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terça-feira, 10 de maio de 2011
Já estão abertas as inscrições para o trofeu Evolução Darwiniana - Edição 2011
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Meus caros,
Voltando a ativa depois de algumas semanas na França e me recuperando da tentativa de suicídio, que tentei cometer 15 minutos após chegar ao Brazil, imediatamente após ler o primeiro jornal e ver o discurso do sarney e do temer, na convenção do PMDB. Caiu a ficha e me dei conta de que estava de volta a realidade E$borniana tupiniquim.
Mas vamos ao que interessa.
Estão abertas as inscrições para o Trofeu Evolução Darwiniana - edição 2011 ou como, apesar de tudo e de vários, o Homo sapiens (vendo os ganhadores do trofeu edição 2010 tem-se a certeza que não é tão sapiens assim), conseguiu ficar em cima do planeta por mais de 300 mil anos.
Uma das primeiras incrições é de Jakub Maly, nadador da equipe olímpica austríaca. Eis o feito do gênio:
No último domingo, na praia de Pompano, Flórida, Maly, 19 anos (como conseguiu sobreviver todo esse tempo?), cavou um buraco com mais de 2 m de profundidade para se divertir (???) e depois pulou dentro.
Obviamente a areia fofa cedeu, soterrando-o.
Uma equipe de resgate de 60 pessoas foi mobilizada e conseguiu desenterrar a cabeça de Maly, colocando proteções ao redor, conseguiram impedir que a areia cedesse mais.
Após duas horas de escavações (e para a desgraça da humanidade), o atleta foi retirado do buraco de areia e levado a um hospital local, assim, seus gens continuam no "pool" genético da humanidade e provavelmente serão responsáveis por manter gerações e gerações de estúpidos.
Meus caros,
Voltando a ativa depois de algumas semanas na França e me recuperando da tentativa de suicídio, que tentei cometer 15 minutos após chegar ao Brazil, imediatamente após ler o primeiro jornal e ver o discurso do sarney e do temer, na convenção do PMDB. Caiu a ficha e me dei conta de que estava de volta a realidade E$borniana tupiniquim.
Mas vamos ao que interessa.
Estão abertas as inscrições para o Trofeu Evolução Darwiniana - edição 2011 ou como, apesar de tudo e de vários, o Homo sapiens (vendo os ganhadores do trofeu edição 2010 tem-se a certeza que não é tão sapiens assim), conseguiu ficar em cima do planeta por mais de 300 mil anos.
Uma das primeiras incrições é de Jakub Maly, nadador da equipe olímpica austríaca. Eis o feito do gênio:
No último domingo, na praia de Pompano, Flórida, Maly, 19 anos (como conseguiu sobreviver todo esse tempo?), cavou um buraco com mais de 2 m de profundidade para se divertir (???) e depois pulou dentro.
Obviamente a areia fofa cedeu, soterrando-o.
Uma equipe de resgate de 60 pessoas foi mobilizada e conseguiu desenterrar a cabeça de Maly, colocando proteções ao redor, conseguiram impedir que a areia cedesse mais.
Após duas horas de escavações (e para a desgraça da humanidade), o atleta foi retirado do buraco de areia e levado a um hospital local, assim, seus gens continuam no "pool" genético da humanidade e provavelmente serão responsáveis por manter gerações e gerações de estúpidos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
PREMIO EVOLUÇÃO DARWINIANA 2010, ou como foi que o H. sapiens conseguiu durar mais de 300 mil anos?
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Os fatos narrados são absolutamente reais e retirados dos noticiários ao longo do ano de 2010.
Os que já conhecem, tem esperado a premiação com o coração palpitando, já que a premiação desse ano foi demorada, devido a grande concorrência e com muitos candidatos fortes.
Assim, sem muitas cerimônias, aqui está a premiação do DARWIN AWARDS 2010.
Oitavo Lugar
Detroit, o prêmio foi dado a uma homem de 41 anos que se afogou em 60 cm de água ao prender a cabeça em uma grade de esgoto de 40 cm de diâmetro, ao tentar recuperar as chaves do carro.
Sétimo Lugar
Vai para um corretor de títulos de São Francisco, 49 anos de idade que errou o caminho e saio da trilha onde corria diariamente, caindo em um precipíco de 30 m de altura. Numa trilha que passava todos os dias, há vários anos.
Sexto Lugar
Na praia, Daniel Jones, 21 anos, sentou em um buraco, que ele mesmo cavou, com 2,4 m de profundidade, para se proteger do vendo. O buraco desabou e Jones ficou soterrado a 1,5 m de proundidade.
As pessoas que estavam na praia usaram as mãos tentando resgatá-lo, mas não o encontraram.
A equipe de resgate, usando equipamento pesado, demorou quase uma hora o livrá-lo, mas Jones chegou morto ao hospital.
Quinto Lugar
Santiago Alvarado, 24 anos, morreu ao cair do teto de uma loja de bicicletas que ele estava roubando..
A morte foi causada quando a lanterna que ele tinha colocado na boca para manter as mãos livres, bateu na base de seu crânio quando atingiu o chão.
Quarto Lugar
Sylvester Briddell Jr., 26 anos, morto quando ganhou uma aposta com amigos, que disseram que ele não poria um revólver carregado com quatro balas na boca e brincaria de roleta russa.
Terceiro Lugar
Um homem foi morto ao entrar na loja H&J Couros e Armas, tradicional ponto de encontro de atiradores e policiais, com a intenção de roubá-la.
Momentos antes da tentativa de assalto, o homem passou por um carro de patrulha policial, estacionado na frente da porta da loja.
A loja estava cheia de clientes e um policial, uniformizado, estava se dirigindo ao caixa no momento do anúncio do assalto.
Ao ver o policial, o ladrão se assustou e começou a atirar. O policial e um balconista devolveram o fogo prontamente. Vários clientes também sacaram as armas e o crivaram de balas.
O ladrão já estava morto quando os Paramédicos chegaram. Investigadores localizaram 47 cartuchos na cena do crime. A autópsia no assaltante revelou 23 ferimentos de tiro, causadas por 7 armas diferentes. Ninguém mais saiu ferido.
Menção honrosa
Vai para o casal Paul Stiller, 47 anos e sua esposa Bonnie, que estavam entediados e sem saber o que fazer, quando foram passear de carro, um pouco depois das 2 da madrugada.
Ainda com tédio, resolveram acender uma banana de dinamite e jogá-la para fora da janela, para ver o que aconteceria. Aparentemente não notaram que a janela estava fechada.
Vice Colocado
Kerry Bingham estado bebendo com vários amigos, quando um deles disse que conhecia uma pessoa que fazia bungee-jump numa ponte local.
Os bêbados se excitaram com a conversa e 10 deles foram para a ponte, as 4:30 da madrugada.
Quando chegaram, descobriram que ninguém tinha trazido uma corda de bungee (especial para a brincadeira, por ser muito elástica e reduzir as forças envolvidas).
Bingham que ainda estava bebendo, ofereceu uma corda comum, com aproximadamente 14 metros, que tinha encontrado ali perto.
Eles amarraram uma ponta da corda em uma perna de Bingham e a outra a ponte.
A queda dele durou 13 m, quando o nó, comum, apertou e cortou o tornozelo de Bingham.
Ele sobreviveu a queda na água fria e foi salvado por dois pescadores que estavam em um barco próximo, mas o pé, nunca mais foi encontrado.
E O GRANDE VENCEDOR É....
O guarda de jardim zoológico Friedrich Riesfeldt (Paderborn, Alemanha) alimentou um elefante constipado, há vários dias, com 22 doses de laxante de animal e mais uma grande quatidade de bagas, figos e ameixas secas antes do animal conseguir alívio.
Investigadores dizem Friedrich o azarado, 46 anos, estava tentando colocar no animal um emplasto ou supositório de azeite de oliva quando o animal se descarregou.
A força da defecação inesperada do elefante atingiu o Sr. Riesfeldt como um soco e o jogou no chão, batendo com a cabeça. Para completar o animal cobriu o torax e a cabeças do Sr. Riesfeldt com 90 kg de esterco, sufocando-o.
Os fatos narrados são absolutamente reais e retirados dos noticiários ao longo do ano de 2010.
Os que já conhecem, tem esperado a premiação com o coração palpitando, já que a premiação desse ano foi demorada, devido a grande concorrência e com muitos candidatos fortes.
Assim, sem muitas cerimônias, aqui está a premiação do DARWIN AWARDS 2010.
Oitavo Lugar
Detroit, o prêmio foi dado a uma homem de 41 anos que se afogou em 60 cm de água ao prender a cabeça em uma grade de esgoto de 40 cm de diâmetro, ao tentar recuperar as chaves do carro.
Sétimo Lugar
Vai para um corretor de títulos de São Francisco, 49 anos de idade que errou o caminho e saio da trilha onde corria diariamente, caindo em um precipíco de 30 m de altura. Numa trilha que passava todos os dias, há vários anos.
Sexto Lugar
Na praia, Daniel Jones, 21 anos, sentou em um buraco, que ele mesmo cavou, com 2,4 m de profundidade, para se proteger do vendo. O buraco desabou e Jones ficou soterrado a 1,5 m de proundidade.
As pessoas que estavam na praia usaram as mãos tentando resgatá-lo, mas não o encontraram.
A equipe de resgate, usando equipamento pesado, demorou quase uma hora o livrá-lo, mas Jones chegou morto ao hospital.
Quinto Lugar
Santiago Alvarado, 24 anos, morreu ao cair do teto de uma loja de bicicletas que ele estava roubando..
A morte foi causada quando a lanterna que ele tinha colocado na boca para manter as mãos livres, bateu na base de seu crânio quando atingiu o chão.
Quarto Lugar
Sylvester Briddell Jr., 26 anos, morto quando ganhou uma aposta com amigos, que disseram que ele não poria um revólver carregado com quatro balas na boca e brincaria de roleta russa.
Terceiro Lugar
Um homem foi morto ao entrar na loja H&J Couros e Armas, tradicional ponto de encontro de atiradores e policiais, com a intenção de roubá-la.
Momentos antes da tentativa de assalto, o homem passou por um carro de patrulha policial, estacionado na frente da porta da loja.
A loja estava cheia de clientes e um policial, uniformizado, estava se dirigindo ao caixa no momento do anúncio do assalto.
Ao ver o policial, o ladrão se assustou e começou a atirar. O policial e um balconista devolveram o fogo prontamente. Vários clientes também sacaram as armas e o crivaram de balas.
O ladrão já estava morto quando os Paramédicos chegaram. Investigadores localizaram 47 cartuchos na cena do crime. A autópsia no assaltante revelou 23 ferimentos de tiro, causadas por 7 armas diferentes. Ninguém mais saiu ferido.
Menção honrosa
Vai para o casal Paul Stiller, 47 anos e sua esposa Bonnie, que estavam entediados e sem saber o que fazer, quando foram passear de carro, um pouco depois das 2 da madrugada.
Ainda com tédio, resolveram acender uma banana de dinamite e jogá-la para fora da janela, para ver o que aconteceria. Aparentemente não notaram que a janela estava fechada.
Vice Colocado
Kerry Bingham estado bebendo com vários amigos, quando um deles disse que conhecia uma pessoa que fazia bungee-jump numa ponte local.
Os bêbados se excitaram com a conversa e 10 deles foram para a ponte, as 4:30 da madrugada.
Quando chegaram, descobriram que ninguém tinha trazido uma corda de bungee (especial para a brincadeira, por ser muito elástica e reduzir as forças envolvidas).
Bingham que ainda estava bebendo, ofereceu uma corda comum, com aproximadamente 14 metros, que tinha encontrado ali perto.
Eles amarraram uma ponta da corda em uma perna de Bingham e a outra a ponte.
A queda dele durou 13 m, quando o nó, comum, apertou e cortou o tornozelo de Bingham.
Ele sobreviveu a queda na água fria e foi salvado por dois pescadores que estavam em um barco próximo, mas o pé, nunca mais foi encontrado.
E O GRANDE VENCEDOR É....
O guarda de jardim zoológico Friedrich Riesfeldt (Paderborn, Alemanha) alimentou um elefante constipado, há vários dias, com 22 doses de laxante de animal e mais uma grande quatidade de bagas, figos e ameixas secas antes do animal conseguir alívio.
Investigadores dizem Friedrich o azarado, 46 anos, estava tentando colocar no animal um emplasto ou supositório de azeite de oliva quando o animal se descarregou.
A força da defecação inesperada do elefante atingiu o Sr. Riesfeldt como um soco e o jogou no chão, batendo com a cabeça. Para completar o animal cobriu o torax e a cabeças do Sr. Riesfeldt com 90 kg de esterco, sufocando-o.
A ORGANIZAÇÃO DO PRÊMIO AGRADECE A ESSAS PESSOAS POR REMOVEREM SEUS GENES DO POOL GENÉTICO HUMANO, GARANTINDO ASSIM QUE A EVOLUÇÃO SE PERPETUE.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Querem destronar a Ardi.
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Estudo diz que Ardi, de 4,4 milhões de anos, não é ancestral do homem
Reinaldo José Lopes
Folha de São Paulo - 28/05/2010
Querem destronar Ardi.
A fêmea primata de 4,4 milhões de anos virou ícone da espécie Ardipithecus ramidus, um dos mais antigos ancestrais do homem. Mas não passaria de uma reles macaca, acusa um novo estudo.
Ironicamente, o "rebaixamento" da espécie de Ardi está sendo proposto nas páginas da prestigiosa revista especializada "Science", a mesma que alçou a suposta fêmea de hominídeo (ancestral humano) à categoria de descoberta do ano em 2009.
O esqueleto quase completo da criatura, bem como hipóteses detalhadas sobre sua locomoção e até sua vida sexual, foram descritos em 11 artigos científicos no dia 2 de outubro do ano passado.
Ardi e seus companheiros de espécie estariam entre os primeiros primatas a comprovadamente caminhar com duas pernas, tal como o homem. É o que argumentava a equipe liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Costa Oeste dos EUA).
Besteira, declarou à Folha Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey. "O Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado [ou seja, apoiava-se nas plantas das quatro patas], e não um bípede. Aliás, é muito difícil dizer se o fóssil [Ardi] era um macho ou uma fêmea."
Mais importante ainda: o animal seria, na verdade, um grande macaco africano primitivo, talvez anterior à separação entre as linhagens de humanos e chimpanzés.
INTERPRETAÇÃO
Até certo ponto, problemas de interpretação são naturais quando se trata de um fóssil como esse. Embora fragmentos de outros indivíduos da espécie já tenham sido achados, Ardi é, de longe, a mais importante fonte para entender o A. ramidus, por causa de seu esqueleto relativamente completo.
Ocorre, porém, que os milhões de anos de preservação distorceram vários dos ossos do bicho, em especial os da pelve (quadril), importantes justamente no debate "dois pés versus quatro patas".
Além disso, a idade remota, próxima do momento estimado para a separação evolutiva entre as linhagens do homem e do chimpanzé, também é fonte de confusão. Isso porque, em tese, quanto mais perto dessa divergência, mais difícil fica dizer quem é pré-humano e quem é apenas macaco.
Sarmiento aponta que White e companhia teriam errado feio na interpretação dos detalhes mais significativos do esqueleto. Em resumo, ele diz que traços dos dentes, da pelve e dos membros da espécie lembram mais os dos grandes macacos mais antigos, com uns 10 milhões de anos.
O problema é que esses bichos mais primitivos só foram encontrados até agora na Europa e na Ásia. Há uma lacuna no registro deixado pelos fósseis na África, tanto que até agora ninguém reconheceu oficialmente a descoberta de um protochimpanzé ou protogorila.
Sarmiento aposta que a "mania" de achar apenas hominídeos na África, com idade de 7 milhões de anos para cima, pode ser explicada por um viés dos cientistas: ninguém quer afirmar que achou "apenas" um ancestral dos chimpanzés ou dos gorilas, critica ele.
CONTRA OU A FAVOR
Paleoantropólogos ouvidos pela Folha disseram que a crítica tem fundamento.
"Embora o Dr. White e seus colegas tenham descoberto um fóssil fabuloso de grande macaco, tentaram forçar a mão e transformá-lo num hominídeo, coisa para a qual não há base nenhuma", diz o americano Lee Berger, da Universidade do Witwatersrand (África do Sul).
"Creio que esse é só o primeiro de uma avalanche de artigos. Apesar da força considerável de personalidade do Dr. White, nem ele é capaz de forçar a área a aceitar oA. ramidus como hominídeo."
John Hawks, da Universidade de Wisconsin em Madison, também diz esperar mais publicações criticando a descrição de Ardi.
"Sarmiento argumentou corretamente em vários pontos. Por exemplo, várias comparações recentes do genoma do homem e de primatas mostraram que o ancestral comum de chimpanzés e humanos viveu em torno de 4 milhões de anos atrás", diz.
"Ardi e outros supostos hominídeos, portanto, seriam velhos demais para serem ancestrais do homem. Muitos paleontólogos preferem ignorar os dados genéticos, mas não acho que seja tão simples assim."
Em resposta na própria "Science", White e colegas se defendem. Afirmam ter feito a lição de casa exigida por Sarmiento, ao "comparar detalhadamente" a espécie de Ardi com os grandes macacos mais antigos.
Também lembram que, apesar da descrição recente de Ardi, outros exemplares da espécie tinham sido revelados ao público desde os anos 1990. "Nesses 15 anos, o status do Ardipithecus como hominídeo foi amplamente aceito" pela comunidade científica, afirmam eles.
Comentários Politicamente (In)Corretos
Nada anormal, tudo como deve ser, ciência é questionamento, ciência é feita de tentativas, erros, acertos, comprovação e reprovação de hipóteses.
No caso, tudo em busca da montagem desse grande e fragmentado quebra-cabeças, para explicar a evolução, da vida e do homem.
Nada de dogmas e nada de verdades absolutas.
Estudo diz que Ardi, de 4,4 milhões de anos, não é ancestral do homem
Reinaldo José Lopes
Folha de São Paulo - 28/05/2010
Querem destronar Ardi.
A fêmea primata de 4,4 milhões de anos virou ícone da espécie Ardipithecus ramidus, um dos mais antigos ancestrais do homem. Mas não passaria de uma reles macaca, acusa um novo estudo.
Ironicamente, o "rebaixamento" da espécie de Ardi está sendo proposto nas páginas da prestigiosa revista especializada "Science", a mesma que alçou a suposta fêmea de hominídeo (ancestral humano) à categoria de descoberta do ano em 2009.
O esqueleto quase completo da criatura, bem como hipóteses detalhadas sobre sua locomoção e até sua vida sexual, foram descritos em 11 artigos científicos no dia 2 de outubro do ano passado.
Ardi e seus companheiros de espécie estariam entre os primeiros primatas a comprovadamente caminhar com duas pernas, tal como o homem. É o que argumentava a equipe liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Costa Oeste dos EUA).
Besteira, declarou à Folha Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey. "O Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado [ou seja, apoiava-se nas plantas das quatro patas], e não um bípede. Aliás, é muito difícil dizer se o fóssil [Ardi] era um macho ou uma fêmea."
Mais importante ainda: o animal seria, na verdade, um grande macaco africano primitivo, talvez anterior à separação entre as linhagens de humanos e chimpanzés.
INTERPRETAÇÃO
Até certo ponto, problemas de interpretação são naturais quando se trata de um fóssil como esse. Embora fragmentos de outros indivíduos da espécie já tenham sido achados, Ardi é, de longe, a mais importante fonte para entender o A. ramidus, por causa de seu esqueleto relativamente completo.
Ocorre, porém, que os milhões de anos de preservação distorceram vários dos ossos do bicho, em especial os da pelve (quadril), importantes justamente no debate "dois pés versus quatro patas".
Além disso, a idade remota, próxima do momento estimado para a separação evolutiva entre as linhagens do homem e do chimpanzé, também é fonte de confusão. Isso porque, em tese, quanto mais perto dessa divergência, mais difícil fica dizer quem é pré-humano e quem é apenas macaco.
Sarmiento aponta que White e companhia teriam errado feio na interpretação dos detalhes mais significativos do esqueleto. Em resumo, ele diz que traços dos dentes, da pelve e dos membros da espécie lembram mais os dos grandes macacos mais antigos, com uns 10 milhões de anos.
O problema é que esses bichos mais primitivos só foram encontrados até agora na Europa e na Ásia. Há uma lacuna no registro deixado pelos fósseis na África, tanto que até agora ninguém reconheceu oficialmente a descoberta de um protochimpanzé ou protogorila.
Sarmiento aposta que a "mania" de achar apenas hominídeos na África, com idade de 7 milhões de anos para cima, pode ser explicada por um viés dos cientistas: ninguém quer afirmar que achou "apenas" um ancestral dos chimpanzés ou dos gorilas, critica ele.
CONTRA OU A FAVOR
Paleoantropólogos ouvidos pela Folha disseram que a crítica tem fundamento.
"Embora o Dr. White e seus colegas tenham descoberto um fóssil fabuloso de grande macaco, tentaram forçar a mão e transformá-lo num hominídeo, coisa para a qual não há base nenhuma", diz o americano Lee Berger, da Universidade do Witwatersrand (África do Sul).
"Creio que esse é só o primeiro de uma avalanche de artigos. Apesar da força considerável de personalidade do Dr. White, nem ele é capaz de forçar a área a aceitar oA. ramidus como hominídeo."
John Hawks, da Universidade de Wisconsin em Madison, também diz esperar mais publicações criticando a descrição de Ardi.
"Sarmiento argumentou corretamente em vários pontos. Por exemplo, várias comparações recentes do genoma do homem e de primatas mostraram que o ancestral comum de chimpanzés e humanos viveu em torno de 4 milhões de anos atrás", diz.
"Ardi e outros supostos hominídeos, portanto, seriam velhos demais para serem ancestrais do homem. Muitos paleontólogos preferem ignorar os dados genéticos, mas não acho que seja tão simples assim."
Em resposta na própria "Science", White e colegas se defendem. Afirmam ter feito a lição de casa exigida por Sarmiento, ao "comparar detalhadamente" a espécie de Ardi com os grandes macacos mais antigos.
Também lembram que, apesar da descrição recente de Ardi, outros exemplares da espécie tinham sido revelados ao público desde os anos 1990. "Nesses 15 anos, o status do Ardipithecus como hominídeo foi amplamente aceito" pela comunidade científica, afirmam eles.
Comentários Politicamente (In)Corretos
Nada anormal, tudo como deve ser, ciência é questionamento, ciência é feita de tentativas, erros, acertos, comprovação e reprovação de hipóteses.
No caso, tudo em busca da montagem desse grande e fragmentado quebra-cabeças, para explicar a evolução, da vida e do homem.
Nada de dogmas e nada de verdades absolutas.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A evolução em ação - sapiens copularam com neanderthalensis
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Em artigo publicado na Science, pesquisadores do Max Plack Institute mostram como chegaram a conclusão que o Homo sapiens (nós) e o Homo neanderthalensis, que compartilharam o espaço (europa e parte da ásia) e o tempo do planeta por um breve período (geologicamente falando), copularam e deixaram descententes.
Descendentes esses que ajudaram a formar o que hoje (geneticamente falando), somos.
Descobriu-se que o homem de neandertal é responsável por 1 a 4% dos elementos genéticos da espécie humana, em especial os de origem asiática e europeia.
Somente os descendentes de ancestrais africanos não apresentam os elementos oriundos do neandertal.
Comentário Politicamente (In)Correto
Só questiono o percentual, acho muito baixo, alguns humanos modernos estão bem mais para neandertal do que para sapiens. Tais como políticos, criacionistas e coisas do gênero.
Em artigo publicado na Science, pesquisadores do Max Plack Institute mostram como chegaram a conclusão que o Homo sapiens (nós) e o Homo neanderthalensis, que compartilharam o espaço (europa e parte da ásia) e o tempo do planeta por um breve período (geologicamente falando), copularam e deixaram descententes.
Descendentes esses que ajudaram a formar o que hoje (geneticamente falando), somos.
Descobriu-se que o homem de neandertal é responsável por 1 a 4% dos elementos genéticos da espécie humana, em especial os de origem asiática e europeia.
Somente os descendentes de ancestrais africanos não apresentam os elementos oriundos do neandertal.
Comentário Politicamente (In)Correto
Só questiono o percentual, acho muito baixo, alguns humanos modernos estão bem mais para neandertal do que para sapiens. Tais como políticos, criacionistas e coisas do gênero.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Evolução em ação
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Pesquisadores na África do Sul anunciaram a descoberta de uma nova espécie denominada de hominídedo, denominada Australopithecus sediba, que viveu há quase 2 milhões de anos e que pode ser a linhagem da espécie anetecessora direta do gênero humano, o Homo. Mas ainda são apenas suposições a serem confirmadas.
Os ossos e fragmentos, incluindo um crânio em ótimo estado de preservação, foram desenterrados de uma região cavernosa próxima a Johanesburgo. Pertenciam a dois indivíduos pré-históricos: um jovem, com 10 a 13 anos de idade, e uma mulher, com cerca de 30.
Pesquisadores na África do Sul anunciaram a descoberta de uma nova espécie denominada de hominídedo, denominada Australopithecus sediba, que viveu há quase 2 milhões de anos e que pode ser a linhagem da espécie anetecessora direta do gênero humano, o Homo. Mas ainda são apenas suposições a serem confirmadas.
Os ossos e fragmentos, incluindo um crânio em ótimo estado de preservação, foram desenterrados de uma região cavernosa próxima a Johanesburgo. Pertenciam a dois indivíduos pré-históricos: um jovem, com 10 a 13 anos de idade, e uma mulher, com cerca de 30.
A datação dos sedimentos indica que eles tem cerca de 1,9 milhão de anos, o que os coloca numa posição chave para a evolução humana. Nesse período há indícios que os Australopithecus estavam perdendo espaço para o um novo gênero, o Homo, ao qual a espécie atual pertence.
A morfologia do Australopithecus sediba é similar a dos Australoptecos conhecidos, com cérebro pequeno, baixa estatura, braços longos e pernas curtas. Mas o formato do crânio e da pélvis são semelhantes ao gênero Homo.
Esses detalhes morfológicos podem ser o indicativo de que essa espécie cupa uma posição intermediária aos dois gêneros.
Mais uma peça do quebra-cabeça evolutivo.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
A descoberta científica do ano
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Indiscutivelmente a descoberta científica do anos foram os estudos do fóssil de "Ardi", uma Ardipithecus ramidus com 4,4 milhões de anos, o mais antigo fóssil de um ancestral humano encontrado até o momento, descoberto em 1992 e que demorou 3 anos para ser escavado.
O título de mais antigo ancestral era de Lucy, uma Australopitecus Afarensis com 3,2 milhões de anos de idade.
Foram 15 anos de estudos até o artigo publicado na revista Science. Sua importância de "Ardi" deve-se a descoberta que talvez seja um dos ancestrais comuns entre homens e chimpanzés, que tiveram sua linha evolutiva separada a aproximadamente 17 milhões. o fóssil não é tão parecido aos chimpanzés como era esperado.
Aparentemente Ardi se desloca de pé e não apoiada nos nós dos dedos, como fazem os chimpanzés, fazem-na similar aos humanos. Enquanto que a presença de um polegar opositor nos pés mostra as suas semelhanças com gorilas e chimpanzés.
Reconstituição de "Ardi", seu esqueleto e sua posição na linha evolutiva do homo sapiens. Clique nas imagens para ampliar.

O vídeo de apresentação da Science
O título de mais antigo ancestral era de Lucy, uma Australopitecus Afarensis com 3,2 milhões de anos de idade.
Foram 15 anos de estudos até o artigo publicado na revista Science. Sua importância de "Ardi" deve-se a descoberta que talvez seja um dos ancestrais comuns entre homens e chimpanzés, que tiveram sua linha evolutiva separada a aproximadamente 17 milhões. o fóssil não é tão parecido aos chimpanzés como era esperado.
Aparentemente Ardi se desloca de pé e não apoiada nos nós dos dedos, como fazem os chimpanzés, fazem-na similar aos humanos. Enquanto que a presença de um polegar opositor nos pés mostra as suas semelhanças com gorilas e chimpanzés.
Reconstituição de "Ardi", seu esqueleto e sua posição na linha evolutiva do homo sapiens. Clique nas imagens para ampliar.

O vídeo de apresentação da Science
sábado, 10 de outubro de 2009
Teoria da evolução
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Apesar de muitos falarem da teoria da evolução, há muito a teroria já foi provada e comprovada.
É inegável também a origem única da vida. Dados paleontológicos, geológicos e biológicos já forneceram todas as evidências pra comprovar como única, a origem da vida na Terra e sua evolução, que formou e forma os milhões de organismos que habitaram e habitam o planeta.
Com o desenvolvimento dos conhecimentos e tecnologia sobre DNA e genomas, então, só não entende quem é muito burro ou muito místico.
Sabe-se que nosso DNA é 99% idêntico ao do chimpanzé, 65% igual ao do camundongo, 47% igual ao da Drosophila melanogaster (mosquinha da fruta), 20% identico ao de uma mostarda chamada Arabidopsis thalianae e 15% igual à da levedura Saccharomyces cerevisiae (que se usa para fazer pão e a cerveja).
PS. Depois de tudo isso ainda tem um monte de pentelhos e misticos falando em criacionismo , desing inteligente e outras baboseiras.
Como dizia Lenin, a religião é o ópoio do povo
Apesar de muitos falarem da teoria da evolução, há muito a teroria já foi provada e comprovada.
É inegável também a origem única da vida. Dados paleontológicos, geológicos e biológicos já forneceram todas as evidências pra comprovar como única, a origem da vida na Terra e sua evolução, que formou e forma os milhões de organismos que habitaram e habitam o planeta.
Com o desenvolvimento dos conhecimentos e tecnologia sobre DNA e genomas, então, só não entende quem é muito burro ou muito místico.
Sabe-se que nosso DNA é 99% idêntico ao do chimpanzé, 65% igual ao do camundongo, 47% igual ao da Drosophila melanogaster (mosquinha da fruta), 20% identico ao de uma mostarda chamada Arabidopsis thalianae e 15% igual à da levedura Saccharomyces cerevisiae (que se usa para fazer pão e a cerveja).
PS. Depois de tudo isso ainda tem um monte de pentelhos e misticos falando em criacionismo , desing inteligente e outras baboseiras.
Como dizia Lenin, a religião é o ópoio do povo
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Os ratos, os chimpazés, o ser humano e o FOXP2
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O FOXP2 é um gene que produz uma cadeia de proteinas com 715 aminoácidos. Sabidamente, esse gene está ligado a capacidade de fala, reconhecimento linguístico e gramatical. Uma das hipóteses associa uma mutação nesse gene com o desenvolvimento da nossa fala.
O que difere as versões do FOXP2 dos ratos e dos chimpanzés é um e apenas um aminoácido.
Nos humanos, a versão do FOXP2 produz dois aminoacidos adicionais, o que, indiscutívelmente, nos liga aos ratos e aos chimpanzés na cadeia evolutiva.
Em alguns "humanos" a proximidade com os ratos é a mais visível, nossos políticos são os exemplos mais visíveis disso.
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O FOXP2 é um gene que produz uma cadeia de proteinas com 715 aminoácidos. Sabidamente, esse gene está ligado a capacidade de fala, reconhecimento linguístico e gramatical. Uma das hipóteses associa uma mutação nesse gene com o desenvolvimento da nossa fala.
O que difere as versões do FOXP2 dos ratos e dos chimpanzés é um e apenas um aminoácido.
Nos humanos, a versão do FOXP2 produz dois aminoacidos adicionais, o que, indiscutívelmente, nos liga aos ratos e aos chimpanzés na cadeia evolutiva.
Em alguns "humanos" a proximidade com os ratos é a mais visível, nossos políticos são os exemplos mais visíveis disso.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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