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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hélio Bicudo falando de democracia

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Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e que deixou o partido na época do mensalão - por não aceitar que a podridão fosse jogada para debaixo do tapete -, declara seu voto no Serra no 2o. turno, após votar na Marina e fala da mexicanização da política brasileira, com o PT seguindo o caminho do PRI* (Partido revolucionário Institucional).

Notem que é Hélio Bicudo, não um dirigente do PSDB e nem um jornalista do PIG. Do alto dos seus mais de 80 anos, não deve nada a niguém, muito pelo contrário, tem uma biografia e uma história (real e documentada), de quem lutou pela redemocratização do Brasil e, principalmente, mantém seus princípios.

* O PRI ficou no poder de 1929 a 2000, pelo "voto", pelos programas "sociais" e uma corrupção crescente, transformando o México na lixeira política que é hoje. Qualquer semelhança com o PT não é mera coincidência.

Para os meus amigos, uma lembrança: Uma das grandes falhas do voto ideológico (de direita ou de esquerda), é ignorar a história, não aprendendo nada com ela, ou o que é pior jogá-la para baixo do tapete.

 


 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Minc, a ameba carimbadora petista vai pedir os votos dos verdes.

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Interessante a posição dos bandidos petistas, Dilma sempre assumiu que o "maior" entrave ao desenvolvimento do Brasil era a legislação ambiental. Pela cartilha petista, corrupção não é problema, principalmente quando são os beneficiários.

Parágrafo primeiro: Há pouco tempo atrás, Lula defendeu os usineiros de cana, criminosos ambientais que usam descaradamente o trabalho escravo e fazem um lobismo bandido para impedir que escravidão ou trabalho sob condições desumandas seja criminalizado. É bom lembrar também, que o sindicalismo pelego, pago e/ou controlado pelo PT, se cala e finge que não sabe de nada, como faz o chefe da quadrilha. comportamento adotado pelos outros auto denominados "esquerdistas".

Agora a PeTralhada chama uma ameba (Carlos Minc), atrás dos poucos votos "verdes", coisa de talvez uns 2% do eleitorado. Isso quer dizer a coisa não está tão simples para a campanha da bandida e cumpanhera Dilma.

É bom lembrar que na época de Minc, quando secretário de meio ambiente no RJ, seus "assessores" e outros "aspones", distribuiam cartões de empersas de consultoria, que teriam seus caminhos "facilitados" quando o assunto era regularização e licenciamento ambental, mas isso foi visto e quem pegou os cartões não fala, pois teve os caminhos "facilitados".

Pois bem, essa ameba (com assessores pouco honestos), foi colocada como ministro porque é um pau mandado, fazia tudo que o "governador" do RJ mandava. Interessante é que o governador do RJ,passou a campanha inteira sem falar o que foi feito dos R$ bilhões dos royalties do petróleo, o RJ, que já era uma zona, está pior. Casualmente, esse governador faz parte da "cumpanherada".

Assim Minc virou ministro para fazer o que mais sabia, receber ordens, agora diretamente do chefe da quadrilha (e de seus capos, como a Dilma). Seria o perfeito barnabé carimbador ambiental, bastava colocar um papel na frente que a licença seria carimbada e liberada.

E assim caminha essa quadrilha de bandidos que tomou e aparelhou o poder.

Legitimamente pelo voto, dirão alguns.

Ok, concordo, foram legitimamente eleitos pelos votos dos que colocam a ideologia acima da vergonha na cara, que acham que ideologia está acima da corrupção e da canalhice política, dos analfabetos, dos iletrados, dos que entendem que cidadão é sinônimo de consumidor e, dos obviamente eternos miseráveis que, sem opção, sempre se venderam (e continuarão a se vender), barato.
A corja se elege com os votos de todos aqueles que, infelizmente, nunca vão conseguir definir o conceito de cidadania e de nação. Mas, a voz do povo é a voz da mediocridade e isso se chama democracia. Se bem que essa compra de votos e de políticos é uma distorção cruel e criminosa do conceito.....

E o que dizer da manutenção dessa massa de miseráveis, analfabetos e iletrados, tudo que um político oportunista quer, tudo que a petralhada e cumpanherada querem, igualzinho aos outros partidos desse amontoado de gente que se acha um País.

E assim caminha essa E$bórnia chamada Brazil. Pior que está, pode ficar, o PT e a "cumpanherada" podem continuar no poder.

PS.

Para os vários que me perguntaram se eu teria coragem de votar no Serra.

Para todos, a resposta foi a mesma. Odeio o Serra, o grupo dele e tudo que eles representam. Até acho que o DEM e o PP (e mais uns 20 partidos),  poderiam já ter sumido da vida política.

Mas, como já disse outras vezes, a PeTralhada fez um efeito Sarney no Brazil inteiro, transformou o Brazil num imenso Maranhão, no que tange a corrupção deslavada, clientelismo e a castelização por um pequeno grupo, nesse caso, do sindicalismo podre. O poder para o bando de "trabalhadores" que nunca trabalhou, pois o "trabalho" era o sindicalismo e a política.

parágrafo segundo: Notaram que, sem sombra de dúvidas, os petistas são o melhor exemplo de políticos profissionais, é composto por um povo que nunca trabalhou. o que Genoino fazia? Onde Zé Dirceu trabalhava? Eram todos iguais ao chefe/testa de ferro, trabalhou um pouquinho e perdeu o dedo mínimo, num acidente fraudulento, só para se aposentar e ficar fazendo sindicalismo.

Para os Sarneys há um princípio, mesmo que matassem toda a família feudal maranhense, haveria a necessidade de pelo menos umas 20 gerações para eliminar os danos que causou naquele estado.

O mesmo serve para o PT.

O estrago político que essa corja fez, olha, não sei nem se tem conserto, talvez só com uma guerra civil.

Assim, entre os "capi" Lula/Dilma/Zé Dirceu, fico com os outros.

Agora devolvo a pergunta: vocês tem coragem de votar em quem apoia (e se apoia), na famíglia Sarney, Collor, Jader Barbalho, Renan Calheiros, na bancada ruralista/bandida no congresso e em muitos outros criminosos políticos?

Será que vocês também vão colocar a ideologia acima de tudo? Não viram nada, não sabiam de nada?

Eu, odeio os outros bandidos, mas chega desse tumor Petralha, ele é mais letal que o resto, pois o resto, tinha oposição. Ok, tão cretina quanto, mas tinha. Ah, e tinha muito menos poder de compra.

domingo, 26 de setembro de 2010

A terra de Kafka é aqui

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País estranho essa E$bórnia chamada brazil, um bando de milicos facistas se reune para fazer um discurso em prol da liberdade de imprensa (coisa que no tempo deles não tinha). 

A solenidade (milico adora essa palavra), foi encerrada por um jornalista (que deve ter uma foto de Adolf Hitler na parede), elogiando a "maturidade" da milicada, ao se posicionar contra essa cruzada da PeTralhada e da "cumpanherada" associada para reimplantar a censura.

Do outro lado, a esquerda zona sul festiva e essa nova massa que consumidores bradava cartazes contra o excesso de liberdade da imprensa e de expressão e contra a tentativa de "golpe" feita pelos jornais.

Provando que o mundo imaginado por Kafka, existe.

Comentários Politicamente (In)Corretos

O populacho e$borniano nunca teve cidadania, quando esse atributo chegou perto, preferiram se tornar consumidores a cidadãos.

Provando que o brazil é um país de idiotas iletrados, que adoram ter como "lider", um sindicalista bandidinho (e dono de quadrilha), amoral, megalômano e que ama de paixão uma ditadura, afinal, sem ela, ele seria só mais um sindicalista analfabeto, picareta e aposentado (por um acidente fraudulento).

PS. Lula ama a imprensa e a liberdade de imprensa e de expressão, desde que fale só bem dele e de seu (des)governo.

Pior que está, vai ficar, o futuro senador pelo estado de São Paulo

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Netinho de Paula (PC do B), que hoje divide a liderança em São Paulo na disputa pelo Senado, costuma chamar de pontual o episódio em que foi acusado de espancar a ex-companheira Sandra Mendes, em 2005. 

O atual candidato, porém, foi condenado por agredir e ofender uma funcionária da Vasp, em julho de 2001. 

O vereador foi processado pelo Ministério Público sob a acusação de ter dado uma "chave de braço" em Nilda Pisetta, supervisora da extinta companhia aérea. Em novembro de 2002, como punição, foi obrigado a pagar cem latas de leite em pó. 

Mas o cantor teve de desembolsar mais para quitar o episódio. Nilda apresentou à Justiça uma ação civil de indenização por danos morais contra Netinho _que na atual corrida pelas duas vagas de senador está empatado com a petista Marta Suplicy, sua colega de chapa.
Na sentença, o juiz afirmou que "ficou cabalmente demonstrado" que Nilda foi agredida, "com virulência desproporcional" e condenou Netinho ao pagamento de R$ 80 mil. 

Após a decisão os dois fizeram um acordo, mas o valor negociado não foi publicado no "Diário Oficial" do Estado. Procurada pela Folha para comentar o caso, a assessoria de Netinho não respondeu. 

A agressão à ex-mulher, que ocorreu quatro anos após o episódio com a supervisora da Vasp, também foi resolvida com um acordo. 

No dia 2 de fevereiro de 2005, Sandra denunciou o espancamento. Cerca de um mês depois da denúncia, os dois afirmaram à Justiça terem entrado em acordo, o que finalizou o processo.
A ex-mulher do candidato iniciou a ação por um escritório de advocacia, que foi afastado do caso após o início da mediação do acordo. 

Esse escritório reivindica até hoje o pagamento de honorários pelos serviços prestados a Sandra. À Justiça Netinho declarou ser pobre e pediu para não arcar com as despesas do processo. 

O acordo com a ex-mulher foi registrado em cartório, fora dos tribunais, e está anexado ao processo movido pelo escritório contra Netinho. 

Segundo o documento, o cantor se comprometeu a pagar R$ 850 mil a Sandra, R$ 300 mil à vista, e o restante em 12 prestações. Ela também teve direito a um carro de luxo e a um plano de saúde por dois anos. 

Quem conheceu Netinho durante a juventude estranha a violência demonstrada após a fama. Na Cohab de Carapicuíba, os antigos vizinhos lembram de um rapaz animado. "Ele ensaiava com os meninos no parquinho aqui na frente", conta Teresinha Rodrigues da Paixão, de 71 anos, que é vizinha do prédio onde Netinho viveu. 

"Os meninos" a que Teresinha se refere são os oito músicos que, ao lado de Netinho, foram alçados à fama com a banda Negritude Júnior, na década de 1990. Netinho era o vocalista, e foi "convidado a sair" do conjunto em 2001. 

Dois dos integrantes ouvidos pela Folha afirmaram que Netinho saiu porque estava fechando contratos à sombra da banda. 

"A gente só se deu conta do que estava acontecendo no dia em que ele fechou com uma emissora de TV", contou Nenê, que toca contra-baixo e violão no grupo. 

Em entrevista à Folha, publicada na última quarta-feira, Netinho disse sentir saudade dos ex-companheiros. "Mas não tenho do que reclamar. Segui um caminho bom pra mim", afirmou. 
O grupo entrou com um processo para impedir que Netinho continuasse usando a marca Negritude em seus negócios. A ação correu em segredo de Justiça, a pedido da banda e a contragosto da advogada, Luzia Maglione. 

"Eles tinham uma preocupação muito grande. Não queriam alimentar boatos. Pediram o segredo e também não quiseram cobrar indenização", contou a advogada. 

O processo foi iniciado em 2003 e pedia apenas interrupção do uso da marca. A decisão saiu no fim de 2006, com ganho para a banda. Mas o juiz estabeleceu que, não cumprindo a determinação, Netinho pagasse multa de R$ 3.500 por dia de uso indevido da marca. 

A demora em seguir a determinação da Justiça gerou uma dívida de cerca de R$ 400 mil do cantor com a banda, que não foi paga até hoje. "Ele não tem nada no nome dele. A maior parte das ações das empresas ficam no nome dos filhos", disse Luzia. A assessoria do cantor não respondeu sobre essa dívida. 

Comentários Politicamente (In)Corretos

Os paulistas votaram no Maluf, no Enéias e em muitas outras porcarias, agora tem o "Netinho" para continuar a tradição....

Entrevista com Hélio Bicudo

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Do Jornal a Gazeta do RJ.
A exemplo do que fazia nos distantes e duros tempos da ditadura, às vésperas das eleições, em companhia de outros juristas e personalidades, ele ergue sua voz em defesa da democracia no país. Na semana passada, Hélio Bicudo, 88 anos, liderou um manifesto também pela liberdade de imprensa, segundo ele, ameaçada pelo governo Lula. 
O mesmo Lula com quem Bicudo (que foi ministro interino da Fazenda no governo João Goulart, deputado federal e vice-prefeito de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy - PT), na condição de vice, disputou o governo de São Paulo e conviveu durante os 25 anos em que militou no PT.

Nossa democracia está mesmo ameaçada?

Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.

O senhor, que ficou no PT por mais de 20 anos, imaginou que isso pudesse acontecer?

De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.

O mesmo neoliberalismo tão criticado pelo PT, no governo de Fernando Henrique Cardoso. O senhor vê diferença nas práticas de ambos?

Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.

O PT indicava uma prática diferente...

O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.

Antes do primeiro governo Lula, falava-se do desejo do PT de ficar no poder por pelo menos 30 anos.

Não havia essa ideia, pelo menos no meu tempo. Pensava-se que o PT era um partido de massa, e iria trazer para os mais humildes uma estabilidade econômica.

Houve uma inclusão.

Ele trouxe em parte, porque a Bolsa-Família é mais um colaborador eleitoreiro. Apenas dá dinheiro, mas não dá nenhum estímulo para que a pessoa possa galgar outro patamar na estrutura da sociedade.

Pesquisas indicam que Dilma Rousseff seria eleita, hoje, presidenta da República. O que podemos esperar dela?

Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.


Como militante político, imaginava voltar às ruas em defesa da democracia e da liberdade de imprensa?

A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos... Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão.

O senhor faz a descrição de um poder quase totalitário...

E é isso. Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.

Como o senhor vê Lula?

Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal.

Trata-se de um traço de personalidade?

Sim, com certeza. Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.

Em relação às denúncias de irregularidades no governo, sempre alegou nada saber.

Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.

Incompetência da oposição?

Foi inexistência de oposição.

Como o senhor deixou o PT, em 2005?

Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.

As muitas denúncias de irregularidades no governo Lula parecem não impactar a campanha de Dilma Rousseff.

Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário.

Como?

A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.

Deixá-lo fora das páginas e fora das telas é quase impossível. Ele tem popularidade e peculiaridades. É "o cara", pelo menos para o presidente Obama...

Mis-en-scène... Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público. Outra vergonha é essa movimentação toda pela Copa de 2014.

Por quê?

O dinheiro da construção de estádios poderia ser usado na Saúde, na Educação. Lula deu ao povo o que se dava durante o Império Romano: pão e circo. Ele dá Bolsa-Família, dá o futebol, shows, o povo vai se divertindo e vai votar em quem ele manda. Uma coisa é o Bolsa-Família eleitoreiro, a outra é dar o dinheiro e responsabilidade, Educação às pessoas.
Como viu o "ato contra o golpismo midiático", contrário ao que revelou o "manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão", do qual o senhor participou, ambos em São Paulo?

Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.

Seu grupo conseguiu sensibilizar a opinião pública?

Acho que sim. Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.
Vê méritos neste governo?

A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.

O senhor foi candidato a vice de Lula, na disputa pelo governo de São Paulo. Conviveu com ele e o admirou num determinado momento.

Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.

Mas o senhor declarou voto para Marina, do PSol...

Sim, porque entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer. Plínio de Arruda Sampaio tem um discurso muito bom, mas não teria condições. Ele se propôs a fazer uma campanha para mostrar que a democracia não se exerce como o que se vê hoje no país. Presidente não se mete em eleição. Não pode praticar atos eleitorais em favor do seu candidato. Essa é a posição de um chefe de Estado.

O que o senhor diria para o eleitor que ainda está indeciso?

Ele tem que pensar: nós queremos democracia ou não queremos? Ninguém lembra mais do regime militar, da ditadura do Getúlio. E a ditadura civil é um risco. Veja a questão do sigilo fiscal, que é um direito individual, e que foi aberto em alguns casos por motivos políticos. Mal usado, o poder que a máquina pública tem é capaz de acabar com uma pessoa.

Mesmo com de tudo isso, votar continua sendo importante.

Claro! Existe uma corrente grande que defende o voto nulo como uma rebelião. Mas a omissão não é a melhor solução. Temos que mostrar o que pensamos através do voto.


sábado, 25 de setembro de 2010

A desconstrução da democracia brasileira

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Um excelente texto de Villas-Bôas Corrêa, do JB Online

Nem a estreante candidata do presidente Lula, a ex-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, nem o candidato José Serra, o tucano ex-governador de São Paulo, são os responsáveis diretos pelo baixo nível da campanha, com a troca de insultos cada vez mais pesados, que parece bate-boca em fim de feira livre. Na verdade, ambos são vítimas de uma sucessão de desatinos, que mergulha o seu nascimento na ditadura militar que durou mais de 20 anos e que, como em calamidade que destrói um país, extirpou a democracia como quem arranca a planta com as suas raízes.

A ditadura militar dos cinco generais presidentes – de Castello Branco aos seis anos do João Batista de Oliveira Figueiredo, passando em cadência de quartel pelos generais Costa e Silva, a patusca Junta Militar dos três ministros Augusto Rademarker, da Marinha, Aurélio da Lira Tavares, do Exército, e Márcio de Souza Mello, da Aeronáutica; Emilio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e o seis anos do João Baptista de Oliveira Figueiredo – fez o serviço completo de destroçar a democracia, deixando as ruínas que ainda entopem o circo do Congresso de Brasília. 

A sinuca de bico desafia os desajeitados aprendizes do manejo do taco. Nem a candidata favorita, Dilma, nem o tucano José Serra, que já não tem mais nada a perder como mostra a série de pesquisas, ousam defender a urgente faxina no Congresso, o pior de todos os tempos e que deve ser superado pelo próximo, a julgar pelos candidatos que desfilam no palco do circo do horário de propaganda eleitoral, nas redes de emissoras de rádio e de televisão.
Nem adiantaria grande coisa. Trocar seis por meia dúzia não aumenta o capital. Antes de limpar por fora é preciso limpar por dentro, acabando com as mordomias, as vantagens, a orgia dos assessores, das passagens aéreas para o espichado fim de semana nas bases eleitorais, dos privilégios, da semana de três dias úteis e de notória inutilidade do pior Congresso de todos os tempos.

Claro que o futuro Senado e a novíssima Câmara não mexerão uma palha para o outro desafio de recuperar Brasília, a capital do sonho de Juscelino Kubitschek, vítima da sua sôfrega ambição da volta no JK-65. Nunca se entenderá por que uma bancada com a maioria e a excelência da representação do PSD no Congresso, de outro tempo, não tenha apresentado e aprovado a emenda constitucional definindo Brasília como o distrito federal, a capital do Brasil, com um administrador de livre nomeação do presidente da República, sede dos três poderes e com o controle da população prevista para no máximo de 350 a 400 mil habitantes.

A mudança para a capital em obras, sem as mínimas condições para abrigar milhares de famílias, plantou a semente da crise que ora assumiu a gravidade de uma epidemia. 

E chegamos a esta campanha medíocre, sem propostas para enfrentar os desafios que rolam intocados, pelos anos. E que chega a pouco mais de um mês das eleições do primeiro turno, em 3 de outubro, com denúncias de escândalos e a troca de desaforos de candidatos que não se respeitam.

sábado, 17 de julho de 2010

Para presidente da SIP, governo Lula ameaça democracia

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Para presidente da SIP, governo Lula ameaça democracia

Leandra peres para a FOLHA, de Washington

O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não pode ser chamado de democrático".

Segundo ele, Lula pode ser comparado a Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina) que, apesar de eleitos democraticamente, usam o governo para reduzir a liberdade de imprensa.

O "apoio moral" que o Brasil dá à ditadura em Cuba, a tentativa de aprovar leis no Congresso que limitam a liberdade de imprensa e o uso da publicidade oficial foram citados por Aguirre como sinais de fraqueza da democracia no Brasil, assim como na Argentina e no Equador.

"Temos governos que se beneficiaram das instituições democráticas, de eleições livres, e estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas. Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. Não podem seguir falando em nome de líderes democráticos do mundo porque não atuam dessa forma", disse.

Questionado se Lula faria parte do grupo de governantes, respondeu que "sim".

Aguirre também criticou Lula por não ter se pronunciado contrário à censura ao jornal "O Estado de S. Paulo", imposta pela Justiça há um ano e que proíbe a publicação de reportagens sobre a Operação Faktor, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, empresário e filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O Palácio do Planalto não comentou as críticas.

A Venezuela, disse o presidente da SIP, é o país onde mais claramente se expressa a tendência de interferência. No Equador, o Congresso discute lei que a entidade considera "bastante restritiva" à liberdade de expressão.

Além da interferência de governos, a SIP aponta a crescente violência contra jornalistas como um risco à liberdade de expressão no continente --17 jornalistas foram assassinados neste ano e 11, sequestrados.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos composta por 1.300 jornais que define sua missão como "defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas". A Folha é integrante da entidade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Para onde vai o império americano?

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O orçamento militar americano é de 1 trilhão de dólares, a China, a segunda colocada, pouco mais de 100 bilhões de dólares.
China e o resto do mundo somam menos de 1 trilhão de dólares, ou seja, o orçamento militar americano é maior que todos os orçamentos militares do resto do planeta.

Nunca na história americana, o militarismo (e os militares), associado e cúmplice da indústria de armamentos, esteve tão presente e quase onipotente.
Hoje, criticar qualquer ação militar é receber automaticamente a taxação de anti-patriota e até de traidor.

A cultura militarista controla uma parte significativa da política, da economia e dos corações das mentes menos favorecidas (a maioria), mesmo que isso esteja levando a rombos e deficits no orçamento (que dificilmente serão sanados) e ao ódio de uma parte do planeta.

Os EUA se transformaram no último grande império (situação que está inflando e encantando o ego dos americanos comuns e preocupando uma minoria pensante).
Pode não ser um império nos moldes coloniais dos séculos XVII, XIX e início do século XX, com ocupação e controle direto da política e da economia, mas derrubando regimes, eliminando opositores ou apenas com a ocupação ou pressão meramente militar.

Até quando a democracia americana vai resistir ao império americano?

A história ensina que democracias e impérios foram excludentes, nenhum império conseguiu manter uma democracia genuina. O poder militar acabou sempre devorando a democracia, seja pelas bordas (como parece ser o processo americano), ou por sangrentas tomadas de poder.
E quando perdida, recuperá-la vira um processo doloroso e muito longo.

Nos EUA, o contraponto é uma minoria pensante e culta, que ainda está fazendo um certo contrapeso, mas quando será o ponto de inflexão da curva da democracia, onde os indivíduos pensantes não poderão mais influenciar?
Na última eleição, uma das acusações que Obama recebia era de ter uma boa educação formal, ser culto e ter o apoio de pessoas com padrão educacional mais elevado, taxados como não verdadeiramente americanos (???).
Ter educação ou ser culto, para as massas republicanas e populacho iletrado em geral, se tornou quase um sinônimo de palavrão (notaram uma certa semelhança com o Brazil?).

Além da herança deixada por Bush (um lula do hemisfério norte), Obama está acuado pelo stablishment militar e político (mesmo dentro do seu próprio partido).

Desde o início do governo colocou militares em posições chaves, que deveriam ser ocupadas por indivíduos pensantes, designou pessoas que não correspondiam em nada ao discurso de campanha, muito pelo contrário, assumidamente conservadoras e reacionárias.

Fez (e tem feito), nomeações equivocadas, pressionado pelo senso comum (via de regra estúpido) e, talvez, como todo político, pensando nas próximas eleições e querendo ficar "de bem" com o populacho.

Sua única vitória (e promessa de campanha cumprida), foi a aprovação da alteração do sistema de saúde, mas isso foi ofuscado pelo resto (guerras, economia, etc.).

A continuação da ocupação do Iraque e do Afeganistão, as pressão sobre o Iran e Coreia do Norte, ameaças ao Paquistão e Síria, satisfazem as vontades dos militaristas, que se sentem cada vez mais fortes (e populares).

Sabidamente esse grupos querem assumir o poder e mantê-lo, por um longo, longo tempo e fazer os americanos provarem o gostinho de uma ditadura, como fizeram com o resto do mundo.


sábado, 29 de maio de 2010

Voto obriogatório

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A Datafolha fez um pesquisa em relação ao voto obrigatório, como era previsível, a posição contrárias ao voto obrogatório estão nas regiões metropolitanas e nas camadas com maior escolaridade.



Comentários Politicamente (In)Corretos
O voto obrigatório foi imposto para legitimar os vários periodos autoritários, incluindo o da milicanagem de 64.

Foi mantido, infelizmente, pelos que pagam (de várias formas), pelos seus votos, tenham garantia de entrega da "mercadoria", pelos que controlam os vários currais eleitorais e para dar emprego em uma imensa estrutura judiciária.

O voto obrigatório é uma afronta à democracia.