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domingo, 24 de abril de 2011

Como a TAM consegue fazer uma máquina do século XIX atrasar um avião a jato

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São Paulo - Guarulhos, viajando a mais de 12 horas, quase 20h de aeroportos, mesma roupa, sem banho, saco cheio e chateado por voltar ao Brasil.

Aqui, como uma boa e nativa recepção, vôo atrasado mais de 1 hora (eu me lembrando que estava num lugar onde trens, metrôs, aviões, navios e até as charretes e trenzinhos para turistas saiam no horário).

Eis que somos chamados para entrar no avião.

Quase ia esquecendo, obviamente o portão havia sido alterado 3 vezes, obrigando-nos a ir de uma ponta para a outra do terminal e depois voltando ao local original.

Dentro do avião... 10 minutos... 20 minutos... 25 minutos se passaram e nada de decolar, os passageiros (ou melhor, os trouxas), sentados em um avião parado no "finger", totalmente lotado, desconforto, aperto, as crianças já chorando, por causa do tédio, obrigadas a ficar sentadas ou no colo dos pais.

As comissárias já haviam enrolado tudo que podiam, só faltou repetir os procedimentos de segurança. O piloto entra no circuito, fala da meteorologia da cidade de destino, enrola mais um pouco e resolve falar do atraso da decolagem, justificando:

Senhores passageiros, desculpem-nos pelo atraso, mas estamos esperando um motorista para o trator que retira o avião do finger...

A TAM não tinha tratoristas para operar condignamente e competentemente seus vôos em Guarulhos??? Sem comentários


Pois é, a TAM conseguiu que essa maquininha, inventada no séc. XIX, impedisse que um Airbus, fabricado no início do séc. XXI, funcionasse.

Sem comentários, de novo!!!

PS. 35 minutos depois de termos entrado no avião, a TAM finalmente conseguiu um tratorista para movimentar o avião.

PS linha. 3 passageiros já haviam pedido para informar ao piloto que sabiam operar tratores, hehehe.

PS 2 linhas. Bem vindo ao terceiro mundo, onde somos todos os bobos de uma corte que vai gastar muito dinheiro em obras emergenciais, para deixar alguns lugares aceitáveis para a copa e para as olimpíadas, mas só para isso, depois volta tudo a (não) funcionar como antes.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Industria farmacéutica envolvida em um novo golpe, com a ajuda da europa e da américa do norte

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Os governos mais ricos do mundo estão negociando esta semana um acordo secreto que poderá restringir a comercialização de medicamentos genéricos essenciais. Milhões de pessoas pobres dependem destes medicamentos para tratar doenças como a malária e o HIV. Se o acordo for adiante, muitas pessoas não terão mais acesso a remédios de baixo custo, colocando milhões de vidas em risco.

Um dos principais alvos deste tratado é o Brasil, que está sendo intencionalmente excluído do processo, junto com a China e a Índia. O tratado deverá definir regras para vários assuntos como transgênicos, a Internet e medicamentos. Os países responsáveis estão se apressando para fechar um acordo antes que haja uma revolta da opinião pública, mas as notícias sobre o tratado vazaram e a oposição está crescendo.

As nossas vozes podem trazer este absurdo à tona. A pressão popular já conseguiu parar negociações comerciais injustas antes. Agora podemos novamente garantir que nenhum acordo injusto seja assinado em reuniões fechadas. Assine a petição agora por um processo aberto e justiça para medicamentos genéricos – a Avaaz e parceiros irão entregar a petição semana que vem nas negociações em Tóquio. Assine e divulgue:

http://www.avaaz.org/po/acta/?vl

O chamado ACTA, Acordo Comercial Anti Falsificações, foi intencionalmente mantido fora dos holofotes públicos. Mas agora ele vazou e defensores da saúde pública e da liberdade na Internet estão soando o alarme. Nas últimas semanas a China, Índia e o Parlamento Europeu começaram a criticar o acordo.
O acordo proposto é bem preocupante, mas a sua parte mais absurda se refere aos genéricos. O ACTA trataria muitos medicamentos “genéricos” e "falsificados" de forma idêntica, sujeitando os genéricos às mesmas táticas de “apreensão e destruição” aplicadas aos medicamentos falsificados.
Gigantes da indústria farmacêutica afirmam que isto é necessário para proteger os consumidores - mas eles mesmos vendem versões genéricas de medicamentos cujas patentes expiraram. Os medicamentos genéricos, que são muitas vezes 90% mais baratos, não são inerentemente mais ou menos seguros do que os medicamentos de marca. O que está em jogo é o lucro das empresas farmacêuticas versus a vida das pessoas pobres.
A mobilização popular em massa já conseguiu interromper ações similares de grandes empresas farmacêuticas e governos ricos. Não vamos deixar alguns países decidir o destino de milhões de vidas em acordos secretos - assine a petição e divulgue:
http://www.avaaz.org/po/acta/?vl
Receber tratamento quando estamos doentes é algo fundamental para todos nós. A nossa mobilização esta semana pode garantir que os mais necessitados continuem tendo acesso a medicamentos essenciais. Juntos nós podemos começar a construir um futuro em que cada um de nós poderá superar doenças e permanecer saudável.
Com a esperança de um mundo melhor,
Ben, Alex, David, Maria Paz, Iain e toda a equipe Avaaz
P.S Atualização Ficha Limpa: Com o impasse do Supremo Tribunal Federal, a Lei Ficha Limpa continua em efeito para as eleições.
Leia mais sobre o ACTA:
A luta entre ricos e pobres em torno da propriedade intelectual:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16757
Como o ACTA ameaça nossa liberdade:
http://www.outraspalavras.net/?p=921
ACTA: o tratado anti-pirataria que a Casa Branca não quer que o público conheça:
http://remixtures.com/2009/10/acta-o-tratado-anti-pirataria-que-a-casa-branca-nao-quer-que-o-publico-conhececa/
Países não se entendem sobre lei supranacional de repressão à pirataria:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/02/25/paises-nao-se-entendem-sobre-lei-supranacional-de-repressao-a-pirataria/