terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Salvemos Punta de Choros
Não são somente os brasileiros que vão na contramão do planeta. Mais termoelétricas na américa latina.
sábado, 30 de outubro de 2010
Meio Ambiente, expressão que não existe no vocabulário empresarial
O município de Contagem é credenciado para fazer o licenciamento e a fiscalização”, ressalta. Ele salienta que o Estado é responsável pela fiscalização de empresas com maior potencial degradador, que se inserem nas classes 5 e 6.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Primeira rede de carros elétricos do mundo
Nos EUA, o governo federal dá US$ 7,5 mil em crédito de taxas para rodar com um veículo elétrico e mais US$ 2 mil em crédito para instalar uma estação de recarga.
Portugal pretende inaugurar primeira rede de carros elétricos do mundo
Secretário de Energia português afirma que a rede de abastecimento de veículos elétricos vai abrir em 2011
Lobby do álcool barra incentivos ao carro elétrico no Brasil
sábado, 4 de setembro de 2010
Commodities, o retrocesso da economia brasileira
Como diz uma amiga minha, "cavar e vender pedra é fácil, não precisa de muita tecnologia e nem de especialização, qualquer mané pode fazer".
Exportar commodities é exatamente isso, coisa que qualquer mané pode fazer, é vender solo e subsolo, nada mais do que isso. Não agrega valor e não desenvolve nada, só enriquece quem vende.
Agora, transformar e agregar valor nisso é mais complicado, não é para qualquer um.
Em 2002 as exportações de manufaturados brasileiros representavam 67% do total, em 2009, cairam para 47%.
Segundo a Organização Mundial do Comércio, o Brasil é o quinto maior fornecedor de produtos primários para a China.
Um grande número de economistas, ligados ao governo, ou patrocinados pelas grandes exportadoras de produtos primário (que gostam de chamar isso de commodities), tem batido na tecla de que exportar esse tipo de produto é um grande negócio.
Os ruralistas gastam muito dinheiro para eleger uma bancada forte para garantir isso.
Mas qualquer pessoa com dois neurônios sabe que nenhum país se desenvolveu vendendo suas riquezas naturais.
É o que a E$bórnia está fazendo, vendendo suas riquezas naturais, já que os seus dois principais "produtos" de exportação, a soja e o minério de ferro, estão sendo "produzidos" em troca de destruição de recursos naturais e biodiversidade.
A soja está sendo trocada pelas nossas florestas e ambientes de cerrado, de sobra, queima tudo pela frente. Agora com apoio total da EMBRAPA, aparelhada pela "cumpanherada", cuja diretoria e principais chefias foram indicadas pela bancada ruralista.
O minério de ferro é retirado à custa de florestas e, principlamente das cangas da amazônia, que são ambientes únicos e raros, sobras da última glaciação. Ninguém fala neles, pouco se pesquisa, é quase um tabu. Para que a Vale (que era do Rio Doce), possa destruir um a um (e está sendo eficiente nisso, pois logo desaparecerá com todos), e vender minério para os chineses. Depois plantará capim e algumas árvores e dirá que os recuperou e que as suas "recuperações" ambientais superaram sua pegada ecológica.
Parece que voltamos aos anos 80, quando os países do primeiro mundo afirmavam que o papel do resto era fornecer matéria prima e comprar produtos manufatorados e fica parece ficar bem claro, o brazil assumiu integralmente o seu papel de resto.
Parece que a única grande capacidade dos e$bornianos é vender soja e minério. O resto pode ser comprado da China. E olha que somos ávidos por suas bugigangas de quinta categoria.
Até parece que estamos vivendo o segundo milagre brazileiro, o primeiro foi da milicada, quando finalmente a classe média pôde, finalmente, comprar seu fusca usado e cantar "eu te amo meu brazil". Agora o segundo, onde o populacho compra seu carro mil em 80 meses e milhares de coisas made in China, de brinquedos pintados com tinta tóxica a ferramentas de aço de péssima qualidade, tudo a menos de R$ 10,00 (leia-se "dé real").
Mas se preocupar por que? Só quem perdeu nesses milagres foi a natureza e quando ela cobrar a conta a gente não vai estar aqui mesmo!
PS. Falando em China. A praga amarela está investimento perto de 34 bilhões de dólares em energia renovável (em 2009). Agora a meta é ter 100 mil megawatts de capacidade instalada só em energia eólica até 2020.
A China também tem direcionado pesados investimentos e pesquisas direcionados para a substituição de sua matriz energética (uma das mais poluentes, movida principalmente a carvão), por fontes menos poluentes e/ou renováveis, pretendendo tornar-se a lider internacional desse setor.
Por aqui, o governo do mordomo lulalau está apostando pesado no carvão, para atender os amigos e os financiadores de campanha.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Cenas do Golfo do México, patrocínio BP
Do Boston.com
Baseado em estimativas recentementes, o poço de petróleo da BP no fundo do Golfo do México continua escoando 25.000 a 30.000 barris de óleo por dia. As novas imagens sugerem que uma quantia de óleo equivalente ao desastre do Exxon Valdez poderia estar vazando a cada 8 a 10 dias. Apesar dos esforços para restringir os jornalistas, evitando que eles acessem as áreas afetadas (a gente já viu isso nos acidentes da Petrobras), histórias, vídeos e fotografias continuam surgir. Aqui as recentes fotografias de vida selvagem, as pessoas e contornos da costa ao redor do Golfo do México, afetadas pelo óleo. Depois de 51 dias da explosão inicial.
PS.
Os patriotas e fãs da petrobras não precisam se preocupar, a petrossauro tem potencial para fazer coisa pior
terça-feira, 1 de junho de 2010
Em ato criminoso, o mordomo lulalu defende o corte dos incentivos aos veículos elétricos.
Mais uma marcha ré promovidade pelo grupo palaciano
A indústria do petróleo e tudo associado a ela, incluindo os veículos movidos a hidrocarbonetos derivados de petróleo, é o exemplo da balela do termo sustentabilidade. Uma indústria arcaica, poluidora, destruidora de ambientes naturais e sujeita a grandes acidentes.
Também pode ser incluído ai, os veículos movidos a álcool (derivado de cana, milho, etc.), que poluem um pouco menos, mas são responsáveis pela expansão das fronteiras agrícolas, principalmente sobre florestas e savanas. O que acaba com qualquer ganho ambiental da menor poluição, mais ainda, os impactos tornam o saldo negativo.
Um dos avanços, seriam carros que não queimassem combustível.
Mas o brasil, ao contrário do mundo civilizado, está perdendo a possibilidade de desenvolvimento.
Uma das mais promissoras alternativas, o carro elétrico, sendo combatido pelo governo do mordomo lulalau, lobista da Petrobras (cabide de empregos da "cumpanherada"), da industria petrolífera e da suco-alcoreira, todas grandes financiadoras das campanhas políticas da petralhada e da cumpanherada.
"É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala", disse o mordomo lulalau, que chegou ao Riocentro por volta de 10h30 a bordo de um ônibus movido a hidrogênio, desenvolvido por um laboratório da coordenadoria de pós-graduação e engenharia da UFRJ (Coppe).
Na semana passada, o mordomo presidente suspendeu a divulgação de um pacote de incentivos aos carros elétricos pouco antes da cerimônia, por causa das divisões no governo sobre o tema. Os ministérios da Fazenda, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia defendem as medidas, mas o Ministério do Desenvolvimento teme que os incentivos possam prejudicar a competitividade do etanol e do biodiesel brasileiros.
"Hoje, quase 100% dos carros vendidos no Brasil são flex. E 60% dos donos desses carros têm preferência pelo etanol que, definitivamente, virou uma parte importante da matriz energética brasileira", falou o mordomo, perdendo mais uma oportunidade de ficar calado.
Comentários Politicamente (In)Corretos
Os programas e estudos desenvolvidos pelo grupo interministerial dos Ministérios da Fazenda e da Ciência e Tecnologia, previa uma série de incentivos para o desenvolvimento e venda do carro elétrico.
O grupo sugeriu, entre outras coisas, redução do Imposto de Importação, IPVA, IPI e uma política de compras governamentais que privilegiasse o carro elétrico.
Mas lobby do óleo e da cana (da qual o presidente é adepto), pagou melhor e ganhou a queda de braço.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
BP e o golfo do México
BP admite pela primeira vez que vazamento de óleo provocou catástrofe ambiental no golfo do México.
Comentários Politicamente (In)Corretos
Sério?
PS. Lembrando que a BP garantia que o impacto ambiental seria "modesto". Foi tão modesto que se tornou o pior "oil spill" da história americana, maior até que do Exxon Valdez no Alaska.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Programa de despoluição da baia da Guanabara comemora 15 anos
O programa de despoluição da baía da Guanabara comemora 15 anos (comemora???).
O jogo permanece o mesmo, quem meteu a mão no dinheiro, foram gastos até agora U$ 989 milhões, diz que muito foi feito e as "ações"continuam em ritmo acelerado (????).
Quem não mamou nessa teta diz que nada ou quase nada foi feito.
De qualquer modo, basta dar uma sobrevoada na baía da Guanabara para ver que o que foi feito, sou mais do grupo do nada ou quase nada.
São mais de 5 mil indústrias com seus efluente mal tratados e 70 % da população jogando esgoto in natura na baía.
Comentário Politicamente (In)Correto
Durante meus quase 4 anos de Rio de Janeiro, a única manifestação que vi em relação ao ambiente foi de pessoas querendo um emissário submarino, para não terem o risco de perder sua praia de final de semana algumas vezes por ano.
Daí, mede-se a temperatura do interesse que o assunto gera e o grau de politização ambiental da zona sul.
Como para a maioria desse grupo mais politizado do Rio de Janeiro, a baía da Guanabara pouco ou nada influencia a sua "praia", logo, o interesse pelo assunto é nulo e não dá muita manchete.
sábado, 30 de janeiro de 2010
A Ilha de Sokos, a lixeira, o panda que eu não gostaria de ver, o marketing, a sustentabilide e uma salada de frutas
A ilha de Sokos
Nos mares do entorno de Sokos habitam o golfinho Branco chinês e a toninha de Finless.

O governo de Hong Kong, atual protetorado chinês, priscas eras tinha planos de transformá-la em parque marinho. Mas as pressoões para ocupar Sokos são várias e sempre emperraram o processo. A mais forte vinha do grupo de energia CLP, que também há anos tenta conseguir uma licença para implantar um terminal e uma usina de gás liquefeito de petróleo (GLP), na ilha. Não sei quem venceu ou vencerá essa queda de braço, mas sei que Sokos e o ambiente já estão perdendo.
As praias de Sokos e a lixeira do planeta
Sabe-se que o mar, há muitos séculos, é a lixeira do planeta, tudo que se joga fora inadequadamente acaba no mar. Mas o mar sempre teve capacidade de degradar e absorver o nosso lixo, de uma forma ou de outra, da madeira ao aço.
A maderia mineralizada e o aço acabam por virar substrato de corais, o resto era incorporado ao ambiente, como vidros e cerâmicas, lixados pelas ondas e pela areia, até fazerem parte dela, poético não?
Parágrafo primeiro: Bom.... era, até a final do século XIX, quando acabou a poesia e a nossa criatividade inventou o plástico. A partir da década de 30 do século XX a coisa degringolou, o plástico foi popularizado por um quimico da cidade de Dupont (que deu o nome à indústria), e hoje entope a cidade de São Paulo, ajudando a transbordar rios, corregos e canais, todos rebaixados a condição de esgotos.
Mas voltando a Sokos, enquanto corporações e ambientalistas brigam pelas praias e mares de Sokos, a lixeira do planeta as vezes se revolta e manda as coisas de volta para a terra, mas infelizmente, não necessariamente para os verdadeiros donos.
As praias de Sokos em janeiro de 2010
Um panorama da ilha, aberto e em primeiro plano.

Segundo o autor das fotos, 10 minutos de coleta resultaram em.....


E o destino da toninha.....

O marketing, o "bandeide" e os plásticos
Em 1990, um filosofo frances, Michel Serres, escreveu um livro chamado Le Contract Naturel, (ganhei o livro de uma amiga e professora de zoologia), o livro fala do comportamento e relações humanas (intra-específicas e com a natureza). Começa com uma analogia do comportamento dos homens e um quadro de Goya (os duelistas), mostrando como a humanidade é insana, mas não considero essa a melhor analogia do livro, em algum lugar do texto tem uma que guardei na memória e até hoje considero a melhor representação do nosso comportamento em relação ao ambiente, a analogia do navio petroleiro.
O comandante do navio petroleiro é informado por um marinheiro nervoso que ,exatamente na rota do navio, foi avistada uma rocha aflorando, se continuar nesse rumo, o navio vai afundar. O comandante da embarcação olha impávido para o timoneiro e fala.... reduzir a velocidade.
Só isso, não muda um miléssimo de grau na direção, o desastre é inexorável, só mudou o tempo até o desastre.
Com relação ao ambiente fazemos isso o tempo todo, reduzimos a velocidade, mas os marqueteiros (públicos e privados), jornais, TVs e instituições não governamentais nos bombardeiam o tempo todo com soluções mágicas e que transformam tudo em "sustentável", a salvação do planeta, o homem está se tornando sustentável. Mas sobre uma mudança de rota ou de modelo, nada.
Faça xixi no vaso, o etanol é o combustível do futuro e sustentável, nossa empresa é sustentável, já recuperou mais florestas que destruiu, mineração, extração de petróleo, madeireiras, indústria automobilística, tudo ficou sustentável e ... na maioria das vezes, certificado.
Parágro segundo: A certificação é uma palavra mágica, ter o selo de uma ISO (só de exemplo), é a garantia de que todas as bobagens e danos feitos,são "sustentáveis" e estão sob controle. Uma penca de certificações ISO, florestal, diversidade, tudo transformado em um $elo, dado por uma empresa certificadora, que dá o aval da sustentabilidade, esse selo custa caro e garante o pão nosso de cada dia (ou os brioches), das empresas certificadoras. Na prática, um monte de papel, falo isso de cadeira e conhecimento de causa. O negócio da certificação é tão bom que inventam um certificado desse tipo a cada 2 ou 3 anos, parece industria de informática, 5 anos e a coisa fica obsoleta.
Mas voltando a ilha, ao lixo e aos plásticos, uma das mentiras com o nome de sustentável é a dos plásticos biodegradáveis, essa nem é a analogia do petroleiro, é a do bandeide e a guerra do Vietnan no filme "Apocalipse Now". Quem não conhece, assista o filme, é ótimo e mostra toda a nossa insanidade.
O plástico não se degrada, reduz de tamanho e continua poluindo, não é incorporado a areia, como o vidro e a cerâmica, nao tem as mesmas propriedades, fica lá, por milhares de anos, poluindo e degradando.
Hoje presume-se que quase 30% das "areias" de nossas praias, sejam compostas por plásticos, alguns se transformam nos plásticos "degradados" das areias de Sokos, ou seriam as areias de Sokos degradadas por plásticos. Mas nesse caso, a ordem dos fatores não altera o produto, pode-se dizer que a poluição também tem propriedade comutativa.
O panda que eu não gostaria de ver
O que tem tudo isso a ver com o panda? Nada, em Sokos não existem pandas, bem, não existiam, agora existem, o Panda da ilha de Sokos e seu compompanheiro o "Porquinho" brincando na praia.

Comentário Politicamente (In)Correto
E o mar e a ilha (como tantas), que se danem, afinal, estamos todos virando sustentáveis e o texto ficou uma salada de frutas.
As fotos e o artigo que deu origem ao texto (não foi uma tradução e colagem como fez o Estadão), são de Alex Hofford.