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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Salvemos Punta de Choros

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Não são somente os brasileiros que vão na contramão do planeta. Mais termoelétricas na américa latina.


sábado, 30 de outubro de 2010

Meio Ambiente, expressão que não existe no vocabulário empresarial


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Minas Gerais

O Programa Minas Sustentável, criado pelo Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg) e Sesi-MG analisou 300 indústrias do município de Contagem. O mais antigo e maior centro industrial de Minas Gerais.

Os resultados demonstram que não há preocupação ambiental e o poder público é omisso e conivente.

90,1% das empresas avaliadas, nunca receberam sanções ambientais. Isso seria um indicativo positivo, caso essas empresas fossem fiscalizadas pelos órgãos ambientais. 

Porém, 72,8% das empresas avaliadas afirmaram que nunca receberam fiscalizações desses órgãos. 

74,7% delas não sequer têm um setor responsável por questões ambientais. 

74%1 delas não tem nem mesmo tratamento de efluentes.

O crítico nessa pesquisa, é que foi feita em indústrias e empresas com potencial poluidor variado, de acordo com a classificação da legislação estadual, as de risco 1 a 4, são de responsabilidade do município (licenciamento e fiscalização), de riscos 5 e 6, do estado.

A secretaria de Meio Ambiente do município, ao ser questionada, alegou não há problemas expressivos no que se refere ao trabalho de fiscalização nas indústrias.: os dados do programa são relativos às empresas de pequeno porte que, em sua maioria, não têm "alto" potencial poluidor, são atividades "simples”, justifica.

Gostaria de saber de onde parte essa afirmação, já que ela "visitou" apenas 3 em cada 10 indústrias instaladas. A secretaria informa também que não existe meta de fiscalização, a mesma é feita a partir de denúncias ou nos atos de renovação de licenças. 

Outro paradoxo, será que apenas 30 % das empresas tem licença ou tem processos de renovação de licenças, já que os outros 70 % alega nunca ter recebido uma "visita".

O secretário executivo do Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad), Paulo Teodoro, reconhece que a fiscalização está longe de ser a ideal. “Não há como atender todos os empreendimentos. Afinal, há 130 mil empresas cadastradas em Minas Gerais. 

O município de Contagem é credenciado para fazer o licenciamento e a fiscalização”, ressalta. Ele salienta que o Estado é responsável pela fiscalização de empresas com maior potencial degradador, que se inserem nas classes 5 e 6.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Além de ser uma terra de ninguém ambiental, Contagem tem muito poucos industriais conscientes, apenas  29,6% das indústrias fazem uso racional da água, contra 67,6% que não têm nenhuma preocupação em conservar esse recurso.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Primeira rede de carros elétricos do mundo

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Enquanto aqui o Einstein de Garanhuns diz que não precisamos de carros elétricos, pois o programa de álcool é "suficientemente limpo" e corta todas as verbas e incentivos para o desenvolvimento desses veículos. No lado mais civilizado do mundo......

Lisboa oferece €5 mil para os compradores dos primeiros 5 mil EVs colocados à venda, com posteriores benefícios fiscais e mais €2,3 mil para a venda de motores velhos a combustão.

Nos EUA, o governo federal dá US$ 7,5 mil em crédito de taxas para rodar com um veículo elétrico e mais US$ 2 mil em crédito para instalar uma estação de recarga.

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Do Estadão hoje.

Portugal pretende inaugurar primeira rede de carros elétricos do mundo

Secretário de Energia português afirma que a rede de abastecimento de veículos elétricos vai abrir em 2011

Portugal está a caminho de abrir, em 2011, a primeira rede de abastecimento de veículos elétricos (EVs) do mundo, afirmou o secretário de Energia português Carlos Zorrinho.
O país, que é dependente de combustíveis fósseis importados, pretende substituir 10% da frota com veículos elétricos até 2020, com o objetivo de reduzir importações e absorver o fornecimento da crescente indústria de energia eólica.
"Na primeira metade de 2001, Portugal terá uma rede nacional para carregar esses veículos. Será possível viajar pelo país inteiro sem problemas de carregamento elétrico", contou Zorrinho, durante o Fórum Europeu sobre a Energia do Futuro, que acontece até quinta-feira em Londres.
A rede, que se chama MOBI.E e é controlada pela companhia Energias de Portugal, vai incluir 1,3 mil estações de carregamento normais e 50 rápidas em shopping centers, estacionamentos, postos de gasolina e hotéis em 25 cidades do país.
O sistema de carregamento será compatível com todas as marcas de veículos elétricos, inclusive motocicletas elétricas e veículos pesados, quando estiverem disponíveis.
Portugal espera que o uso abragente de carros elétricos possa barrar a necessidade de importar combustíveis e ajudar a absorver parte da energia limpa que será gerada nas próximas décadas.
O plano é de melhorar a capcidade energética do setor eólico de 5 gigawatts, valor que se espera ao final de 2010, para 8,5 GW em 2020, já que o país é isolado da rede energética do resto do continente europeu, por conta da não-conexão das linhas de energia entre Espanha e França.
A construção de linhas que cruzem os montes Pireneus até a França foi adiada por anos, aprisionando grandes quantidades de energias renováveis na Península Ibérica.
"Essa talvez seja a principal fragilidade da Europa para ser competitiva com o resto do mundo", defende Zorrinho. "As redes de energia não são desenvolvidas, e não permitem que exista um mercado interno de energia. Existem barreiras físicas."
Lisboa oferece €5 mil para os compradores dos primeiros 5 mil EVs colocados à venda, com posteriores benefícios fiscais e mais €2,3 mil para a venda de motores velhos a combustão.
O preço alto dos veículos elétricos, comparado àqueles movidos à gasolina ou diesel, é o maior obstáculo para a venda de EVs em outros países europeus.
Em Portugal, entretanto, as altas taxas em carros convencionais fazem com que os EVs sejam apenas um pouco mais caros do que os competidores que emitem gases estufa, fazendo com que os elétricos sejam uma opção atraente para os consumidores.
Suporte Solar
Portugal possui um dos maiores setores de energia solar do mundo, que recebe grandes incentivos governamentais, mas, ao contrário da Espanha e da Alemanha, que buscam podar o suporte a projetos solares, Lisboa não tem planos de cortar subsídios.
Segundo Zorrinho, "Não há planos de redução. O desenvolvimento desse setor é crucial". E pontua: "Nós vamos manter todos os compromissos com essa indústria".
O secretário também diz que o suporte financeiro para os projetos existentes foi assegurado, mas como os custos para tecnologia caem, menor será o suporte necessário para fazer a energia solar ser competitiva no futuro.

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Do Via Comercial de 12/06/2010

Lobby do álcool barra incentivos ao carro elétrico no Brasil


Podem existir vários motivos para o governo federal ter tirado o projeto do carro elétrico brasileiro da tomada, mas o que não pode ser alegado é que faltam informações. O grupo de trabalho para avaliar o assunto, composto por diversas entidades, esteve no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) no mês passado e subsidiou o governo federal com um arsenal de números, dados e perspectivas que convergem sempre para o mesmo norte: o carro elétrico, ou mesmo híbrido, só dará a partida de fato com apoio do governo federal – que chegou a falar em incentivos ao segmento, mas acabou recuando.
Entre os estudos apresentados ao BNDES, está o do responsável técnico dos sistemas de energia do CPqD, Raul Beck, que credita o adiamento do projeto a “um jogo de forças entre lobbies da indústria da energia. Tem o lado do pessoal dos usineiros, que acreditam que o Brasil, no que diz respeito aos veículos verdes, já está atendido pela indústria do etanol”, afirma Beck.
Além do CPqD, participaram das discussões no BNDES a Fiat, Mitsubishi, Renault-Nissan, General Motors, Magneti Marelli, CPFL, Itaipu, Petrobras, Coope/UFRJ e o Ministério da Ciência e Tecnologia. A pasta, inclusive, deu o apoio técnico para o relatório que seria apresentado pelo Ministério da Fazenda, mas foi adiado diante de uma série de pedidos. À época, o argumento foi que o presidente Lula queria se informar melhor sobre as medidas de incentivo aos veículos elétricos e híbridos. Em um evento repleto de carros elétricos no Rio de Janeiro, na semana passada, quando questionado, o presidente disparou: “É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala”.
Apesar do tom crítico, o presidente Lula dirigiu o elétrico Audi e-Tron, mas completou dizendo que quase 100% dos carros brasileiros são flex e que 60% dos donos dos carros têm preferência pelo etanol, que é parte importante da matriz energética brasileira. Tão importante que, neste ano, junto com a posse do atual presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, que é presidente da Fiat, comemorou-se a marca de 10 milhões de veículos flex, tecnologia iniciada em 2003.
O consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, entende que os incentivos aos carros elétricos precisam de uma atenção especial, mas que também deve-se levar em conta “que este é um mercado que não existe e levará de 10 a 15 anos para tomar um vulto significativo no mundo”. Szwarc aponta que o Brasil não dispõe de folga de eletricidade e o acréscimo do abastecimento de carros poderia agravar a situação. Ele também destaca como pontos negativos a pequena autonomia das baterias e cita o caso do Nissan Leaf, que chega a 120 quilômetros com uma carga na bateria, o que ele considera muito pouco.
A Unica não participou do grupo de trabalho para discutir o carro elétrico no país. Também não foi ao BNDES. Talvez, por isso, não tenha as informações mostradas pela CPFL, Itaipu e Coope/UFRJ, que projetaram o impacto dos veículos elétricos no sistema enérgico nacional. A CPFL fez a previsão que a tecnologia se estabilize em 2030 e considera que um veículo roda, em média 13.275 quilômetros por ano, ou 37 quilômetros por dia, e que a participação dos veículos elétricos na frota nacional será de 36% – o que representará um impacto no consumo de energia elétrica de 5,51%., considerando que o consumo por veículo é de 184kWh.
Já Itaipu fez o cálculo considerando que o brasileiro roda, em média, 54 quilômetros por dia e calculou o impacto se todos os automóveis produzidos no Brasil, no ano de 2008, fossem elétricos. Sendo que o consumo de energia do Brasil em 2008 foi de 12,37 TWh, a produção de veículos de 3 milhões e o consumo médio de cada carro 10 Kw por dia, o impacto seria de 3,22% do total. A Coope/UFRJ fez a conta mais pessimista, projetando toda a frota nacional (25 milhões de carros) com motores elétricos: o impacto seria de 15,69% do consumo de energia do país.
Lítio
Sobre as baterias, várias fabricantes mostraram detalhes dos diversos tipos e vantagens e desvantagens entre o uso das de chumbo-ácidas (Pb), níquel-cádmio (Ni-Cd), hidreto metálico de níquel (Ni-Mh) e íons de lítio (Li-ion). A Fiat citou o exemplo chinês, que já tem vários modelos elétricos (Geely EK2, Chery S18 EV, BYD 6, BYD F3).
A Renault-Nissan também usa o exemplo chinês para conquistar o BNDES e afirma que o país asiático terá capacidade de produção de 500 mil veículos elétricos no ano que vem. Lá, 13 cidades foram eleitas para abrigarem o projeto do carro elétrico e as prefeituras vão receber cerca de R$ 15 mil para comprar veículos para suas frotas. Também citou os acordos existentes em cidades, em diversos locais no mundo, como Portugal, onde o governo oferece infraestrutura para recarga, prioridade para estacionar e subsídio de 5 mil euros para comprar um carro elétrico.
Nos EUA, os planos também são calcados nos benefícios. O governo federal dá US$ 7,5 mil em crédito de taxas para rodar com um veículo elétrico e mais US$ 2 mil em crédito para instalar uma estação de recarga. O Nissan Leaf custaria US$ 32,8 mil, mas com incentivo custará US$ 25,3 mil. A Mitsubishi deu todos os detalhes do i-Miev, que pretende importar para o Brasil, e ressaltou as diferenças de preço ao abastecer com as diferentes matrizes energéticas (ver quadro).
O presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), Pietro Erber, afirma que, nas conversas com o grupo de trabalho, estavam evidentes as intenções muito positivas de criarem medidas favoráveis. “Com o adiamento, ficou uma sensação de decepção”, afirma. Ele acredita ser ideal a isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). Por enquanto, paga-se o imposto cheio: 25%, diferentemente de carros com motor 1.0 e flex. “A propulsão elétrica é uma coisa que virá mais cedo ou mais tarde, pois existe um interesse global”, frisa. O país vai perder mais esse bonde da história?

sábado, 4 de setembro de 2010

Commodities, o retrocesso da economia brasileira

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Como diz uma amiga minha, "cavar e vender pedra é fácil, não precisa de muita tecnologia e nem de especialização, qualquer mané pode fazer".

Exportar commodities é exatamente isso, coisa que qualquer mané pode fazer, é vender solo e subsolo, nada mais do que isso. Não agrega valor e não desenvolve nada, só enriquece quem vende.

Agora, transformar e agregar valor nisso é mais complicado, não é para qualquer um.


Em 2002 as exportações de manufaturados brasileiros representavam 67% do total, em 2009, cairam para 47%.

Segundo a Organização Mundial do Comércio, o Brasil é o quinto maior fornecedor de produtos primários para a China.

Um grande número de economistas, ligados ao governo, ou patrocinados pelas grandes exportadoras de produtos primário (que gostam de chamar isso de commodities), tem batido na tecla de que exportar esse tipo de produto é um grande negócio.

Os ruralistas gastam muito dinheiro para eleger uma bancada forte para garantir isso.

Mas qualquer pessoa com dois neurônios sabe que nenhum país se desenvolveu vendendo suas riquezas naturais.

É o que a E$bórnia está fazendo, vendendo suas riquezas naturais, já que os seus dois principais "produtos" de exportação, a soja e o minério de ferro, estão sendo "produzidos" em troca de destruição de recursos naturais e biodiversidade.

A soja está sendo trocada pelas nossas florestas e ambientes de cerrado, de sobra, queima tudo pela frente. Agora com apoio total da EMBRAPA, aparelhada pela "cumpanherada", cuja diretoria e principais chefias foram indicadas pela bancada ruralista.

O minério de ferro é retirado à custa de florestas e, principlamente das cangas da amazônia, que são ambientes únicos e raros, sobras da última glaciação. Ninguém fala neles, pouco se pesquisa, é quase um tabu. Para que a Vale (que era do Rio Doce), possa destruir um a um (e está sendo eficiente nisso, pois logo desaparecerá com todos), e vender minério para os chineses. Depois plantará capim e algumas árvores e dirá que os recuperou e que as suas "recuperações" ambientais superaram sua pegada ecológica.

Parece que voltamos aos anos 80, quando os países do primeiro mundo afirmavam que o papel do resto era fornecer matéria prima e comprar produtos manufatorados e fica parece ficar bem claro, o brazil assumiu integralmente o seu papel de resto.

Parece que a única grande capacidade dos e$bornianos é vender soja e minério. O resto pode ser comprado da China. E olha que somos ávidos por suas bugigangas de quinta categoria.

Até parece que estamos vivendo o segundo milagre brazileiro, o primeiro foi da milicada, quando finalmente a classe média pôde, finalmente, comprar seu fusca usado e cantar "eu te amo meu brazil". Agora o segundo, onde o populacho compra seu carro mil em 80 meses e milhares de coisas made in China, de brinquedos pintados com tinta tóxica a ferramentas de aço de péssima qualidade, tudo a menos de R$ 10,00 (leia-se "dé real").

Mas se preocupar por que? Só quem perdeu nesses milagres foi a natureza e quando ela cobrar a conta a gente não vai estar aqui mesmo!

PS. Falando em China. A praga amarela está investimento perto de 34 bilhões de dólares em energia renovável (em 2009). Agora a meta é ter 100 mil megawatts de capacidade instalada só em energia eólica até 2020.

A China também tem direcionado pesados investimentos e pesquisas direcionados para a substituição de sua matriz energética (uma das mais poluentes, movida principalmente a carvão), por fontes menos poluentes e/ou renováveis, pretendendo tornar-se a lider internacional desse setor.

Por aqui, o governo do mordomo lulalau está apostando pesado no carvão, para atender os amigos e os financiadores de campanha.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cenas do Golfo do México, patrocínio BP

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Do Boston.com

Cenas do Golfo de México

Baseado em estimativas recentementes, o poço de petróleo da BP no fundo do Golfo do México continua escoando 25.000 a 30.000 barris de óleo por dia. As novas imagens sugerem que uma quantia de óleo equivalente ao desastre do Exxon Valdez poderia estar vazando a cada 8 a 10 dias. Apesar dos esforços para restringir os jornalistas, evitando que eles acessem as áreas afetadas (a gente já viu isso nos acidentes da Petrobras), histórias, vídeos e fotografias continuam surgir. Aqui as recentes fotografias de vida selvagem, as pessoas e contornos da costa ao redor do Golfo do México, afetadas pelo óleo. Depois de 51 dias da explosão inicial.

PS.
Os patriotas e fãs da petrobras não precisam se preocupar, a petrossauro tem potencial para fazer coisa pior



Oil covered brown pelicans found off the Louisiana coast and affected by the BP Deepwater Horizon oil spill in the Gulf of Mexico wait in a holding pen for cleaning at the Fort Jackson Oiled Wildlife Rehabilitation Center in Buras, Louisiana, June 9, 2010. (SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

An American Egret takes flight from an oil-impacted marsh along the Louisiana coast Monday, June, 7, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

Sheila Clark, widow of Donald Clark who was killed in the April 20 Deepwater Horizon oil rig explosion in the Gulf of Mexico, listens as U.S. Senator Charles Schumer speaks during a news conference on Capitol Hill June 10, 2010 in Washington, DC. Family members of the 11 victims of the explosion called on the Senate to ensure that the oil and drilling companies are held responsible for the tragedy. (Alex Wong/Getty Images) #

A hard hat from an oil worker lies in oil from the Deepwater Horizon oil spill on East Grand Terre Island, Louisiana June 8, 2010. (REUTERS/Lee Celano) #

The feet of Rebecca Thomasson, of Knoxville, Tennessee are covered in oil after walking along the beach as oil from the Deepwater Horizon spill washes ashore in Gulf Shores, Alabama on June 4, 2010. (AP Photo/Montgomery Advertiser, David Bundy) #

A helicopter flies over livestock with sandbags, Tuesday, June 8, 2010 in Buras, Louisiana. Efforts to protect the area from the Deepwater Horizon oil spill continue. (AP Photo/Eric Gay) #

A worker walks past a fountain of sand from a dredge as it is pumped onto East Grand Terre Island, Louisiana to provide a barrier against the Deepwater Horizon oil spill Tuesday, June 8, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

Oil from the Deepwater Horizon spill pools against the Louisiana coast along Barataria Bay Tuesday, June 8, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

APTN photographer Rich Matthews dives into the water to take a closer look at oil from the Deepwater Horizon spill on June 7, 2010 in the Gulf of Mexico south of Venice, Louisiana. (AP Photo/Eric Gay) #

Patches of oil from the Deepwater Horizon spill are seen from an underwater vantage, Monday, June 7, 2010, in the Gulf of Mexico south of Venice, Louisiana. (AP Photo/Rich Matthews) #

A sea turtle is mired in oil from the Deepwater Horizon oil spill on Grand Terre Island, Louisiana June 8, 2010. (REUTERS/Lee Celano) #

Oil slicks move toward the beach in Gulf Shores, Alabama, Saturday, June 5, 2010. Oil from the Deepwater Horizon disaster has started washing ashore on the Alabama and Florida coast beaches. (AP Photo/Dave Martin) #

Clumps of oil from the Deepwater Horizon spill splash in the surf on a beach in Gulf Shores, Alabama on June 4, 2010. (AP Photo/Montgomery Advertiser, David Bundy) #

Oil sheen is seen streaking under the Perdido Pass Bridge from the spill in the Gulf of Mexico off the Alabama coast as viewed from a Coast Guard HC-144A plane Thursday, June 10, 2010 in Perdido, Alabama. (AP Photo/Mobile Press-Register, John David Mercer) #

An exhausted oil-covered brown pelican tries to climb over an oil containment boom along Queen Bess Island Pelican Rookery, 3 miles northeast of Grand Isle, Louisiana June 5, 2010. Wildlife experts are working to rescue birds from the rookery which has been affected by BP's Gulf of Mexico oil spill, and transporting them to the Fort Jackson Rehabilitation Center. (REUTERS/Sean Gardner) #

A bird rescue team captures an oiled pelican for cleaning on Cat Island in Barataria Bay June 6, 2010 near Grand Isle, Louisiana. (Win McNamee/Getty Images) #

Tim Kimmel of the U.S. Fish and Wildlife Service carries an pelican covered in oil from a nesting area to a waiting boat in Barataria Bay, Louisiana June 5, 2010. The pelican was successfully transported to a stabilization center on Grand Isle, Louisiana before being taken to the Fort Jackson Wildlife Rehabilitation Center at Venice, Louisiana for cleaning. (REUTERS/Petty Officer 2nd Class John D. Miller/US Coast Guard) #

Brown Pelicans, covered in oil from BP's Gulf of Mexico oil spill, huddle together in a cage at the International Bird Rescue Research Center in Buras, Louisiana June 6, 2010. (REUTERS/Lee Celano) #

Workers clean a Brown Pelican covered in oil at a rescue center at a facility set up by the International Bird Rescue Research Center in Buras, Louisiana on Saturday, June 5, 2010. (AP Photo/Bill Haber) #

Members of the media photograph volunteers as they clean oil covered pelicans found off the Louisiana coast at the Fort Jackson Oiled Wildlife Rehabilitation Center in Buras, Louisiana, June 9, 2010. (SAUL LOEB/AFP/Getty Images) #

A volunteer uses a toothbrush to clean an oil covered white pelican found off the Louisiana coast at the Fort Jackson Oiled Wildlife Rehabilitation Center in Buras, Louisiana, June 9, 2010. (SAUL LOEB/AFP/Getty Images) #

Volunteer Cassen Pulaski cleans an oiled Brown Pelican at a rescue center at a facility in Fort Jackson, Louisiana June 7, 2010. Two hundred and ninety two birds have been brought to the center over a six week period. Eighty-six have been brought in on Sunday. These birds are being rescued and transported to the Fort Jackson Rehabilitation Center by well-trained and knowledgeable wildlife responders, veterinarians, biologists and wildlife rehabilitators. (REUTERS/Sean Gardner) #

Brown pelicans recently cleaned of oil from the Deepwater Horizon spill are seen in a holding area at the International Bird Rescue Research Center Tuesday, June 8, 2010 in Buras, Louisiana. (AP Photo/Eric Gay) #

A worker uses a suction hose to remove oil that has washed ashore from the Deepwater Horizon spill, Sunday, June 6, 2010 in Grand Isle, Louisiana. (AP Photo/Eric Gay) #

A suction hose is used to remove oil washed ashore from the Deepwater Horizon spill, Wednesday, June 9, 2010, in Belle Terre, Louisiana. (AP Photo/Eric Gay) #

Ed and Lucy Waltz of Leroy, Illinois, walk to the beach in Gulf Shores, Alabama, Monday, June 7, 2010. (AP Photo/Dave Martin) #

Marine reef ecologist Scott Porter works to remove oil from the Deepwater Horizon spill from his hands on Monday, June 7, 2010, in the Gulf of Mexico south of Venice, Louisiana. (AP Photo/Eric Gay) #

This image from high resolution video made June 3, 2010, and provided by BP PLC Wednesday morning, June 9, 2010, shows oil continuing to pour out at the site of the Deepwater Horizon oil well in the Gulf of Mexico. (AP Photo/BP PLC) #

A controlled burn of oil from the Deepwater Horizon/BP oil spill sends towers of fire hundreds of feet into the air over the Gulf of Mexico June 9. (U.S. Coast Guard Photo by Petty Officer First Class John Masson) #

NASA's Aqua satellite flew over the Gulf of Mexico on Thursday, June 10th, 2010 and the satellite's Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) instrument captured this image of the thickest part of the oil slick. In the image, the oil slick in the Gulf of Mexico is positioned in sunglint. In the sunglint region - where the mirror-like reflection of the Sun gets blurred into a wide, bright silvery-gray strip - differences in the texture of the water surface may be enhanced. In the thickest part of the slick, oil smooths the water, making it a better "mirror." Areas where thick oil cover the water are nearly white in this image. Additional oil may also be present. (NASA Goddard Space Flight Center) #

Gas is flared off on the Discovery Enterprise drilling ship which is collecting oil at the site of the Deepwater Horizon oil spill in the Gulf of Mexico off the Louisiana coast Wednesday, June 9, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

Oil from the Deepwater Horizon spill coats marsh grass at the Louisiana coast along Barataria Bay Tuesday, June 8, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

A brown pelican coated in heavy oil wallows in the surf June 4, 2010 on East Grand Terre Island, Louisiana. (Win McNamee/Getty Images) #

An oiled brown pelican tries to take flight from Barataria Bay while oil slicks float past June 6, 2010 near Grand Isle, Louisiana. (Win McNamee/Getty Images) #

Oil absorbent booms lie coiled together near Queen Bess Island as clean up operations of oil from the Deepwater Horizon spill continue in off the coast of Louisiana Tuesday, June 8, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

A dead young egret covered in oil from the Deepwater Horizon wellhead is turned over to wildlife rescue team near Bird Island in Barataria Bay, Louisiana just off the Gulf of Mexico June 7, 2010. (REUTERS/Jose Luis Magana/Greenpeace) #

A dead turtle floats on a pool of oil from the Deepwater Horizon spill in Barataria Bay off the coast of Louisiana Monday, June, 7, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

Unidentified BP contract workers remove oil related material on Santa Rosa Island, Florida on Wednesday June 9, 2010. (AP Photo/The News Journal/Tony Giberson) #

Hermit crabs struggle to cross a patch of oil from the the Deepwater Horizon spill on a barrier island near East Grand Terre Island, Louisiana on Sunday, June 6, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

An oiled White Ibis is seen at an unnamed island in Barataria Bay off the coast of Louisiana Tuesday, June 8, 2010. (AP Photo/Charlie Riedel) #

Streaks of oil sheens are seen north of the site of the Deepwater Horizon oil spill in the Gulf of Mexico off the Alabama coast as viewed from a Coast Guard HC-144A plane Thursday, June 10, 2010. (AP Photo/Mobile Press-Register, John David Mercer) #

terça-feira, 1 de junho de 2010

Em ato criminoso, o mordomo lulalu defende o corte dos incentivos aos veículos elétricos.

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Mais uma marcha ré promovidade pelo grupo palaciano

A indústria do petróleo e tudo associado a ela, incluindo os veículos movidos a hidrocarbonetos derivados de petróleo, é o exemplo da balela do termo sustentabilidade. Uma indústria arcaica, poluidora, destruidora de ambientes naturais e sujeita a grandes acidentes.

Também pode ser incluído ai, os veículos movidos a álcool (derivado de cana, milho, etc.), que poluem um pouco menos, mas são responsáveis pela expansão das fronteiras agrícolas, principalmente sobre florestas e savanas. O que acaba com qualquer ganho ambiental da menor poluição, mais ainda, os impactos tornam o saldo negativo.

Um dos avanços, seriam carros que não queimassem combustível.

Mas o brasil, ao contrário do mundo civilizado, está perdendo a possibilidade de desenvolvimento.

Uma das mais promissoras alternativas, o carro elétrico, sendo combatido pelo governo do mordomo lulalau, lobista da Petrobras (cabide de empregos da "cumpanherada"), da industria petrolífera e da suco-alcoreira, todas grandes financiadoras das campanhas políticas da petralhada e da cumpanherada.

"É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala", disse o mordomo lulalau, que chegou ao Riocentro por volta de 10h30 a bordo de um ônibus movido a hidrogênio, desenvolvido por um laboratório da coordenadoria de pós-graduação e engenharia da UFRJ (Coppe).

Na semana passada, o mordomo presidente suspendeu a divulgação de um pacote de incentivos aos carros elétricos pouco antes da cerimônia, por causa das divisões no governo sobre o tema. Os ministérios da Fazenda, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia defendem as medidas, mas o Ministério do Desenvolvimento teme que os incentivos possam prejudicar a competitividade do etanol e do biodiesel brasileiros.

"Hoje, quase 100% dos carros vendidos no Brasil são flex. E 60% dos donos desses carros têm preferência pelo etanol que, definitivamente, virou uma parte importante da matriz energética brasileira", falou o mordomo, perdendo mais uma oportunidade de ficar calado.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Os programas e estudos desenvolvidos pelo grupo interministerial dos Ministérios da Fazenda e da Ciência e Tecnologia, previa uma série de incentivos para o desenvolvimento e venda do carro elétrico.

O grupo sugeriu, entre outras coisas, redução do Imposto de Importação, IPVA, IPI e uma política de compras governamentais que privilegiasse o carro elétrico.

Mas lobby do óleo e da cana (da qual o presidente é adepto), pagou melhor e ganhou a queda de braço.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

BP e o golfo do México

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BP admite pela primeira vez que vazamento de óleo provocou catástrofe ambiental no golfo do México.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Sério?

PS.
Lembrando que a BP garantia que o impacto ambiental seria "modesto". Foi tão modesto que se tornou o pior "oil spill" da história americana, maior até que do Exxon Valdez no Alaska.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Programa de despoluição da baia da Guanabara comemora 15 anos

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O programa de despoluição da baía da Guanabara comemora 15 anos (comemora???).

O jogo permanece o mesmo, quem meteu a mão no dinheiro, foram gastos até agora U$ 989 milhões, diz que muito foi feito e as "ações"continuam em ritmo acelerado (????).

Quem não mamou nessa teta diz que nada ou quase nada foi feito.

De qualquer modo, basta dar uma sobrevoada na baía da Guanabara para ver que o que foi feito, sou mais do grupo do nada ou quase nada.

São mais de 5 mil indústrias com seus efluente mal tratados e 70 % da população jogando esgoto in natura na baía.

Comentário Politicamente (In)Correto

Durante meus quase 4 anos de Rio de Janeiro, a única manifestação que vi em relação ao ambiente foi de pessoas querendo um emissário submarino, para não terem o risco de perder sua praia de final de semana algumas vezes por ano.

Daí, mede-se a temperatura do interesse que o assunto gera e o grau de politização ambiental da zona sul.

Como para a maioria desse grupo mais politizado do Rio de Janeiro, a baía da Guanabara pouco ou nada influencia a sua "praia", logo, o interesse pelo assunto é nulo e não dá muita manchete.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Ilha de Sokos, a lixeira, o panda que eu não gostaria de ver, o marketing, a sustentabilide e uma salada de frutas

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A ilha de Sokos

A ilha de Sokos fica próxima a Hong Kong, atualmente é desabitada, mas já foi habitada um dia e mantém as marcas disso, em muitos lugares tem uma vegetação exuberante e praias consideradas paradisíacas, o que tem causado inveja em grupos hoteleiros, resorts e similares.


Nos mares do entorno de Sokos habitam o golfinho Branco chinês e a toninha de Finless.



O governo de Hong Kong, atual protetorado chinês, priscas eras tinha planos de transformá-la em parque marinho. Mas as pressoões para ocupar Sokos são várias e sempre emperraram o processo. A mais forte vinha do grupo de energia CLP, que também há anos tenta conseguir uma licença para implantar um terminal e uma usina de gás liquefeito de petróleo (GLP), na ilha. Não sei quem venceu ou vencerá essa queda de braço, mas sei que Sokos e o ambiente já estão perdendo.

As praias de Sokos e a lixeira do planeta

Sabe-se que o mar,
há muitos séculos, é a lixeira do planeta, tudo que se joga fora inadequadamente acaba no mar. Mas o mar sempre teve capacidade de degradar e absorver o nosso lixo, de uma forma ou de outra, da madeira ao aço.

A maderia mineralizada e o aço acabam por virar substrato de corais, o resto era incorporado ao ambiente, como vidros e cerâmicas, lixados pelas ondas e pela areia, até fazerem parte dela, poético não?


Parágrafo primeiro: Bom.... era, até a final do século XIX, quando acabou a poesia e a nossa criatividade inventou o plástico. A partir da década de 30 do século XX a coisa degringolou, o plástico foi popularizado por um quimico da cidade de Dupont (que deu o nome à indústria), e hoje entope a cidade de São Paulo, ajudando a transbordar rios, corregos e canais, todos rebaixados a condição de esgotos.

Mas voltando a Sokos, enquanto corporações e ambientalistas brigam pelas praias e mares de Sokos, a lixeira do planeta as vezes se revolta e manda as coisas de volta para a terra, mas infelizmente, não necessariamente para os verdadeiros donos.

As praias de Sokos em janeiro de 2010

Um panorama da ilha, aberto e em primeiro plano.



Segundo o autor das fotos, 10 minutos de coleta resultaram em.....





E o destino da toninha.....



O marketing, o "bandeide" e os plásticos

Em 1990, um filosofo frances, Michel Serres, escreveu um livro chamado Le Contract Naturel, (ganhei o livro de uma amiga e professora de zoologia), o livro fala do comportamento e relações humanas (intra-específicas e com a natureza). Começa com uma analogia do comportamento dos homens e um quadro de Goya (os duelistas), mostrando como a humanidade é insana, mas não considero essa a melhor analogia do livro, em algum lugar do texto tem uma que guardei na memória e até hoje considero a melhor representação do nosso comportamento em relação ao ambiente, a analogia do navio petroleiro.

O comandante do navio petroleiro é informado por um marinheiro nervoso que ,exatamente na rota do navio, foi avistada uma rocha aflorando, se continuar nesse rumo, o navio vai afundar. O comandante da embarcação olha impávido para o timoneiro e fala.... reduzir a velocidade.

Só isso, não muda um miléssimo de grau na direção, o desastre é inexorável, só mudou o tempo até o desastre.

Com relação ao ambiente fazemos isso o tempo todo, reduzimos a velocidade, mas os marqueteiros (públicos e privados), jornais, TVs e instituições não governamentais nos bombardeiam o tempo todo com soluções mágicas e que transformam tudo em "sustentável", a salvação do planeta, o homem está se tornando sustentável. Mas sobre uma mudança de rota ou de modelo, nada.

Faça xixi no vaso, o etanol é o combustível do futuro e sustentável, nossa empresa é sustentável, já recuperou mais florestas que destruiu, mineração, extração de petróleo, madeireiras, indústria automobilística, tudo ficou sustentável e ... na maioria das vezes, certificado.

Parágro segundo: A certificação é uma palavra mágica, ter o selo de uma ISO (só de exemplo), é a garantia de que todas as bobagens e danos feitos,são "sustentáveis" e estão sob controle. Uma penca de certificações ISO, florestal, diversidade, tudo transformado em um $elo, dado por uma empresa certificadora, que dá o aval da sustentabilidade, esse selo custa caro e garante o pão nosso de cada dia (ou os brioches), das empresas certificadoras. Na prática, um monte de papel, falo isso de cadeira e conhecimento de causa. O negócio da certificação é tão bom que inventam um certificado desse tipo a cada 2 ou 3 anos, parece industria de informática, 5 anos e a coisa fica obsoleta.

Mas voltando a ilha, ao lixo e aos plásticos, uma das mentiras com o nome de sustentável é a dos plásticos biodegradáveis, essa nem é a analogia do petroleiro, é a do bandeide e a guerra do Vietnan no filme "Apocalipse Now". Quem não conhece, assista o filme, é ótimo e mostra toda a nossa insanidade.

O plástico não se degrada, reduz de tamanho e continua poluindo, não é incorporado a areia, como o vidro e a cerâmica, nao tem as mesmas propriedades, fica lá, por milhares de anos, poluindo e degradando.

Hoje presume-se que quase 30% das "areias" de nossas praias, sejam compostas por plásticos, alguns se transformam nos plásticos "degradados" das areias de Sokos, ou seriam as areias de Sokos degradadas por plásticos. Mas nesse caso, a ordem dos fatores não altera o produto, pode-se dizer que a poluição também tem propriedade comutativa.



O panda que eu não gostaria de ver

O que tem tudo isso a ver com o panda? Nada, em Sokos não existem pandas, bem, não existiam, agora existem, o Panda da ilha de Sokos e seu compompanheiro o "Porquinho" brincando na praia.



Comentário Politicamente (In)Correto

E o mar e a ilha (como tantas), que se danem, afinal, estamos todos virando sustentáveis e o texto ficou uma salada de frutas.

As fotos e o artigo que deu origem ao texto (não foi uma tradução
e colagem como fez o Estadão), são de Alex Hofford.