria ser uma afirmação, quem governa são as empresas, através da compra de deputados, senadores, juizes e dos membros do executivo