segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Potenciais Impactos das Alterações do Código Florestal Brasileiro na Meta Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa
Todos viram que a proposta de alteração do código florestal foi um jogo de interesses entre o governo e os ruralistas.
Nenhum grande cientista foi chamado para discuti-lo, os ilustres dePUTAdos consideraram apenas os indicados pela bancada picareta, digo ruralista e pela ala "desenvolvimentista" do governo.
Enfim, o relator desse código e testa de ferro dos ruralistas foi o dePUTAdo (que se diz comunista mas defende os interesses dos latifunciários, país interessante esse...), aldo rabelo.
O dePUTAdo criou uma aberração técnica, mas sob medida para os picaretas, digo, ruralistas e para os desenvolvimentistas governamentais. Tanto que poucas vezes se viu o DEM e os PeTralhas, votarem tão parecido.
Todos viram o Frankestein proposto pelo dePUTAdo e aprovado pela câmara que reune todos os dePUTAdos.
Agora o Observatório do Clima publica (disponível no link abaixo), o resultado dos estudos sobre parte dos danos que essa mudança proposta no código florestal podem causar.
Convém observar que esse estudo foi feito por cientistas de verdade e não por indicados políticos.
Acesse o Relatório Técnico - Potenciais Impactos das Alterações do Código Florestal Brasileiro na Meta Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa - VERSÃO PRELIMINAR PARA DISCUSSÃO - (29/11/2010)
PS. aldo rabelo é o que se pode chamar de um dePUTAdo com P bem grande.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Clima, certeza e (in)segurança
Os negacionistas da mudança do clima, maldenominados "céticos", têm certeza de que, se ela existir, não foi causada pelo homem --ou não merece ser combatida. Para negar a necessidade de adotar um tratado internacional para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, coisa que na sua convicção destruiria a livre iniciativa e daria poder demais aos governos, lançam dúvidas sobre a ciência do aquecimento global.
Quanto mais dúvida, melhor. Quem se arriscaria a adotar políticas custosas com base em informação questionável?
A negociação internacional sobre o tema saiu dos trilhos em Copenhague, no final de 2009. Parece pouco provável que volte a eles daqui a seis meses, em Cancún. O fracasso não foi, porém, obra exclusiva dos negacionistas.
Isso apesar de todo o barulho que conseguiram fazer com os e-mails furtados do caso "Climagate". E, também, com o erro constrangedor, porém menor, encontrado no Quarto Relatório de Avaliação do IPCC (AR4), sobre a descabida previsão de que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2030.
Não, o que está paralisando a negociação é o bom e velho conflito Norte-Sul. Ele se encontra agora agravado pelo fato de que a crise financeira mundial está afetando muito mais o Norte que o Sul (embora China e Índia fiquem no hemisfério Norte e fosse mais correto falar em conflito Oeste-Leste).
No máximo se pode dizer que os negacionistas deram contribuição significativa para o retrocesso sofrido, nos EUA, pela noção de aquecimento global antropogênico (causado pelo homem) - ou "AGA", para encurtar. Antes do derramamento de óleo no Golfo do México, 50% dos americanos davam mais importância ao fornecimento de energia do que ao ambiente (43%), uma inversão do que vinha ocorrendo nos últimos nove anos.
| Gallup | ||
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Toda a discussão interminável levantada pelos negacionistas, no entanto, poderá tornar-se obsoleta em breve. É provável até que espada capaz de cortar o nó górdio atado por eles nem seja desembainhada pela ciência do clima, mas sim pela atmosfera no mundo dos negócios.
Assim como fracassam em convencer seus pares na academia, é quase certo que ficarão falando sozinhos também diante dos capitalistas pelos quais lançaram sua cruzada. Em seu lugar, começaria a atacar o pessoal que mais entende de risco, as companhias seguradoras.
Não tenho simpatia especial por elas, mas ouvi com atenção o que Ernst Rauch, da multinacional Munich Re, tem para dizer. Foi uma das últimas mesas-redondas do Fórum Global de Mídia da Deutsche Welle (uma espécie de BBC alemã), em Bonn, na semana passada. A Munich Re é uma das maiores empresas do mundo em resseguros, ou seja, uma seguradora de seguradoras.
| MunichRe | ||
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Rauch falou várias coisas interessantes, mas a que mais chamou a atenção está no gráfico acima. Como é provável que a legenda não fique muito legível, saiba que se trata de catástrofes naturais registradas entre 1980 e 2009.
A primeira coisa a assinalar é que a quantidade de desastres pelo menos dobrou, em três décadas. Saltou da casa dos 400 por ano, no início dos anos 1980, para a faixa de mais de 800 na segunda metade da década atual.
Note, agora, o que aconteceu com as barrinhas vermelhas. Apesar da oscilação, percebe-se que se mantiveram, de forma consistente, abaixo de cem catástrofes por ano. Elas representam os eventos geofísicos, como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas.
Apesar da tendência popular a associar tais tragédias à mudança climática, uma coisa nada a tem a ver com a outra. Os vendavais que sacodem a atmosfera e destroem milhares de vidas humanas não fazem nem cócegas na litosfera, crosta dura sobre a qual levamos nossas vidas insignificantes.
O que aumentou, mesmo, foram as barras verdes (tempestades), azuis (enchentes e deslizamentos) e amarelas (extremos de temperatura, secas e incêndios florestais). Todos eles eventos previstos para aumentar em frequência com a mudança do clima.
Quer isso dizer que são causados pelo AGA? Não necessariamente. Nenhum climatologista sério se arriscará a relacionar causalmente cada um desses eventos - como as enchentes da semana passada no Nordeste - com o aquecimento. Mas seria bom se eles começassem a dizer com mais ênfase que o aumento é, pelo menos, compatível com as previsões do IPCC.
E mesmo que não fossem, isso seria razão para deixar de agir? O pessoal da Munich Re acha que não. Pouco importa se os desastres são fruto do AGA ou não, se os danos a serem ressarcidos por seguros estiverem aumentando, seja por que razão for.
A mesma lógica cautelosa deveria aplicar-se aos governos. Não faz sentido esperar por um grau elevado e indefinido de certeza da ciência do clima para começar a preparar sua população e sua infraestrutura para o que parece uma tendência clara (veja a linha negra do gráfico). O dano potencial pode ser muito maior que o investimento na prevenção.
O Brasil mal começou a estudar a sério esse que talvez seja o capítulo mais importante de toda a discussão sobre mudança climática: adaptação. Um primeiro estudo sobre a vulnerabilidade da Região Metropolitana de São Paulo a enchentes foi lançado há poucas semanas. O país precisa de muito mais dessas avaliações, mesmo que seja só para mostrar que cheias e deslizamentos não são meras fatalidades da natureza, imprevisíveis por definição.
Entra governo, sai governo, e as áreas de risco não são mapeadas direito. As pessoas continuam morrendo arrastadas por enxurradas ou soterradas em lama.
Ao lançarem mais e mais dúvidas sobre a mudança do clima, os negacionistas - talvez inadvertidamente - contribuem para fixar a percepção de que nada se pode fazer a respeito. E, assim, ajudam a perpetuar a insegurança da população mais pobre. Com certeza não é essa sua intenção.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O exército americano aponta para a mudança climática
Por Juliet Eilperin
Washington Post - Domingo, 15 de abril de 2007
O exército norte-americano aumenta o foco em uma potencial ameaça à segurança nacional potencial: a mudança climática.
No mês passado a Escola de Guerra de Exército norte-americano fez um seminário de dois dias no Triangle Institute for Security Studies intitulou "As Implicações para a Segurança Nacionais das Mudanças do Clima Global." Um grupo de 11 generais aposentados libertará um relatório que diz que efeito estufa "apresenta um significante desafio para a segurança nacional dos Estados Unidos", que deverá executar ações prévias ou sofrerá as conseqüências.
O relatório de 63 páginas vai ser liberado antes do relatório do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o efeito estufa poderá desestabilizar estados vulneráveis na África e Ásia e causará uma onda de migrantes a países mais ricos. O relatório enfoca que a mudança de clima pode "agir como um multiplicador de ameaça para instabilidade em algumas das regiões mais voláteis do mundo", em parte causando escassezes de água e pelo prejuízo que isso causará na produção de aliementos.
Os autores do estudo, junto com vários outros peritos de segurança de nacional, confirmaram que o exército começou a estudar possíveis impactos do efeito estufa como uma ameaça real.
"Nos últimos seis meses a mudança climática apareceu como um fator militar e de sérias implicações à segurança”, disse Kent H. Alvos, professor de estratégia militar e política a War College's Center for Strategic Leadership. O assunto foi acrescentado em uma reunião entre líderes militares para discutir como tentar resolver terrorismo e instabilidade regional, que afirmaram que está se agravando devido às mudanças no clima.
Avalizado pelo Centro para Análises Navais, o relatório ostenta uma lista de autores que incluem oito generais de quatro-estrela aposentados e três três-estrelas. Muitos têm significativa experiência tecnológica. O relatório juntou opostos, como o Almirante T. Joseph Lopez, que era ligado ao Vice-presidente Cheney e o Gen. Anthony C. Zinni, critico constante do Presidente Bush.
O ex chefe de pessoal do Exército, Gen. Gordon R. Sullivan um dos autores, confessa que tinha sido "um pouco de um cético", mas quando o grupo de estudo começou a se encontrar em setembro e depois que foi feito um resumo de pelos cientistas sobre o clima e mudanças observada
Parte do senso de urgência, os generais disseram em entrevistas, na semana passada, que as mudanças das condições climáticas serão mais sentidas pelas nações e estados fragilizadas e que não poderão atender as necessidades básicas de usas populações. O relatório aponta como exemplo o fato que 40 % da população mundial obtêm sua água das geleiras existentes nas montanhas, geleiras que estão desaparecendo rapidamente.
"Muitas nações em desenvolvimento não têm o governo e infra-estruturas sociais com capacidade de atender a pressão que poderia ser provocado através das mudança de clima global". "Quando um governo já não pode atender sua população e a segurança doméstica, como defender e proteger fronteiras de uma invasão, estão formadas as condições para que o tumulto, o extremismo e o terrorismo preencherem o vazio."
O estudo afirma que o conflito em regiões como Darfur e Somália originou-se da falta de recursos e que só piorará com efeito estufa.
A mudança do clima é diferente de ameaças militares tradicionais, de acordo com o Adm. Richard H. Truly, porque não é apenas "alguma área popular que nós estamos tentando para controlar. Vai acontecer ao mesmo tempo, em todos os países e a todas as pessoas".
O relatório também observa que algumas bases militares provavelmente serão afetadas pelas mudanças do clima. Diego Garcia, um atol no Oceano Índico, onde os EUA e forças britânicas usam como um centro de logística para as operações de Oriente Médio, está apenas a poucos pés acima do nível do mar. "Embora as conseqüências para prontidão militar não sejam totalmente afetadas, a perda de algumas bases avançadas exigirá aumento da capacidade de apoio mais distante para manter os recursos que o exército precisa", diz o estudo.
O exército já havia avaliado as implicações da mudança do clima: Em 2004 libertou um estudo de possível efeito estufa catastrófico, que era coordenado por Andrew Marshall que dirige o Pentagon's Office of Net Assessment e quatro anos antes, o Departamento de Defesa emitiu um relatório intitulado Climate Change, Energy Efficiency and Ozone Protection.
O Pentágono e funcionários do Exército tem recusado os pedidos para entrevista, mas vários ex-oficiais envolvidos no estudo e que mantém contatos dentro do Departamento de Defesa afirmam que vários departamentos das forças armadas estão examinando como combater face as mudanças do clima.
Sullivan, que planeja falar com funcionários militares sobre o relatório de seu grupo , espera que sejam receptivos a seu conteúdo, afirmando, "eu não acho que isto seja difícil de vender".
Atradução é do blogueiro, portanto, perdoem as eventuais falhas, o artigo original está no The Washington Post
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Carta ao Presidente Lula do Brasil: PORQUÊ?
PORQUÊ?
Tadeu Santos
Coordenador Geral dos Sócios da Natureza – ONG Conselheira do CONAMA e FNMA - Biênio 2009/2011, pela região sul SC/RS/PR. Araranguá - SC.
Mas porquê Presidente Lula, Vossa Excelência faz um discurso bonito, ousado e histórico na COP 15, porém, antes de viajar a Copenhagen empresta R$ 1 Bilhão para a construção de uma térmica a carvão mineral no Maranhão (Eike / MPX) e quando volta, incompreensivelmente, veta a proposta da Lei de Mudanças Climáticas que propõem a redução ‘’paulatina’’ do uso dos combustíveis fósseis para a geração da mais suja fonte de energia?
Deve estar havendo algum equívoco ou nós é que somos realmente leigos e ingênuos ambientais em acreditar que haveria depois de tudo um possível avanço, considerando o imenso potencial que o país possui para a implantação de fontes renováveis como a eólica, solar, biomassa e hidrelétrica.
Vossa Excelência sempre contestou que os do Norte não tinham que estar apontando o dedo sujo para o Brasil, numa alusão a energia suja gerada pela queima de carvão, responsável maior pelo aquecimento global.
Então Vossa Excelência entende que o Sul de SC e RS deverá continuar convivendo com a degradação da extração do minério carvão, tendo a cada dia que passa mais degradação em seus recursos naturais, como a água, o solo, a flora e ar, como também Vossa Excelência está realmente apoiando as famigeradas térmicas a carvão mineral, que além de emitirem o CO² de forma descontrolada e não monitorada, comprometem a qualidade do ar que respiramos com milhões de toneladas de SO² e NOx, como também uma enorme quantidade de calor que evapora na atmosfera podendo estar contribuindo com o desequilibrado clima na região.
Da mesma forma que na COP 15 prevaleceu os interesses do setor produtivo, que ainda não sente as consequências do aquecimento global, nem como humanos e nem no lucro que é a mola propulsora do capitalismo selvagem, denominada como ganância infecciosa segundo Alan Greenspan, então presidente do FED.
Nem o Ministro do Meio Ambiente MMA e nem o Presidente do FBMC estão preocupados com a derrota para o Ministro das Minas e Energia MME porque não tocou na Amazônia, a bola da vez em mudanças climáticas no país.
Até o presente momento nenhuma medida governamental foi tomada em forma de política pública para avaliar a dramática situação do sul de Santa Catarina. Apenas no município de Araranguá – epicentro do furacão Catarina e reconhecido pelas trágicas enchentes desde 1974, ocorreram num período de 15 dias três eventos extremos, iniciando com a segunda maior enchente da Bacia Hidrográfica, uma chuva de granizo gigante e um tornado.
A Região Sul do Brasil comprovadamente é a que está mais registrando a frequência de eventos extremos do clima, com mortes e destruição, onde a população afetada, principalmente a mais desprotegida já vive em estado de pânico com qualquer mudança do tempo e que quer respostas às tragédias climáticas para melhor se prevenir e se adaptar.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Cúpula em Copenhagen, o planeta agradece.
Como era esperado, a reunião de países em Copenhagem deu em nada, na opinião da maioria dos analistas, um fracasso total.
Os americanos (os maiores "poluidores" do planeta), não "acreditam" em mudanças climáticas. Isso é coisa de comunistas, socialistas, de intelectuais e elitistas, para o americano médio e burro (eu sei que isso é redundante), as quatro palavras são sinônimos e que classificam um indivíduo como sendo anti-americano e que não põe a pátria, deus e o capitalismo em primeiro lugar (não necessariamente nessa ordem).
Os europeus estão preocupados, mas não admitem sua parcela de culpa, afinal, junto com os outros países ricos, foram os responsáveis para que a situação da atmosfera chegasse onde está.
Os chineses acham que o mundo agora lhes pertence, que tem direito a tudo, inclusive acabar com ele. Dividem o podium de estragos ambientais com os americanos, que odeiam e amam de paixão (no fundo, todo o chinês queria mesmo é morar na américa).
Na terra do mordomo, tenho que bater palmas, quem redigiu o discurso foi um mestre, mesmo que quem tenha lido, em vários momentos demonstrasse que não entendia algumas palavras, lidas com uma visível dificuldade.
Enquanto ele recebia aplausos por lá, aqui, o congresso, com o apoio da base comprada, digo aliada, tirava os poderes do IBAMA para fiscalização e licenciamento (inclusive sobre o desmatamento).
Dando poderes aos governos dos estados e dos municípios, ou seja, a raposa não só vai vigiar o galinheiro, vai ser a dona. Se nos estados do sul e sudeste a zona já é grande, imaginem o que vai virar o centro-oeste, o norte o nordeste e Santa Catarina, vai ser um puteiro ambiental total.
A bancada picareta, digo ruralista, agradece e está soltando foguetes.
Mas o planeta vai ser grato por tudo isso, afinal, entre 50 e 100 anos (com sorte um pouco menos), a situação vai ficar insustentável, mas apenas para uma grande parte dos seres vivos, entre eles, os bilhões de humanos, que serão defenestrados do planeta.
Mas a vida...... vai seguir em frente, evoluindo, mutando e mudando inexoravelmente, como sempre fez, durante milhões e milhões de anos, sem os estragos e a interferência do homo pouco sapiens.
O planeta só poderá agradecer mesmo, talvez até estoure um ou dois vulcões para comemorar.
Comentário Politicamente (In)Correto
Como plus, na E$bórna não teremos descendentes dos sarney, bushs, lulas da silva, borhausens, mendes, serras, malufs e outros canalhas, suas combinações de DNA vão todas para o forno planetário.
Pena que eu não vou estar para ver isso, hehehehehe.


