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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O papa não está acima da lei

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O papa não está acima da lei
Tradução: Daniel Lopes do site Amálgama.

Do original:
The Pope Is Not Above the Law

The crimes within the Catholic Church demand justice.
By - Slate

Uma por uma, como eu previ, as patéticas desculpas dos defensores de Joseph Ratzinger evaporam diante de nossos olhos. Era dito até recentemente que quando o reverendo Peter Hullermann foi descoberto como um pederasta viciado em 1980, o homem que hoje é papa não teve envolvimento pessoal na sua subsequente transferência para sua própria diocese ou em sua futura e desempedida carreira como estuprador e molestador. Mas agora descobrimos que o psiquiatra que a igreja procurou para “terapia” foi inflexível em que Hullermann nunca mais deveria ser permitido se aproximar de crianças. Também descobrimos que Ratzinger foi um daqueles a quem o relatório sobre a transferência de Hullermann realmente se destinava. Todas as tentativas para colocar a culpa em um leal subordinado, o vigário-geral de Ratzinger, reverendo Gerhard Gruber, previsivelmente falharam. De acordo com uma recente reportagem, “a transferência do padre Hullermann de Essen não teria sido uma questão rotineira, dizem especialistas.” Ou isso – o que já é bastante condenatório – ou talvez teria sido uma questão rotineira, o que é ainda pior. Certamente o padrão – de encontrar uma outra paróquia com crianças frescas para o padre violentar – se tornou horrível “rotina” desde então, e se tornou prática padrão quando Ratzinger virou cardeal e ficou encarregado da resposta global da igreja à pederastia clerical.

Então agora uma nova defesa teve que ser apressadamente improvisada. É dito que, durante seu período como arcebispo de Munique e Freising, Alemanha, Ratzinger estava mais preocupado com questões doutrinais do que com meras questões disciplinares. Claro, claro: O futuro papa tinha seus olhos fixos em questões etéreas e divinas e não poderíamos esperar que se preocupasse com atrocidades de nível paroquial. Essa desculpa tosca na verdade compensa um pouquinho de exame. Quais exatamente eram essas questões doutrinais? Bem, fora punir um padre que celebrou uma missa num protesto anti-guerra – o que incidentalmente parece falar a favor de uma abordagem “prática” em relação a clérigos –, a principal preocupação de Ratzinger parece ter sido com primeira comunhão e primeira confissão. Na década anterior, havia se tornado habitual na Baviera submeter crianças à primeira comunhão com pouca idade, mas esperar um ano até que fizessem a primeira confissão. Era uma questão de se elas eram velhas o bastante para entender o processo. Basta desse liberalismo, disse Ratzinger, a primeira confissão deveria ocorrer no mesmo ano da primeira comunhão. Um padre, reverendo Wilfried Sussbauer, informa que escreveu a Ratzinger expressando receios acerca dessa medida e recebeu “uma carta extremamente cáustica” em resposta.

Então parece que 
1) Ratzinger estava bastante disposto a acertar as contas com padres que lhe dessem qualquer problema e 
2) ele era bastante firme a respeito de um ponto crucial da doutrina: Pegue as crianças ainda novas. Diga a elas durante a infância que elas é que são as pecadoras. Incuta nelas o sentimento de culpa necessário. 

Isso não é de todo irrelevante para o nojento escândalo no qual o papa agora irremediavelmente mergulhou a igreja que lidera. Quase todo episódio desse show de horror envolveu crianças pequenas sendo seduzidas e molestadas em confessionários. A se tomar os mais lacerantes casos que emergiram recentemente, a saber, o tormento de crianças surdas em escolas administradas pela igreja em Wisconsin e Verona, Itália, é impossível deixar passar a maneira calculada com que os predadores usaram a autoridade do confessionário para praticarem seus atos. E mais uma vez o padrão idêntico se repete: Compaixão deve ser mostrada apenas em relação aos criminosos. O próprio congênere de Raztiner em Wisconsin escreveu-lhe urgentemente – nessa época ele era cardeal em Roma, supervisionando o acobertamento global católico de estupro e tortura –, suplicando para que removesse o reverendo Lawrence C. Murphy, que havia arruinado as vidas de 200 crianças que não podiam comunicar sua situação exceto em linguagem de sinais. E nenhuma resposta estava a caminho, até que o padre Murphy apelou ao perdão de Ratzinger – que lhe foi concedido.

Para Ratzinger, o único teste para bom padre é esse: Ele é obediente, discreto e leal à ala tradicionalista da igreja? Testemunhamos isso em outras ações suas como papa, notavelmente na suspensão da excomunhão de quatro arcebispos que eram membros da auto-proclamada Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, aquele grupo de cismáticos de extrema-direita fundado pelo padre Marcel Lefebvre, e que incluiu o negador do Holocausto Richard Williamson. Testemunhamos isso quando ele era cardeal, defendendo a idólatra e medonha Legião de Cristo, cujo líder fanático conseguiu se tornar pai de algumas crianças, bem como proteger a violação de muitas mais. E testemunhamos hoje, quando incontáveis estupradores e pederastas estão sendo desmascarados. Um dos acusados na escola de surdos em Verona é o arcebispo da cidade, Giuseppe Carraro. Na sequência, se nossas cortes encontrarem tempo, estará o reverendo Donald McGuire, um ofensor serial contra garotos que também foi confessor e “diretor espiritual” de Madre Teresa. (Ele, também, achou o confessionário um lugar agradável e privado, do qual fez grande uso.)

É isso o que torna o escândalo institucional, e não uma questão de delinquência aqui e acolá. A igreja precisa e quer o controle de crianças muito novas, e pede aos pais para confiarem seus filhos a certos “confessores”, que até recentemente gozavam de enorme prestígio e imunidade. Ela não pode se permitir a admissão de que muitos desses confessores, e seus superiores, são sádicos calcificados que mal podem acreditar na própria sorte. E nem pode se permitir a admissão de que regularmente abandonou as crianças e fez seu melhor para proteger e às vezes mesmo promover seus atormentadores. Então, ao invés, ela está chorosa e falsamente declarando que todas as acusações contra o papa – nenhuma delas vindo à tona a não ser de dentro da própria comunidade católica – são parte de um plano para embaraçá-lo.

Isso não foi verdade até aqui, mas é necessário que seja verdade de agora em diante. Esse terrível homenzinho não está acima ou fora da lei. Ele é o cabeça titular de um pequeno estado. Sabemos cada vez mais dos nomes das crianças que foram vítimas e dos pederastas que foram seus carrascos. Isso é um crime sob qualquer lei (bem como um pecado), e crimes não demandam doentias cerimônias privadas de “arrependimento” ou falsas compensações por meio de pagamentos financiados pela igreja, mas sim justiça e punição. As autoridades seculares têm sido fracas por muito tempo, mas agora alguns advogados e procuradores estão começando a se movimentar. Sei de alguns sérios homens da lei que estão discutindo o que fazer se Bento tentar levar a cabo sua intencionada viagem à Grã-Bretanha no outono. Basta! Um acerto de contas deve ser feito, e deve começar agora.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lava os pés e lava as mãos

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joseph ratzinger, o papa, participou de uma cerimônia chamada lava-pés, quando lava os pés de subalternos e fiéis, para fingir que é humilde.

Enquanto participa da encenação de humildade, o papa aproveita e lava as mãos em relação aos padres pedófilos criminosos.

Comentário Politicamente (In)Correto

A igreja de sempre e o vaticano de sempre.

terça-feira, 9 de março de 2010

Abusos sexuais em escolas católicas alemãs - uma bola de neve

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Mais um escândalo se soma aos casos dos absusos sexuais cometidos por membros da igreja apostólica romana, em vários países da europa.

Depois do terror dos orfanatos da Irlanda e do mosteiro beneditino de Ettal, na Baviera, vem a público os casos dos meninos do coral do internato de Regensburger Domspatzen (catedral de Regensburger), e de escolas primárias ligadas a esse internato.

O escândalo de Regensburger tem como agravante, o fato do coral ter sido dirigido pelo irmão do papa. Convém lembrar, que o próprio papa, quando presidente do Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido como tribunal da Inquisição, redigiu um documento onde determinava que os casos de abusos sexuais cometidos por religiosos deveriam ser tratados dentro da igreja, e que os levasse a público, deveria ser excomungado.

Na Irlanda chegou-se ao extremo de casos de crianças mortas nos orfanatos e que eram enterradas pelos próprios religiosos em cemitérios próprios. Suspeitando-se que muitos morreram em função dos abusos físicos e sexuais.

Em todos os países e em todos os casos, a reação inicial da igreja foi a acusação que as denúncias eram parte de uma perseguição contra a igreja católica na europa, depois foi a fase da proteção dos "suspeitos", que são transferidos para lugares distantes, geralmente no terceiro mundo, onde escapam da justiça e podem continuar a cometer seus crimes. Pegou mal também a tentativa da igreja católica de usar todo poder e influência possíveis, para que as denúncias e os relatórios não se tornassem públicos, ao ponte de sofrer uma profunda rejeição popular na Irlanda. Somente depois disso, resolveu fazer um "mea culpa".

Na Alemanha, a igreja tenta reverter os danos

Depois das denúncias sobre os fatos acontecidos no mosteiro beneditino de Ettal, na Baviera, um investigador especial, Thomas Pfister, foi convocado. No relatório preliminar, Thomas Pfister, chegou à conclusão que até a década de 80, os monges cometeram sistematicamente abusos sexuais, agressões físicas e tortura contra crianças e jovens. O número de vítimas de punições brutais e de agressões sexuais já comprovados, chega a 100. Mas pouco tempo depois da publicação desse relatório, estoura o caso do coral de Regensburger Domspatzen

Os meninos do coro, o novo escândalo de abusos sexuais católicos.

Do Der Spiegel

O escândalo de abusos do internato de Regensburger Domspatzen é maior que foi anteriormente descrito, cada vez mais casos estão vindo a tona. Casos corroborados por terapeutas da região de Munique trataram vários ex-meninos do coral que ficaram traumatizados pelos abusos sexuais, físicos e psicológicos.

Um ex menino do coral diz que é "inexplicável" que Georg Ratzinger, irmão do Papa, que dirigia o coral com mão de ferro, não soubesse o que acontecia.

As vítimas, que cada vez mais tomam coragem de contar o que houve, agoram surgem também os relatos dos rituais cruéis no internato de Etterzhausen, uma escola preparatória para alunos mais jovens dos quais o coro tira seus integrantes.

Nos anos cinqüenta o diretor da escola, um padre católico, praticava o que os alunos chamavam de "batidas nuas", onde o diretor ia aos quartos dos meninos de oito ou nove, que eram obrigados a ficar nus para serem espacandos. Ele disse ainda que em várias casos, as crianças eram estupradas.

'Luxúria sexual'

O diretor e compositor Franz Wittenbrink que moraram no internato de Regensburg do coro até as 1967 disseram a escola teve um sistema elaborado" de castigos sádicos combinado com luxúria sexual."

Ele disse que em uma ocasião, o diretor "escolheu dois ou três meninos nos dormitórios e os levou para o apartamento" dele. Havido vinho tinto e que o padre tinha se masturbado com os alunos. "Todo o mundo soube sobre isto, disse Wittenbrink. "Eu acho isto inexplicável que o irmão Georg Ratzinger do Papa que tinha sido líder do coral da catedral desde 1964 não soube nada aparentemente sobre isto.

Um aluno da escola preparatória se suicidou pouco antes de prestar os exames para a escola de Regensburger Domspatzen. Wittenbrink disse que, apesar de muitas denúncias e suspeitas, a Diocese de Regensburg fez o possível para que os casos não se tornassem públicos, até que a SPIEGEL entrou em contato com a Diocese, que agora informa estar emprenhada em investigar tudo rigorosamente e apresentar um relatório interino ao término de março.

As alegações contra ex professores são mais um escândalo a se somar nas centenas de casos de abuso sexual nas escolas católicas da Alemanha.

O irmão do Papa diz não que não sabia de nada

Georg Ratzinger, o irmão de Papa Benedict XVI, contou um jornal italiano ele estava disposto a testemunhar no escândalo de sexo, mas adiantou que não sabe nada sobre o abuso denunciado pelos ex - meninos do coro de Regensburg.

Em uma entrevista publicada domingo, Ratzinger foi citado como falando ao La Repobblica de Roma (um jornal declaradamente pró vaticano), que havia "disciplina e rigor" mas nenhum terror durante os 30 anos em que esteve a frente do coral, de 1964 até as 1994.

O irmão do papa também disse que as acusações de abuso também refletiram "uma certa animosidade contra a igreja."

O Vaticano tinha dito no sábado que dois casos de abuso sexual no coral de Regensburg não coincidem com o período de 30 anos em que foi conduzido por Georg Ratzinger.

'Grande frustração e raiva'

O jornal Vaticano L'Osservatore Romano publicou sábado, uma declaração do Bispo de Regensburg, Gerhard Ludwig Müller, dizendo para um dos casos de abuso sexual, cometidos pelo diretor de uma escola primária, ligado a escola que a qual pertencia o coral f oi descoberto em 1958. 6 anos antes de Georg Ratzinger assumir a liderança.

Além disso, o jornal pediu que os responsáveis sejam punidos. Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifical por Promoção da Unidade Cristã, contou que os culpados precisam ser levados a corte e as vítimas recompensaram pelo sofrimento.

Ele disse que acompanha o crescente escândalo na Alemanha com profunda decepção dor e muito raiva. " Não há nenhuma justificativca ou tolerância ". Isso é um crime desprezível e deve ser resolvido de forma exemplar.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O reino dos céus

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Homossexuais "nunca entrarão no reino dos céus", disse o cardeal Javier Lozano Barragan na quarta-feira passado (02/12), para a ANSA.

Segundo o cardeal, a constatação de que os homossexuais serão privados do paraíso não é sua , "mas de São Paulo" que, em carta aos romanos, fala de pessoas "impuras", abandonadas a "paixões infames", e no martírio dos que "desprezaram o conhecimento de Deus".

O padreco é ex-presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde.

Imagino que o lugar deve ser ocupado pelos padres e bispos pedófilos, que fazem companhia ao ditador chileno augusto pinochet (que tem em seu curriculum 50.000 assassinatos políticos), e adolf hitler (esse não precisa de apresentações), benito mussolini e francisco franco, todos católicos fervorosos.

francisco franco, que em sua cruzada anti-comunista implantou uma das mais crueis ditaduras da europa com apoio total e irrestrito da igreja.

mussolini tem seus exercitos abençoados por pio XII (o mesmo que ficou bem contente com a eliminação da concorrência judáica por hitler), quando partem para "conquistar" a africa pagã.

Quem não conhece história, deveria ler os relatos dos massacres das lanças contra tanques e metralhadoras e do auto sacrifício da cavalaria etíope, que decide se lançar diretamente na frente dos tanques italianos, para que o imperador Haile Selassie pudesse escapar de Adis Abeba.

Na Espanha, no Chile e na Argentina, a participação direta de membros do clero (de todos os níveis), nas torturas, inclusive estupros é notória.

Na espanha os padres iam pessoalmente abençoar locais de extermínio e tortura de comunistas, homossexuais e qualquer um que não seguisse os ditames da igreja ou que fossem suspeitos de não apoiar o franquismo

pinochet em especial, era amado de paixão, pelo papa joão paulo 2o (imagino que se nao fosse a idade eu diria amado de tesão), que considerava o ditador um "guerreiro" cristão que exterminou (literalmente), os comunistas chilenos.

Em 1987 foi para o chile apoiar a permanência do ditador no poder.
Nas fotos o ditador participando dos rituais católicos feitos pelo papa.




Como disse o cardeal, homosexuais não tem lugar no reino dos céus, o lugar está reservado para os defensores da fé cristã, como os exemplares citados no texto, ainda bem, hehehehehe.

parafraseando o poeta, o céu até pode ter um clima agadável, mas ainda prefiro as companhias qeu vou encontra no inferno, eu sei que elas são imperdíveis.

Segundo minha ex-faxineira, que é mormon, logo, é cristã, por falar o que falo sobre o cristianismo, deus e outras superstições, eu tenho um destino certo....... o inferno.

Felizmente, prefiro um papo com Charles Bukowski ou quem sabe com Eistein, (judeu e ateu, esse entrou na fila 2 vezes).

Melhor ainda, imagina fazer sexo com as melhores prostitutas que já passaram por aqui e ouvindo rock direto da fonte. OOOOHHHHH vidão.

Uma coisa é certa, é bem melhor que ficar olhando a cara de buldogue do pinochet, sentado ao lado de deus, ouvindo adolf hitler discursar.