Richad Florida no The Atlantic
terça-feira, 31 de maio de 2011
A geografia do ódio
Richad Florida no The Atlantic
sábado, 25 de setembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Como eles conseguem ser donos do mundo?
AFP - 17/08/2010
WASHINGTON - A maioria dos americanos que está prestes a entrar na universidade não consegue escrever em letra cursiva, acha que o e-mail é lento demais, que Beethoven é um cachorro, o do filme e Michelangelo, um vírus de computador. Foi o que revelou o estudo divulgado nesta terça-feira (17) nos Estados Unidos.
Para os estudantes que se formarão em 2014, a Tchecoslováquia nunca existiu, Clint Eastwood é um cineasta que nunca interpretou "Dirty Harry" e John McEnroe é garoto propaganda que nunca pisou numa quadra de tênis, segundo as respostas de uma pesquisa feita por acadêmicos da Universidade de Beloit.
A lista Mindset (modo de pensar) foi compilada pela primeira vez em 1998 a partir de perguntas feitas à geração que se formaria em 2002, pelo professor de Humanidades Tom McBride e o ex-diretor de relações públicas Ron Nief, da Universidade Beloit.
Criar a lista levou um ano, durante o qual Nief e McBride coletaram contribuições
externas, estudaram minuciosamente jornais, trabalhos literários e a mídia do ano de nascimento das pessoas que entraram na universidade em agosto ou setembro, início do ano letivo nos Estados Unidos. "Em seguida, apresentamos as ideias a todos os jovens de 18 anos de quem conseguimos chamar a atenção", explicou Nief à AFP.
O objetivo era lembrar às autoridades educacionais como as referências culturais se perdem rápido, mas acabou se tornando, rapidamente, uma popular lista anual que demonstra os conhecimentos de uma geração. Os nascidos em 1980 acham que só houve um papa, João Paulo II, que assumiu em 1978 e morreu em 2008.
Para os que chegaram ao mundo em 1981, a Iugoslávia nunca existiu. Eles não entendem por que se escreve com letra maiúscula o nome do sindicato Solidariedad, único independente na União Soviética (FALHA DO TEXTO, ERA SINDICATO POLONÊS E NÃO SOVIÉTICO, TALVEZ O REPORTER TENHA FEITO O ENSINO SECUNDÁRIO NOS EUA), e que conseguiu terminar pacificamente com o comunismo na Polônia, em 1989 (NEM TÃO PACIFICAMENTE).
Os que nasceram em 1984 não tinham ideia de que algo como o apartheid existiu na África do Sul. Enquanto para os que hoje têm 29 anos, Mike Tyson foi "sempre um delinquente", os que são cinco anos mais velhos consideraram o boxeador "sempre um competidor".
"Há dois anos, havia alguns estudantes que (disseram) que aprenderam datilografia em uma máquina de escrever", enquanto agora há alguns de 30 anos que não sabem que a IBM foi fabricante de máquinas de escrever, disse Nief.
Para os alunos secundaristas que se formam este ano, a Alemanha nunca foi dividida, os atletas profissionais sempre competiram nos Jogos Olímpicos, os "reality shows" sempre existiram na televisão e as companhias aéreas jamais permitiram fumar a bordo.
Comentários Políticamente (In)Corretos
Bom, se nas terras tupiniquins achar que a poluiçao é causada pelo fato da terra ser esférica e não quadrada, afirmar com orgulho que nunca leu um livro te qualifica a ser presidente da reública.....
terça-feira, 29 de junho de 2010
Vietnam ainda sofre com a guerra, 40 anos depois.
Para minimizar uma delas, a ONU vai destinar US$ 5 milhões para combater a contaminação provocada pelo agente laranja, desfolhante usado como arma pelos americanos entre 1961 e 1971.
Aviões "regando" as vilas e plantações vietnamitas

As grandes vítimas do agente laranja (uma arma de destruição em massa de verdade), os civis , principalmente as crianças

Para onde vai o império americano?
O orçamento militar americano é de 1 trilhão de dólares, a China, a segunda colocada, pouco mais de 100 bilhões de dólares.
China e o resto do mundo somam menos de 1 trilhão de dólares, ou seja, o orçamento militar americano é maior que todos os orçamentos militares do resto do planeta.
Nunca na história americana, o militarismo (e os militares), associado e cúmplice da indústria de armamentos, esteve tão presente e quase onipotente.
Hoje, criticar qualquer ação militar é receber automaticamente a taxação de anti-patriota e até de traidor.
A cultura militarista controla uma parte significativa da política, da economia e dos corações das mentes menos favorecidas (a maioria), mesmo que isso esteja levando a rombos e deficits no orçamento (que dificilmente serão sanados) e ao ódio de uma parte do planeta.
Os EUA se transformaram no último grande império (situação que está inflando e encantando o ego dos americanos comuns e preocupando uma minoria pensante).
Pode não ser um império nos moldes coloniais dos séculos XVII, XIX e início do século XX, com ocupação e controle direto da política e da economia, mas derrubando regimes, eliminando opositores ou apenas com a ocupação ou pressão meramente militar.
Até quando a democracia americana vai resistir ao império americano?
A história ensina que democracias e impérios foram excludentes, nenhum império conseguiu manter uma democracia genuina. O poder militar acabou sempre devorando a democracia, seja pelas bordas (como parece ser o processo americano), ou por sangrentas tomadas de poder.
E quando perdida, recuperá-la vira um processo doloroso e muito longo.
Nos EUA, o contraponto é uma minoria pensante e culta, que ainda está fazendo um certo contrapeso, mas quando será o ponto de inflexão da curva da democracia, onde os indivíduos pensantes não poderão mais influenciar?
Na última eleição, uma das acusações que Obama recebia era de ter uma boa educação formal, ser culto e ter o apoio de pessoas com padrão educacional mais elevado, taxados como não verdadeiramente americanos (???).
Ter educação ou ser culto, para as massas republicanas e populacho iletrado em geral, se tornou quase um sinônimo de palavrão (notaram uma certa semelhança com o Brazil?).
Além da herança deixada por Bush (um lula do hemisfério norte), Obama está acuado pelo stablishment militar e político (mesmo dentro do seu próprio partido).
Desde o início do governo colocou militares em posições chaves, que deveriam ser ocupadas por indivíduos pensantes, designou pessoas que não correspondiam em nada ao discurso de campanha, muito pelo contrário, assumidamente conservadoras e reacionárias.
Fez (e tem feito), nomeações equivocadas, pressionado pelo senso comum (via de regra estúpido) e, talvez, como todo político, pensando nas próximas eleições e querendo ficar "de bem" com o populacho.
Sua única vitória (e promessa de campanha cumprida), foi a aprovação da alteração do sistema de saúde, mas isso foi ofuscado pelo resto (guerras, economia, etc.).
A continuação da ocupação do Iraque e do Afeganistão, as pressão sobre o Iran e Coreia do Norte, ameaças ao Paquistão e Síria, satisfazem as vontades dos militaristas, que se sentem cada vez mais fortes (e populares).
Sabidamente esse grupos querem assumir o poder e mantê-lo, por um longo, longo tempo e fazer os americanos provarem o gostinho de uma ditadura, como fizeram com o resto do mundo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
ATENÇÃO AMÉRICA, NÃO ESTAMOS SENDO ATACADOS!
Um texto muito interessante sobre a paranóia americana, colaboração do N com Y.
AMARREM AS CUECAS - ISSO NÃO É UMA EMERGÊNCIA NACIONAL
5/2/2010, Tom Engelhardt, TomDispatch
Permitam-me pôr sob perspectiva racional a vida que os norte-americanos estamos vivendo na Era do Terror. A verdade é que não precisamos fugir no primeiro avião para qualquer lugar longe daqui; nem para o Iêmen.
Em 2008, 14.180 norte-americanos morreram assassinados, segundo o FBI. No mesmo ano, houve 34.017 acidentes de carro com vítimas fatais nos EUA. E o Serviço Central dos Bombeiros dos EUA informa que 3.320 morreram em incêndios. Mais de 11 mil norte-americanos morreram de gripe suína, entre abril e meados de dezembro de 2009, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças; em média, espantosos 443.600 norte-americanos morreram de doenças associadas ao cigarro, segundo a Sociedade Norte-americana contra o Câncer; 5 mil norte-americanos morrem anualmente por ingestão de alimentos contaminados; estima-se que 1.760 crianças morreram por maus-tratos ou abandono em 2007; e no próximo ano morrerão 560 norte-americanos por causas associadas às condições climáticas , segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, sendo 126 por causa de tornados, 67 por causa de anormalidade nas marés, 58 em enchentes, 27 serão fulminados por raios, 27 morrerão em avalanches e 1 morrerá por contato com poeira tóxica.
Quanto a acidentes aéreos, nenhum norte-americano morreu em acidente com aeronave norte-americana nem em 2007 nem em 2008, apesar dos 1,5 bilhão de passageiros transportados. Em 2009, é claro, aviões despencaram dos céus e pessoas morreram. Em junho, por exemplo, a meio caminho ente Rio de Janeiro e Paris, um avião desapareceu por causa do mau tempo sobre o Atlântico; morreram 226. O vôo 3407 de empresa regional norte-americana caiu sobre uma casa perto de Buffalo, New York, em fevereiro daquele ano, matando 50 – foi o primeiro acidente em voo comercial nos EUA desde agosto de 2006. E em janeiro de 2009, o voo 1549 da US Airways, atacado por um bando de pássaros, conseguiu fazer brilhante pouso no rio Hudson em New York e salvaram-se todos. Em nenhum desses anos qualqu er avião caiu por ação de terroristas, embora em 2007 dois terroristas tenham enfiado um Jeep Cherokee carregado com tanques de gás propano no terminal do Aeroporto Internacional de Glasgow; ninguém morreu.
O hoje infame voo 253 da Northwest Airlines, no qual voavam Umar Farouk Abdulmutallab e suas cuecas carregadas rumo a Detroit no dia de Natal de 2009 levava 290 passageiros e tripulação; todos sobreviveram. Se o atrapalhado Abdulmutallab tivesse tido sucesso, o número de mortos não superaria os 324 que morreram em acidentes de carro só em Nevada em 2008; e nem a detonação de quatro voos 253s por ação de terroristas superaria o número de mortos no trânsito no estado de New York em 2008, espantosos 1.231.341 (dos quais 51 a mais que o número de passageiros do voo 253 estavam completamente embriagados ao morrer ou matar).
Se o nigeriano de 23 anos tivesse conseguido armar sua bomba, seria um pesadelo para os passageiros a bordo e uma tragédia para seus parentes e amigos. Implicaria questão de segurança e proteção ao voo com a qual seria preciso trabalhar. Mas não criaria situação de emergência nacional, nem geraria crise da segurança dos EUA. Seria preciso mais que um avião explodido em voo, evento que vez ou outra acontece sem qualquer intervenção de terroristas.
E aconteceu outra coisa muito estranha: em função de fato que não aconteceu no voo 253, a imprensa de repetição, que opera 24 horas/dia, sete dias por semana, enlouqueceu completamente no dia 24 de dezembro. A cobertura do atentado fracassado e suas ramificações só fez aumentar sem parar durante duas semanas inteiras depois do incidente, até que o assunto dominou completamente todo o espectro da informação nos EUA, segundo pesquisa “Projeto para a Excelência em Jornalismo” do Pew Research Center. Imediatamente depois do Natal, mais de metade de todos os novos links em blogs eram comentários do ‘ocorrido’ (que não ocorreu) no voo 253.
Ao mesmo tempo, a máquina de propaganda (chamada “crítica”) do Partido Republicano (e todo o universo de imprensa que orbita em torno dela) só falou da “fraqueza” do governo Obama na luta contra o terror; o sistema global de transporte aéreo consumiu milhões de dólares em novas tecnologias que, se já estivessem operantes, não teriam detectado a cueca-bomba; o complexo industrial de segurança pátrio viveu dias de glória; e o medo, essa adrenalina fermentada no inferno, foi injetada em super overdoses no American way of life.
Consideradas as notícias veiculadas pela imprensa, ninguém jamais ficará sabendo que os habitantes dos EUA vivem sob risco praticamente igual a zero de sofrer qualquer tipo de ataque terrorista; mas enfrentam risco mortal diário crescente cada vez que se dirigem ao shopping center; ou que a cerveja, o cigarro, a bactéria E. coli, o fogo, o abuso doméstico contra mulheres e crianças, os raios, a chuva, as marés e coisa-e-tal são temas sobre os quais todos deveriam preocupar-se mais ativamente, em relação aos quais todos bem poderiam tratar de alterar a própria atitude ou, mesmo, dispor-se a investir mais dinheiro.
Terrorismo, façam-me o favor, não é problema nos EUA.
Os poucos norte-americanos que, desde 2001, morreram por causa que se poderia definir como ataque terrorista contra os EUA – sejam os 13 mortos em Fort Hood ou o soldado assassinado na calçada de um centro de recrutamento em Little Rock, Arkansas – são poucos, se comparados aos 32 mortos assassinados na matança de 2007 na Virginia Tech University; para não falar dos trabalhadores e desempregados suicidas. Desde 11/9, o terror nos EUA só matou mais que tubarões; perde em todas as demais estatísticas.
Desde a catástrofe econômica de 2008, o terror já perde feio para o número de mortes violentas que se explicam como reação ao desemprego, aos despejos, à impossibilidade de pagar o aluguel ou de alimentar a família.
São números que a imprensa não divulga, em país tão perversamente convulsionado por – e que parece jamais se fartar de – fantasias e delírios sobre estar sitiado por terroristas.
Medo & Co.
Os ataques de 11/9/2001, que foram mostrados com tintas de apocalipse, trouxeram o medo do terrorismo para dentro dos quartos de dormir dos norte-americanos, pelas telas dos televisores.
Esse medo foi usado com impressionante eficácia pelo governo Bush, que codificou o terror conforme seus específicos interesses. Uma versão doméstica da operação “Choque e Horror” – os americanos foram realmente chocados e horrorizados pelo 11/9 – ajudou a empurrar os EUA para duas guerras e duas ocupações desastradas, guerras e ocupação que continuam em andamento, e para a “Guerra Global contra o Terror” de George W. Bush, expressão que é hoje proibida em Washington, por mais que a “guerra escolhida” prossiga a pleno vapor, sem data para terminar.
Hoje, qualquer ataque terrorista possível ou real, qualquer ameaça, por falsa, amadorística, mal executada ou sem qualquer resultado, põe os EUA em estado de pânico incontrolável, alarme nacional, e parece sempre contribuir para aumentar os poderes da presidência imperial, ameaçando inaugurar novos “fronts” na guerra que hoje não tem nome nem controle e continua a se globalizar. O último desses “fronts” é, é claro, o Iêmen, graças em parte ao jovem nigeriano que foi evidentemente armado com explosivos por organização nigeriana de alguns poucos militantes e que atende pelo nome de “al-Qaeda na Península Arábica”.
O medo do terrorismo já está, hoje, institucionalizado na sociedade dos EUA – literalmente convertido em instituição –, por mais que a coisa de que tantos têm medo não exista na escala dos problemas humanos que os EUA enfrentamos. Para os que se lembrem das ficções da Guerra Fria, o terrorismo, em 2010, nos EUA, é espectro idêntico à SPECTRE.
O medo está encarnado numa palavra que, há pouco tempo, era considerada não-americana e, mesmo, antiamericana, sempre associada à Rússia Soviética ou à Alemanha nazista: “homeland” [aprox. “pátria-mãe”]. A palavra já substituiu “country” [aprox. “país”] e “nation”, na linguagem dos cria-terrores.
Em 2002, “homeland”, palavra carregada de terror, ganhou até sua própria agência nacional: o Department of Homeland Security [Departamento Nacional de Segurança da Pátria], espécie de segundo departamento de Defesa dos EUA, com orçamento, para 2010, de $39,4 bilhões (o gasto total previsto no orçamento de 2010 para a “segurança da pátria” nos EUA chega a $70,2 bilhões).
Em torno desse departamento de defesa “da pátria”, cresceu, praticamente sem que ninguém noticie, um complexo de segurança “da pátria”, com seus próprios interesses, negócios, empresas, associações e lobbyistas (entre os quais há magotes de ex-políticos, ex-burocratas e jornalistas a serviço de ex-presidentes).
Como resultado, mais de oito anos depois do 11/9, manifesta-se na sociedade norte-americana um estado mental de catatonia, que se pode descrever como resultado bem-sucedido do trabalho de uma grande empresa: Medo & Co.
Medo & Co. não nasceu do nada. Vários fatores e agentes operaram em conjunto para criá-la. Esses fatores e agentes continuam a trabalhar para que não faltem grandes doses de medo em circulação no corpo político e social nos EUA. Dentre esses fatores e agentes destacam-se:
– Presidência imperial: O governo Bush usou o medo não só para promover suas guerras e sua Guerra Global ao Terror, mas também para livrar de inúmeras restrições o presidente-imperial-
Continua tudo exatamente assim no governo Obama; a presidência imperial parece até ter ganhado novo fôlego. Recentemente, por exemplo, ficamos sabendo que, sob a pressão do incidente no voo 253, o governo Obama revalidou decisão típica do governo Bush, segundo a qual o presidente, sob determinadas condições, tem competência para mandar matar cidadão norte-americano em território estrangeiro (o clérigo islâmico nascido no Novo México Anwar Aulaqi, ligado aos planejadores do 11/9; o matador do Fort Hood; e Abdulmutallab.) É invenção do governo Bush. Hoje, parece, o presidente Democrata dá sinais de querer manter aberta a mesma porta, também para sua serventia.
A situação da imprensa de repetição 24 horas/dia, sete dias por semana: O ‘terror’ merece hoje cobertura que as televisões de repetição 24 horas/dia, sete dias por semana reservavam exclusivamente para a morte de presidentes (como no assassinato de John F. Kennedy) e eventos de relevância para todo o país.
Mas, a partir de 1994, a mídia passou a tratar como se fossem todos igualmente importantes, qualquer evento bizarro, sensacionalista, que envolvesse, por indiretamente que fosse, qualquer celebridade em posição suficientemente anormal para fazer olhos e ouvidos grudarem à televisão. Em junho daquele ano, houve a infame perseguição a O.J. Simpson, em carro em baixa velocidade, por Orange County, seguido por mais de 20 helicópteros novos, enquanto 96 milhões de telespectadores sintonizavam os televisores e milhares congestionavam as avenidas para assistir ‘ao vivo’. Depois daquele dia, ninguém mais olhou para dentro de coisa alguma. Claro. Em mundo no qual as empresas desativam sucursais e fazem secar redações, com demissão em massa de repórteres, em que os grande s jornais perdem anunciantes todos os dias, é obviamente melhor negócio que todos se concentrem ao mesmo tempo no mesmo ‘evento’.
Essas energias de repetição, 24 horas/dia, sete dias por semana, são hoje concentradas e regularmente dirigidas para alimentar o medo do terrorismo, com divulgação de tudo que faça aumentar o medo, como, por exemplo, o não-fato ocorrido no voo 253.
– A máquina de propaganda do Partido Republicano e a imprensa da qual a máquina se alimenta: Antigamente, nem os mais bem-sucedidos governos Republicanos tinham máquina de propaganda tão eficiente e azeitada quanto têm hoje. O governo Nixon, na era Vietnã, perseguiu furiosamente o New York Times (tão furiosamente que, penso eu, o jornal foi praticamente chantageado e forçado a inaugurar a primeira página só de colunistas ligados ao governo; foi assim que William Safire ganhou espaço no jornal). À altura do governo George W. Bush, já praticamente não havia qualquer resistência. The Times e jornalões assemelhados tinham o único dever de não atrapalhar, ou eram sumariamente cortados do circuito, porque, do rádio às televisões, com publicidade e anunciantes, os Republicanos então já tinham seu próprio megafone montado e à mão.
Hoje, a imprensa é máquina já completamente ocupada por políticos e ex-políticos, editores, blogueiros, ‘especialistas’ militares, jornalistas alugados e todos os tipos de oportunistas, porque todas essas categorias têm tendência a misturar-se e confundir-se. O resultado é uma rede homogênea de promoção publicitária e barulho.
Essa rede é capaz de manter-se ativa sem qualquer tipo de notícia a noticiar, até que algum ‘tema’ – e nada melhor, como ‘tema’, que o ‘terrorismo’ e a fraqueza dos Democratas ante os ‘terroristas’ – possa ser inventado e, depois, repetido até a exaustão. Esse é o modo pelo qual qualquer pseudo atentado, por ridículo que seja, aparece ao mesmo tempo em todas as manchetes e, muito rapidamente, se implanta no inconsciente do público. Essa rede mantém em permanente circulação todos os tipos de fantasias sobre futuros ataques terroristas apocalípticos com bombas atômicas e outras armas de destruição em massa. Em todos esses casos, é claro, a rede do medo é auxiliada por uma coorte de jornalistas, ‘especialistas’, ‘âncoras’ e repórteres t ambém da ala mais liberal da mesma enfermaria do mesmo hospício.
– Democratas que não vêem a própria importância... e têm medo: É espantoso que o mais inteligente e mais letrado presidente que os EUA elegem em muitos anos não tenha encontrado um modo de aparecer ante o povo dos EUA, depois de o voo 253 estar pousado e em segurança, para dizer que todos se acalmassem.
Obama, de fato, não encontrou nem uma frase inteligente para dizer aos norte-americanos sobre o tal ‘evento’ das cuecas explosivas. Evidentemente não disse que os norte-americanos bem fariam se se preocupassem menos com terroristas e mais com evitar o pit-stop no bar, para ‘uma cervejinha’, antes de chegar a casa. Nada disso.
O governo Obama, tão abjeta quanto unanimemente, só fez repetir que aplicaria ainda mais esforço e dinheiro para livrar os EUA do “terrorismo aéreo”. E que, para tanto, estava criando uma nova frente da Guerra Global ao Terror no… Iêmen! Que, portanto, empregaria mais conselheiros e gastaria mais dinheiro. Depois, quando nem assim conseguiu calar os críticos, “recuou”, como escreveu o New York Times, e declarou que “estamos lidando com suspeitos de práticas terroristas exatamente como o governo anterior” (?!).
É espantoso que um governo Democrata veja algum tipo de melhor ‘segurança’ ao agir como governos Republicanos; que Obama esteja ‘avançando’ na trilha aberta por George W. Bush. É o medo. O medo provoca reações irracionais, incompreensíveis.
De fato, o medo já está tão institucionalizado na alta cúpula do governo dos EUA, quanto nas camadas mais populares da sociedade. O medo é geral.
Um 11/9 que nunca termina
O medo consegue reordenar os mundos humanos. É óbvio que hoje um pequeno número de fanáticos determinados, quase absolutamente impedidos de pisar em território dos EUA, já conseguiram criar e manter operante essa poderosíssima Medo & Co. O que essa máquina de medo produz é o contraponto perfeito de “O mundo visto da 9ª. Avenida”, charmosa capa de Saul Steinberg para a revista New Yorker[1].
O mundo que se vê “da 9ª. Avenida” ou “dos canais de televisão” que só reproduzem notícias da AL-Qaeda é, nos dois casos, visão fantasmagórica. Nenhuma proporção realista, nenhuma forma humana; nesses contextos, todas as decisões são estúpidas, adotadas por vias e razões estúpidas. As pessoas vão-se tornando incapazes de separar o que importa e o que não importa; o primário, do secundário. Em uma palavra, todos se tornam manipuláveis.
Assim vivemos nos EUA hoje. Há quem se pergunte pelo impacto que teria um segundo ataque semelhante ao do 11/9 na consciência dos norte-americanos. O que ninguém parece ver é que o terror daquele evento já foi multiplicado por mil.
Vivemos hoje como se já tivéssemos sofrido 4, 5, meia dúzia de ataques iguais ao 11/9. Sofremos como se já nos tivessem atacado. Trememos de medo. Vivemos apavorados.
Portanto, fica aqui esse conselho: da próxima vez que acontecer outro voo 253, quando a imprensa entrar no modo 24 horas/dia, sete dias por semana de “estamos sendo atacados” e “periclita a segurança da pátria”; quando todos os canais de televisão noticiarem que estamos sob “alerta vermelho”; quando o presidente Obama declarar, pensando só em defender-se ele mesmo, que está fazendo extamente o que Bush já fez e faria (?!); quando os lobbyistas da “segurança da pátria” puserem-se a pedir mais dinheiro, mais dinheiro para comprar mais tecnologia, mais tecnologia, apesar de nada estar acontecendo... pense nos muitos que dirigem embriagados, nos que lucram com a venda de bebida e cigarros, pense até nos surfista s atacados por tubarões e grite: “Amarrem as cuecas! Os EUA não estamos sendo atacados!”
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
As vezes eu invejo os americanos....
Lucas Mendes
De Nova York para a BBC Brasil
Nosso Arruda, o vereador Larry Seabrook, não chegou a ser flagrado pelas câmeras recebendo maços de dinheiro, mas recebeu milhões em diferentes fraudes, lavagens e extorsões. São treze indiciamentos que podem levá-lo a prisão por mais de vinte anos. E acredite. Não é como Brasília. Ele vai para a cadeia.
O vereador, que tinha 26 anos de carreira política, empregava velhas fórmulas para roubar nosso dinheiro. A mais comum era distribuir milhões para ONGs criadas por ele e dirigidas por parentes e amigos assalariados. Uma parte ia parar na conta do vereador.
Abusava das verbas discricionárias sobre as quais os políticos tem muita liberdade de ação. Duas das ONGs tinham conotações étnicas: “The Bronx African-American Chamber of Commerce” e a “The New York African-American Legal and Civic Hall of Fame”. Parece que foram escolhidos como deboche da opinião pública e da impunidade.
Dos vários abusos do vereador, o mais barato provocou grande indignação e recebeu destaque na imprensa. Numa conta de US$ 7, por um café e uma broa, o político acrescentou o número 17 e cobrou US$ 177 da cidade. Tão infame como a ganância daquele nosso político que saiu de Brasília para participar de uma fraude de milhões no Rio e cobrou a corrida do táxi e a passagem de avião até a cena do crime.
Na época das denúncias envolvendo o senador Sarney, a comissão do Senado arquivou quase todas as acusações com o argumento de que eram baseadas em notícias de jornal e, portanto, sem mérito. Jornal não merece crédito. A denúncia que derrubou e vai colocar o vereador na prisão veio de uma matéria do New York Times sobre a adulteração das contas dos aluguéis das ONGs. A investigação da polícia levantou os outros crimes.
A queda do senador estadual Hiram Monserrate, por "jaguncismo", vem se arrastando há meses. Foi baseada em imagens de uma câmera de segurança num prédio onde ele aparece arrastando a namorada num saguão. Estava ferida e ele queria levá-la para o hospital. Ela resistia. Queria fugir dele.
O casal estava no meio de um bate-boca quando ele quebrou um copo no rosto dela. O corte, profundo, levou trinta e dois pontos e cirurgia plástica. Apesar da pressão dele, a namorada deu queixa na polícia. Depois, por uma pressão ainda inexplicada, retirou a queixa e se recusou a depor contra o namorado. Disse que tinham se reconciliado e que o copo quebrado no rosto foi um acidente, consequência de um tropeção de Hiram.
Sem o depoimento dela e sem outras testemunhas, o juiz disse que não podia dar outra sentença além de um “misdemeanor” - delito leve - e que a Constituição estadual o impede de decidir sobre a perda de mandato do acusado. A expulsão foi proposta por uma comissão do próprio Senado, que está sujíssimo com o eleitorado por incompetência e abusos. A maioria corre o risco de perder o emprego na próxima eleição. Ferro no colega. Antes da votação, Hiram Monserrate fez um discurso desafiador e ameaçador. Perdeu por 53 a 8.
Mas isto não significa que a carreira dele esteja no final. Os advogados vão para a Justiça com o argumento de que, pela Constituição do Estado, seus colegas não tem direito de expulsá-lo. Correto. E a medida gerou um impasse. Sem Hiram, a maioria democrata agora é de 31 a 30 e, para aprovar qualquer lei, são necessários pelo menos 32 votos.
O governador de Nova York logo marcou a data de uma eleição de emergência para a cadeira do senador e Hiram Monserrate anunciou que, se não ganhar na Justiça, vai entrar no páreo para recuperar o mandato.
No fim das contas, o eleitorado poderá decidir o futuro do político expulso e talvez até perdoe o senador, mas a Justiça americana e o imposto de renda - no caso do vereador - são implacáveis.
Aqui, Arrudas - como o vereador Seabrook e seus asseclas - já estariam planejando seus anos na prisão e um futuro empobrecido pela cobrança dos impostos sonegados, multas e confiscos de bens.
A pilha de lama ainda é enorme, mas temos a sensação de que o ar esta mais limpo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O exército americano aponta para a mudança climática
Por Juliet Eilperin
Washington Post - Domingo, 15 de abril de 2007
O exército norte-americano aumenta o foco em uma potencial ameaça à segurança nacional potencial: a mudança climática.
No mês passado a Escola de Guerra de Exército norte-americano fez um seminário de dois dias no Triangle Institute for Security Studies intitulou "As Implicações para a Segurança Nacionais das Mudanças do Clima Global." Um grupo de 11 generais aposentados libertará um relatório que diz que efeito estufa "apresenta um significante desafio para a segurança nacional dos Estados Unidos", que deverá executar ações prévias ou sofrerá as conseqüências.
O relatório de 63 páginas vai ser liberado antes do relatório do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o efeito estufa poderá desestabilizar estados vulneráveis na África e Ásia e causará uma onda de migrantes a países mais ricos. O relatório enfoca que a mudança de clima pode "agir como um multiplicador de ameaça para instabilidade em algumas das regiões mais voláteis do mundo", em parte causando escassezes de água e pelo prejuízo que isso causará na produção de aliementos.
Os autores do estudo, junto com vários outros peritos de segurança de nacional, confirmaram que o exército começou a estudar possíveis impactos do efeito estufa como uma ameaça real.
"Nos últimos seis meses a mudança climática apareceu como um fator militar e de sérias implicações à segurança”, disse Kent H. Alvos, professor de estratégia militar e política a War College's Center for Strategic Leadership. O assunto foi acrescentado em uma reunião entre líderes militares para discutir como tentar resolver terrorismo e instabilidade regional, que afirmaram que está se agravando devido às mudanças no clima.
Avalizado pelo Centro para Análises Navais, o relatório ostenta uma lista de autores que incluem oito generais de quatro-estrela aposentados e três três-estrelas. Muitos têm significativa experiência tecnológica. O relatório juntou opostos, como o Almirante T. Joseph Lopez, que era ligado ao Vice-presidente Cheney e o Gen. Anthony C. Zinni, critico constante do Presidente Bush.
O ex chefe de pessoal do Exército, Gen. Gordon R. Sullivan um dos autores, confessa que tinha sido "um pouco de um cético", mas quando o grupo de estudo começou a se encontrar em setembro e depois que foi feito um resumo de pelos cientistas sobre o clima e mudanças observada
Parte do senso de urgência, os generais disseram em entrevistas, na semana passada, que as mudanças das condições climáticas serão mais sentidas pelas nações e estados fragilizadas e que não poderão atender as necessidades básicas de usas populações. O relatório aponta como exemplo o fato que 40 % da população mundial obtêm sua água das geleiras existentes nas montanhas, geleiras que estão desaparecendo rapidamente.
"Muitas nações em desenvolvimento não têm o governo e infra-estruturas sociais com capacidade de atender a pressão que poderia ser provocado através das mudança de clima global". "Quando um governo já não pode atender sua população e a segurança doméstica, como defender e proteger fronteiras de uma invasão, estão formadas as condições para que o tumulto, o extremismo e o terrorismo preencherem o vazio."
O estudo afirma que o conflito em regiões como Darfur e Somália originou-se da falta de recursos e que só piorará com efeito estufa.
A mudança do clima é diferente de ameaças militares tradicionais, de acordo com o Adm. Richard H. Truly, porque não é apenas "alguma área popular que nós estamos tentando para controlar. Vai acontecer ao mesmo tempo, em todos os países e a todas as pessoas".
O relatório também observa que algumas bases militares provavelmente serão afetadas pelas mudanças do clima. Diego Garcia, um atol no Oceano Índico, onde os EUA e forças britânicas usam como um centro de logística para as operações de Oriente Médio, está apenas a poucos pés acima do nível do mar. "Embora as conseqüências para prontidão militar não sejam totalmente afetadas, a perda de algumas bases avançadas exigirá aumento da capacidade de apoio mais distante para manter os recursos que o exército precisa", diz o estudo.
O exército já havia avaliado as implicações da mudança do clima: Em 2004 libertou um estudo de possível efeito estufa catastrófico, que era coordenado por Andrew Marshall que dirige o Pentagon's Office of Net Assessment e quatro anos antes, o Departamento de Defesa emitiu um relatório intitulado Climate Change, Energy Efficiency and Ozone Protection.
O Pentágono e funcionários do Exército tem recusado os pedidos para entrevista, mas vários ex-oficiais envolvidos no estudo e que mantém contatos dentro do Departamento de Defesa afirmam que vários departamentos das forças armadas estão examinando como combater face as mudanças do clima.
Sullivan, que planeja falar com funcionários militares sobre o relatório de seu grupo , espera que sejam receptivos a seu conteúdo, afirmando, "eu não acho que isto seja difícil de vender".
Atradução é do blogueiro, portanto, perdoem as eventuais falhas, o artigo original está no The Washington Post
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Defina terrorismo e terrorista
Uma exposição prolongada de fósforo branco, sob qualquer forma, pode ser fatal. Segundo a GlobalSecurity.org, citada pelo The Guardian, "Fósforo branco resulta em lesões dolorosas por queimadura química".
Partículas incandescentes de fósforo branco, resultantes da explosão inicial de uma bomba de fósforo, podem produzir extensas, dolorosas e profundas queimaduras (de segundo e terceiro graus). Queimaduras por fósforo carregam um maior risco de mortalidade do que outras formas de queimaduras devido à absorção de fósforo pelo organismo, através da área queimada, resultando em danos ao fígado, coração, rins e, em alguns casos, falência múltipla de órgãos.
Além disso, essas armas são particularmente insidiosas porque o fósforo branco continua a queimar, a não ser em ambiente privado de oxigênio, até que seja completamente consumido, de forma que as pessoas atingidas, ainda que mergulhem na água, continuarão a queimar ao emergirem para respirar.
O Departamento de Defesa dos EUA admitiu hoje que usou munição incendiárias de fósforo branco, substância semelhante ao napalm, na ofensiva lançada o ano passado contra Faluja, então um reduto insurgente no Iraque. Um porta-voz do Pentágono, o tenente-coronel Barry Venable, afirmou que o uso dessa arma se fez dentro da legalidade e rejeitou que, como afirmou uma reportagem exibida pela televisão italiana, tivesse sido empregado contra civis, incluindo mulheres e crianças, na cidade a oeste de Bagdá. "Negamos categoricamente essas alegações", declarou Venable, que insistiu que o fósforo branco, um material muito inflamável e que arde à temperatura ambiente de 30º C, não é proibido no âmbito do Direito internacional e não é considerada um arma química. Um protocolo incluído no Convenção de Armas Convencionais de 1980 proíbe o uso de armas incendiárias contra alvos civis, mas os EUA não aderiram ao documento.
De O Globo hoje
O Exército israelense submeteu dois oficiais a punição disciplinar por terem autorizado a utilização de fósforo branco no bombardeio de um bairro residencial na cidade de Gaza, há um ano.Segundo o documento enviado à ONU pelo Exército israelense, um general de brigada e um comandante de divisão sofreram punição disciplinar por terem "arriscado vidas humanas" quando autorizaram a utilização de armamentos com fósforo branco para bombardear o bairro de Tel El Hawa, no dia 15 de janeiro de 2009, durante a ofensiva israelense à Faixa de Gaza.
Esta é a primeira vez que Israel admite a utilização de fósforo branco, armamento proibido pelas leis internacionais, contra civis na Faixa de Gaza.Também é a primeira vez que o Exército israelense anuncia a punição de comandantes militares por atos cometidos durante a ofensiva, que deixou cerca de 1,3 mil mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.
Lembram dessa foto?
Foi causada por napalm, que era a gasolina levada ao estado de gelatina fluida.
Parágrafo primeiro: A maioria não sabe que essa "invenção" maravilhosa, foi feita por pesquisadores da universidade de Harvard. Com isso a combustível dos lança-chamas não ameaçavam quem os usava, respingando para todos os lados, como podem ver, as intenções foram boas, hehehehe.
Pois bem, napalm pode ser considerado "humanitário" perto do fósforo branco, usado agora em larga escala contra civis, por Israel e EUA . Os efeitos são terríveis e os libaneses, como mostram as fotos, que o digam. A população civil, em 2006, sentiu na pele, literalmente, os feitos das bombas de fósforos israelenses.
E foram por bombardeados com projéteis personalizados, com mensagens de "carinho" escritas por crianças israelenses.
Comentário Politicamente (In)Correto
É insano por si só, nem precisa de comentários, mas por favor, alguém consegue definir o que é terrorismo e terrorista. Essa definição só vai perder para o conceito que diferencia uma arma ofensiva de uma defensiva.







