quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
As chuvas atacam de novo
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Putaria eleitoral explícita de Geddel Vieira Lima, ministro da Integração social
Quase metade dos recursos do Ministério da Integração Nacional para prevenção de desastres foi destinada ao estado do ministro que administra a pasta.
A Bahia, reduto eleitoral de geddel vieira lima (e onde pretende lançar-se candidato ao governo do estado), recebeu 48% do dinheiro liberado em 2009 do programa preventivo administrado pelo Ministério da Integração Nacional.
Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, todos com histórico de calamidades, receberam juntos R$ 12,7 milhões, a Bahia R$ 65 milhões.
A desculpa do Ministério, nas palavras de ivone valente, secretária de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional:
"A Bahia tem 417 municípios, registrou algum desastre natural no ano passado, o próprio tamanho do estado compete para que isso ocorra."
Não precisa comentar ou fazer post script, o dinheiro teve um único destino, a maior parte foi para formar um palanque para geddel vieira lima, o resto, para o bolso dos amigos, seja nos contratos superfaturados, ausência de licitações ou para obras fantasmas para prevenir desastres fictícios no interior da Bahia.
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do Correio Brasiliese
Coincidência ou não, quase metade dos recursos federais que saíram do programa Prevenção e Preparação para Desastres, administrados pelo Ministério da Integração Nacional, foi para o estado do chefe da pasta.A Bahia, base eleitoral de Geddel Vieira Lima, abocanhou nada menos do que 48% do dinheiro liberado em 2009 por meio da rubrica. Em termos absolutos, isso representa R$ 65 milhões do total de R$ 135 milhões executados. No outro fundo relacionado a tragédias naturais, intitulado Resposta aos Desastres e Reconstrução, o estado de Geddel também não pode reclamar. Ficaram em terras baianas R$ 125 milhões, perdendo apenas para Santa Catarina, que no fim de 2008 passou por uma das piores enchentes e deslizamentos de terra de sua história, com mais de 120 mortos.
Esse programa, que chegou a executar R$ 1,2 bilhão, repassou a Santa Catarina o maior montante: R$ 268 milhões. O Rio de Janeiro, porém, não foi tão agraciado com o dinheiro do governo federal. Apesar do histórico de calamidades provocadas por chuvas, o estado recebeu R$ 1,5 milhão do programa Prevenção a Preparação para Desastres, que representa 1,2% do total de recursos liberados.
Da outra fonte, Resposta aos Desastres e Reconstrução, foram enviados ao Rio R$ 90,6 milhões, pouco mais de 7% da execução integral. Ivone Valente, secretária de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, rechaça uma eventual vantagem para a Bahia na partilha do dinheiro. “Não tenha dúvida de que outros estados são atendidos por outros programas do Ministério que também têm caráter preventivo”, diz.
Ivone destaca como exemplo o Programa de Drenagem Sustentável. Segundo ela, tal rubrica investiu R$ 180 milhões em três anos — R$ 45 milhões a mais do que pagou o programa Prevenção e Reparação para Desastres só em 2009 —, dos quais “praticamente nada” foi para a Bahia. “Investimos R$ 32 milhões no Centro-Oeste”, exemplifica.
Apesar de receber maior parte da verba do programa voltado para a prevenção, a Bahia, que tem 417 municípios, registrou algum desastre natural no ano passado, ressaltou Ivone. “O próprio tamanho do estado compete para que isso ocorra”, afirma a secretária.
O estado é o quarto do país em população, cerca de 14 milhões de pessoas, perdendo para Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Todos eles passam, no momento, por problemas com as chuvas e mortes devido a deslizamento de terra e enchentes.
Em 2008, foi Santa Catarina que protagonizou a maior tragédia nacional. Após quase três meses chuvosos, nos dias 22 e 23 de novembro choveu o equivalente à média mensal. Cidades próximas ao litoral do estado, como Blumenau, Itajaí, Gaspar, Navegantes e Florianópolis, entre outras, foram castigadas por deslizamenros e inundações. Novembro de 2008 entrou para a história como o mês de maior quantidade de chuvas desde que o Instituto Nacional de Meteorologia começou a fazer medições em Florianópolis, em 1961. O desastre causou a morte de 126 pessoas e deixou cerca de 80 mil desalojadas e desabrigadas. Oito municípios ficaram isolados, dez tiveram de decretar estado de calamidade pública e vários foram encobertos pela água.
