Mostrando postagens com marcador clã sarney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador clã sarney. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dilma do Maranhão

.
Do jornal O ESTADÃO

Eugênia Lopes / TEXTOS e Andre Dusek/ FOTOS - O Estado de S.Paulo
.
Do jornal O ESTADÃO

Por Eugênia Lopes

Passava das duas horas da tarde de quarta-feira, quando a governadora do Maranhão e candidata à reeleição, Roseana Sarney (PMDB), desceu de um helicóptero imaculadamente branco na pequena e empoeirada Nina Rodrigues, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes a 175 quilômetros de São Luís. Era mais um dia da opulenta campanha da peemedebista - que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, como seus principais cabos eleitorais.

Numa espécie de clonagem, toda a campanha e os programas eleitorais de televisão de Roseana são muito parecidos com os de Dilma. Assim como a petista, a governadora é apresentada como "guerreira". A cor predominante também é o vermelho. "É coincidência", diz Roseana, que contratou o marqueteiro Duda Mendonça como consultor de campanha. A de Dilma é tocada pelo publicitário João Santana.

Mais do que Dilma, a presença de Lula é ostensiva na campanha. "Sou Dilma, sou Roseana", diz Lula, logo na abertura do programa, fazendo as vezes de apresentador. "Vote Dilma presidente, Roseana governadora", emenda o presidente. "Roseana e Dilma muito me ajudaram. Peço ao povo do Maranhão para eleger Dilma presidente e Roseana governadora." Lula também pede voto para a reeleição do senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB), de quem diz ser muito amigo, e para João Alberto (PMDB), outro aliado da família Sarney que disputa o Senado.

Estado com os piores índices sociais do País e sob o comando da oligarquia dos Sarney há quatro décadas, o Maranhão simplesmente ignora as denúncias contra o clã. À exceção de um candidato do PSOL ao Senado, Paulo Rios, ninguém fala dos escândalos envolvendo o patriarca, senador José Sarney (PMDB-AP), e a própria Roseana - há duas semanas, por exemplo, o Estado revelou que documentos nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora e seu marido, Jorge Murad, simularam em 2004 um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior. "Eles (os Sarney) são iguais a índio: inimputáveis", diz José Reinaldo (PSB), ex-governador e ex-aliado dos Sarney.

Contrastes. Mal o helicóptero que carregava Roseana aterrissa em Nina Rodrigues e duas centenas de crianças correm numa espécie de coreografia ensaiada para abraçar e beijar a governadora. A candidata veste calça jeans skinny, blusa estampada de grife, tênis vermelho e boné da mesma cor, com o símbolo do PMDB. De adereço, só um brinco em forma de estrela, com pequenos pontos dourados.

Momentos antes de sua chegada, um caminhão-pipa molha as ruas de terra numa tentativa infrutífera de aplacar o calor e baixar a poeira. Uma estrutura de campanha exuberante antecede a vinda da governadora: dezenas de utilitários de luxo - todos com enormes adesivos de Roseana ao lado de Lula e Dilma - carros de som, trio elétrico, fogos em profusão e seguranças.

Material com propaganda de candidatos dos 16 partidos que compõem a coligação de Roseana é fartamente distribuído pelas ruas da cidade. O aparato grandioso se repetiu em todos os três municípios visitados, na quarta-feira, por Roseana, numa jornada que se estendeu das duas da tarde até as 22h30. Realidade bem diferente vivem seus adversários. Sem dinheiro, Jackson Lago, do PDT, e Flávio Dino, do PC do B, fazem uma campanha bem mais modesta.

Traição. Além dos recursos escassos, Lago convive hoje com a traição de prefeitos de seu partido que se bandearam para o lado de Roseana. Para receber a governadora em Nina Rodrigues, a prefeita Iara Quaresma, do PDT, decretou feriado na cidade: nem escolas nem serviço público funcionaram na quarta-feira. A adesão da pedetista à governadora do PMDB teve um preço: a promessa de construção da ponte que ligará o município a São Benedito do Rio Preto. "Votei no Jackson na eleição passada, mas quem trouxe obras para o município foi a Roseana. Meu sonho é essa ponte, e ela prometeu que vai fazer", diz Iara, ao justificar o voto na peemedebista.

Seis horas mais tarde, em Itapecuru Mirim, cidade com cerca de 90 mil habitantes, o vereador Biné dos Picos, do PDT, também dava desculpa semelhante para votar em Roseana.

"Represento um povoado de 17 mil habitantes, que ganhou uma praça, uma escola de segundo grau e água encanada para 600 famílias desde que a Roseana voltou para o governo. Hoje, ela prometeu reformar a rodoviária do povoado", conta Biné, que levou 150 pessoas em quatro ônibus para ajudar a encher a Praça Gomes de Souza, bem em frente à Prefeitura de Itapecuru.

Em suas andanças na quarta-feira, Roseana ouviu apenas uma crítica. Foi em Vargem Grande, município de 50 mil habitantes, onde candidatos a deputado aproveitaram o comício para reclamar do sistema de abastecimento de água da cidade. "Ainda existe uma dificuldade imensa de água na torneira", critica Fábio Braga, do PMDB. "Fiquei fora sete anos e ninguém se incomodou com o problema de água aqui", contrapõe Roseana.

"Desgoverno". Todas as mazelas do Maranhão são debitadas aos últimos sete anos em que a família Sarney esteve fora do poder. Nem parece que o Estado foi praticamente governado nas últimas décadas pelo clã, aí incluída a própria Roseana, que comandou o Maranhão entre 1994 e 2002. Ao deixar o governo, ela elegeu seu sucessor, o então vice-governador José Reinaldo, hoje adversário ferrenho dos Sarney. A hegemonia só foi quebrada com Jackson Lago, que ficou de janeiro de 2007 a abril de 2009 no governo do Estado.

É só subir no palanque e governadora começa a atacar os "sete anos de desgoverno" e a repetir suas realizações nos últimos 16 meses em que está no comando do Estado. Até a descoberta de gás em Capinzal do Norte pela OGX, do empresário Eike Batista, vai parar na conta das benfeitorias de um ano e quatro meses de Roseana à frente do governo maranhense.
A pouco mais de um mês das eleições, ela conta hoje o apoio da maioria esmagadora dos 217 prefeitos de Maranhão. E desta vez, segundo seus próprios adversários, não são apenas cidadezinhas do interior. Dos dez maiores municípios do Estado, cinco trabalham por sua reeleição.

Comentários Politicamente (In)Corretos

As cidades do interior do Maranhão recebem melhorias e esmolas em conta gotas, cada eleição uma coisinha básica, água, luz, um ambulância, assim o clã se perpetua, de eleição em eleição, agora com a ajuda da canalhice PeTralha.

sábado, 14 de agosto de 2010

O capo di tutti capi Sarney apronta mais uma

.
Do jornal O Imparcial, do Maranhão

Lançamento de 'Honoráveis Bandidos' em Imperatriz acaba em bala


O campus da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Imperatriz, foi palco de um confronto entre mais de 200 pessoas, na última quinta-feira (12), onde acontecia o lançamento local do livro “Honoráveis Bandidos”, do jornalista Palmério Dória. Testemunhas contam que um ônibus trazendo jovens integrantes de uma caravana de movimentos juvenis chegou ao auditório da Uema no momento em que o líder camponês Manoel da Conceição, um dos fundadores do PT maranhense, pronunciavase.


O livro, lançado em 2009, traz um apanhado histórico sobre a ascensão de José Sarney ao poder, no Maranhão e no Brasil. Enquanto mostra o traçado de momentos da vida política do então presidente do Senado, o livro tem sido identifi cado como combustível para confrontos entre aliados e oposição à família Sarney.Alguns jovens manifestaram-se em comentários em redes na internet dizendo que o volume lançado em Imperatriz seria uma “armação” arquitetada para desfi gurar a campanha política na região tocantina do estado.

O grupo começou uma pancadaria no local e foi necessária a intervenção da Polícia Militar (PM). O coronel Zanoni, comandante da PM em Imperatriz, disse que houve cerca de dois feridos por conta da luta, com pedras, entre jovens participantes do lançamento e os outros de oposição a biografia de José editada na obra de Palmério Dória.

O lançamento do livro em São Luís, ocorrido em novembro de 2009, também foi marcado por uma confusão similar a que ocorreu em Imperatriz. Durante o evento, realizado

no sindicato dos Bancários houve pancadaria, confusão e bate-boca.

A Polícia Militar negou que tenha disparado tiros com bala de borracha para conter a confusão no Campus da UEMA em Imperatriz,. O lançamento do livro tem sido motivo para o embate político entre aliados e oposição, no Maranhão.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Para visitar o Maranhão dos sarneys, é bom colocar na bagagem um colete à prova de balas e uma pistola com bastante munição (importada para não ter risco de falhar).

sexta-feira, 26 de março de 2010

"Aqui pouco importa se a pessoa é rica ou pobre, famosa ou não"

.
"Aqui pouco importa se a pessoa é rica ou pobre, famosa ou não"

Palavras de Doris Leuthard, presidente de Suíça, ao ser perguntada se o fato de fernando sarney ser filho de um ex-presidente e presidente do senado do Brasil, garantiria algum tratamento especial sobre os US$ 13 milhões ilegais que foram aprendidos pelas autoridades suiças .

Sobre o destino dos US$ 13 milhões não declarados, informou que a grana até poderia ser devolvido ao Brasil. Mas para isso a justiça brasiliera deveria condenar o dono da conta.

Comentário Politicamente (In)Correto

Se o retorno do dinheiro ao país depende da condenação de um membro do clã sarney, esqueçam, o brasil nunca mais vai ver esse dinheiro.

Ninguém descobriu ainda a origem do dinheiro???? hahahahahaha.

Tenho uma inveja de lugares minimamente civilizados, que tratam criminosos...... como criminosos, sejam eles políticos, juízes, "celebridades", ou apenas ricos.

Já na E$bórnia, o presidente analfabeto lula da silva fica indignado quando se exige que os crimes de sarney sejam investigados e punidos, e ainda tem a cara de pau de dizer que sarney não é uma pessoa comum.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Conta de US$ 13 milhões de filho de Sarney é bloqueada na Suíça

.
Rastreado a pedido da Justiça brasileira, depósito não foi declarado à Receita, Suíços retiveram recursos quando Fernando Sarney tentava transferi-los para paraíso fiscal

Por LEONARDO SOUZA e ANDREZA MATAIS

O governo suíço achou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada pelo filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil.

Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal, segundo a Folha apurou.

O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Nesse inquérito, Fernando já foi indiciado por formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Recursos no exterior não declarados à Receita caracterizam sonegação de tributos e geralmente são frutos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney são alvo do fisco e da PF sob a suspeita desses crimes.

O bloqueio determinado pelos suíços ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos daquele país para o principado de Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal entre a Áustria e a Suíça.

Trata-se de um bloqueio administrativo, adotado preventivamente quando há suspeitas sobre a natureza do dinheiro. Se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, como corrupção ou fraude bancária, o bloqueio passa a ter caráter criminal, e os recursos podem ser repatriados ao país de origem.

Procurado pela reportagem, Fernando disse que não comentaria o assunto. Em 2009, em entrevista ao jornal, ele negou operar contas no exterior.

A Folha também entrou ontem em contato com o escritório do advogado do empresário, Eduardo Ferrão, mas ele não pôde atender a ligação porque estava numa reunião com o pai de Fernando, José Sarney.

Essa é a segunda conta no exterior movimentada por Fernando que foi rastreada pelas autoridades brasileiras e não informada à Receita Federal.

Como a Folha revelou no início do mês, o governo chinês já havia informado o Ministério da Justiça que Fernando transferiu em 2008 US$ 1 milhão de uma conta no Caribe para Qingdao, na China. A ordem foi assinada de próprio punho pelo empresário.

Segundo as autoridades chinesas, os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (uma empresa, pelo nome, de acessórios de bicicleta), exatamente como estava escrito no ordem bancária. Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito.

Tanto no caso da Suíça quanto no da China, as contas não estão diretamente no nome de Fernando, mas no de "offshores" -empresas localizadas no exterior, normalmente em paraísos fiscais. A conta suíça estava registrada em nome de uma empresa chamada Lithia. Fernando consta nos registros da conta como único autorizado a movimentá-la, segundo a Folha apurou.

As autoridades brasileiras aguardam novas informações dos governos estrangeiros para decidir quais passos serão tomados a partir de agora.
A Receita continua a auditoria da família Sarney -as empresas e várias pessoas físicas. A devassa começou em 2008 a partir do trabalho da PF. Os fiscais já detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.

Na Operação Faktor, a PF interceptou com autorização judicial diálogos e e-mails de Fernando, de familiares e de amigos. Nessas conversas e mensagens, eles tratavam, às vezes em código, de transações no exterior. Numa, o filho de Sarney fala sobre levantar "dois americanos" -US$ 2 milhões, no entendimento da PF.

A movimentação constante de contas ilegais pode caracterizar o que o direito penal define como "crime continuado". Segundo investigadores do caso, a prática pode justificar uma prisão em flagrante.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tudo muda mas continua igual, no maranhão e no PT

.
PT maranhense vai apoiar roseana sarney.


O grupo PeTralha favorável ao apoio à governadora roseana sarney venceu a eleição para o comando estadual do partido, numa disputa marcada por acusações de fraude entre os concorrentes.

Mas como era de se esperar, a Executiva Nacional do PT decidiu manter o resultado da eleição, com voto dos filiados, que deu a presidência da legenda no Maranhão ao ex-superintendente do Incra raimundo monteiro.

Domingos Dutra, outro resistente dentro do PT, que briga com unhas e dentes contra a dinastia sarney afirmou:

"Nós somos a favor da aliança do PMDB com a ministra Dilma Rousseff, com o PT nacional, mas não somos obrigados a apoiar lideranças incompatíveis com a nossa dignidade e com a nossa história, como o senhor José Sarney e a dona Roseana".

Há boatos e fortes indícios que a grana e outras ações do clã sarney "ajudaram" a eleição de raimundo monteiro.

Comentário Politicamente (In)Correto

Como se vê, a petralhada mostra bem a sua cara, vai apoiar a manutenção do atraso e o feudalismo maranhense em troca do apoio do clã e quadrilhas associadas à candidata dilma da silva.

Domingos Dutra foi quem escreveu e distribuiu no congresso o texto "sarney, o camaleão", mostrando toda a picaretagem do clã nas últimas décadas.

O texto foi publicado no Montado num Porco.

PS. O PT, como se vê, é um partido tão pós modernos, que pode ser chamado de ocaso-do-moderno, principalmente no Maranhão.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O juiz joga de um lado apenas, o seu e dos amigos! Continua a censura ao Estadão.

.
Desde 31 de julho, o Estado está proibido de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou e indiciou o empresário fernando sarney, filho do presidente do Senado, josé sarney (PMDB-AP).

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal instaurou a censura judicial, em sentença dada por um afilhado e indicado por sarney para essa "corte". proibida pela Constituição. O recurso foi arquivado por 6 votos a 3.

O jornal vai recorreu da censura que sofre a 136 e perdeu, votaram contra o recurso 6 dos 9 juízes indicados politicamente para àquela corte.

Cronologia do caso
(do Estadão online de hoje)

10/6

Estado revela a existência de mais de 300 atos secretos para criar cargos, aumentar salários e nomear parentes e amigos de políticos para o Senado. Conversas telefônicas comprovaram o envolvimento do presidente da Casa, José Sarney, e a prática de nepotismo. Uma das nomeações que aparecem é a de um neto de Sarney no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA)

18/6

A comissão de sindicância que analisa os atos secretos do Senado divulgou que detectou cerca de 650 decisões mantidas sob sigilo nos últimos anos. O levantamento identificou que muitos boletins contêm mais de um ato


20/6

Jornal publica reportagem mostrando que Amaury de Jesus Machado, conhecido como "Secreta", mordomo da casa de Roseana Sarney, filha de Sarney, é funcionário efetivo do Senado e ganha em torno de R$ 12 mil. Ele deveria trabalhar no Congresso, mas desde 2003 dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília


23/6

Estado revela que dois funcionários que trabalham na Fundação José Sarney, em São Luís (MA), são assessores do Senado. Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho ganhou o cargo em 1995, com salário de R$ 7,6 mil. Já Fernando Nelmásio Belfort esteve na folha de pagamento da Casa entre agosto de 2007 e abril de 2009


25/6

Reportagem do Estado mostra que o esquema do crédito consignado no Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney, neto de José Sarney. De 2007 até a época da denúncia, a Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda, empresa de José Adriano, recebeu autorização de seis bancos para intermediar consignados aos servidores


16/7

A Operação Boi Barrica esbarrou em provas contra o grupo do empresário Fernando Sarney,
filho de José Sarney. A PF divulgou que o grupo usava o poder do sobrenome Sarney para ter acesso a ministérios e estatais. Há conversas dos investigados com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, indicado de Sarney. Fernando foi interrogado na PF do Maranhão


22 e 23/7

Estado publica diálogos gravados entre 30 de março e 2 de abril de 2008, que mostram a articulação para nomear Henrique Dias Bernardes, namorado de Maria Beatriz, filha de Fernando Sarney. As ligações amarram Sarney a Agaciel Maia na prestação de favores por meio de atos secretos


31/7


O desembargador Dácio Vieira, do TJ-DF, proibiu o Estado de publicar reportagens da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney


1/8

Jornal revela que Dácio Vieira, ex-consultor do Senado, é do convívio da família Sarney e do ex-diretor da Casa, Agaciel Maia.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e outras entidades criticam decisão. Vieira foi um dos convidados presentes ao casamento de Mayanna Cecília, filha de Agaciel. Sarney foi padrinho do casamento


5/8

Amparado na artigo 35 do Código de Processo Civil, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira pede que o desembargador que censurou o Estado se declare suspeito para tomar decisões no processo. A exceção de suspeição é protocolada no próprio Tribunal de Justiça do DF. O requerimento sustenta que há laços entre Dácio Vieira, Fernando Sarney e Agaciel Maia. E que o desembargador prestou serviços ao Senado durante largo período


12/8

Estado entra com mandado de segurança. O recurso tem o objetivo de garantir o reconhecimento de direito líquido e certo, incontestável, que está sendo violado ou ameaçado por ato ilegal ou inconstitucional de uma autoridade

13/8

O desembargador Waldir Leôncio Cordeiro, da 2.ª Câmara Cível do TJ, mantém censura ao jornal, ao não acolher pedido de liminar no mandado de segurança

14/8

O desembargador Vieira conclui que é competente para julgar o processo. Caso segue para Conselho Especial do Tribunal de Justiça. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), critica censura ao Estado. Entidades continuam a repudiar a censura


21/8

Estado ingressa com nova exceção de suspeição do desembargador Dácio Vieira. A base do recurso é extraída da própria decisão de Vieira, quando ele ignorou um primeiro pedido para que se declarasse suspeito no caso


15/9

O TJ-DF declara Dácio Vieira suspeito para decidir sobre o pedido de censura ao Estado. A decisão afasta o desembargador do caso. No mesmo dia foi indicado o novo relator, Lecir Manoel da Luz


30/9


Desembargadores da 5.ª Turma do TJ-DF decidem manter o Estado sob censura, consideram que o foro competente da Operação Boi Barrica é a Justiça do Maranhão e determinam que o caso seja transferido para lá


13/10

Os desembargadores do Conselho Especial do TJ-DFrejeitam recurso do Estado


6/11

Diário da Justiça publica acórdão que permite veículos de comunicação sob censura entrarem com reclamação diretamente no STF. O texto também deixa claro que a Constituição garante à imprensa o direito de revelar "as coisas respeitantes à vida do Estado e da própria sociedade"


17/11

Estado entra com recurso denominado reclamação pedindo a "pronta suspensão" da censura no STF. Documento ataca ponto a ponto o decreto de censura

10/12

Numa decisão que discutiu aspectos técnicos e não o mérito, o STF - por 6 votos a 3 - rejeitou recurso do Estado contra a censura. A mordaça continua em vigor.

A ONU, através do relator da ONU para defesa da liberdade de expressão, Frank La Rue, enviou ao Itamaraty carta pedindo explicações sobre a mordaça no jornal e cobrando solução do caso, mas até o momento foi solenemente ignorado. O Itamarati, assim como toda a máquina governamental, está mais preocupado em fazer a dilma aparecer para a eleição do ano que vem.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

No maranhão da roseana e do velho sarney

.
A Companhia de Água e Esgotos do Maranhão (Caema) vai diminuição a vazão e fazer rodízio de água, pois as tubulações do sistema Italuís precisam ser trocadas. Uma adutora desse sistema rompeu na madrugada do último domingo.

A diminuição da vazão vai impedir que o Italuís volte a romper de novo e os poucos bairros com abastecimento diário entrarão no sistema "dia sim - dia não".

Inaugurado em 1983, o sistema Italuís, que abastace 60% dos bairros da capital maranhenese, já está entrando em colapso. As reclamações oscilaram entre a falta de água e a má qualidade do liquido, que segundo moradores apresenta cor e cheiro inadequados.

Comentário politicamente (in)correto

Padrão de obra pública da família sarney gente!!! A parte podre para a obra, a boa para a família!!!
.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

sarney, o camaleão – parte 1

CASSAÇÃO INJUSTA DO GOVERNADOR DO MARANHÃO!

Deputado Domingos Dutra (PT-MA)

O Senador José Sarney vem se especializando em cassar adversários, invertendo na justiça o poder que lhe foi negado no voto, presenteando com mandato quem perdeu as eleições. No Amapá Sarney é acusado de articular a cassação do Senador João Capiberibe e da Deputada Janete Capiberibe, cassados por suposta compra de dois votos pelo valor de R$ 26,00 (vinte e seis) reais. Agora o Senador tenta cassar o Governador do Maranhão Jackson Lago para presentear a sua filha Roseana e em Barreirinhas, o petista Dr. Miltinho para entregar a prefeitura ao seu sobrinho Albérico Filho. O Senador Sarney tem 55 anos de mandato. A última eleição que disputou pelo Maranhão foi em 1978. Em 1990, o mesmo refugiou-se no Amapá, que era território e foi transformado em estado em 1988 quando era Presidente da República. Nestas cinco décadas, Sarney pessoalmente e através de seus vaqueiros tratou o Maranhão como sua fazenda e o povo como seu gado, interferindo nas indicações e eleições de todos os governadores até 2006. Em 2006, no segundo turno, em uma eleição plebiscitária, Jackson venceu Roseana, interrompendo 40 anos de desmandos. Inconformada Roseana Sarney impugna no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o diploma de Jackson Lago, fazendo 11 acusações de abuso de poder econômico, compra de votos e abusos de poder político contra o governador eleito . O julgamento começou na noite do dia 03 e terminou na madrugada do dia 04 de março com a cassação do governador por 4 a 3. Das 11 acusações o Relator Eros Graus rejeitou 6 e acatou 5. O Ministro Lewandowski, rejeitou 10 acusações, acatando apenas 01 denúncia de compra de votos. Os Ministros Felix Fischer e Fernando Gonçalves rejeitaram 09 e acatando apenas 02 acusações de abuso de poder político.

Os dois últimos Ministros Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani inocentaram Jackson de todas as denúncias. Com isto a bola ficou nos pés do Presidente Aires de Brito, que desempatou a partida dando o quarto voto que cassou o governador por abuso de poder político. Jackson Lago foi cassado por 4 a 3, acusado de ter cometido um "crime hediondo" chamado de abuso de poder político, recebendo de quatro ministros a pena capital de cassação do mandato. O que fez Jackson de tão grave a ponto de ser cassado por Roseana? O cidadão Jackson Lago participou em abril de 2006 do aniversário da cidade de Codó, ato que contou com aproximadamente 500 pessoas e discursou em uma reunião de lançamento do PRODIM na cidade de Pinheiro em maio de 2006 para cerca de 50 pessoas. Foram estes dois eventos com pouco mais de 500 pessoas, seis meses antes das eleições, que a Senadora acusa de ter lhe derrotado com uma diferença de quase 100 mil votos no segundo turno. O pior é que esses dois eventos anularam todos os mais de 1.400.000 (hum milhão e quatocentos mil) votos que Jackson Lago teve no primeiro turno. Você acredita Nisso? Pois isso aconteceu! Marrapá! Só na caixa prego! A participação de Jackson Lago no aniversário de uma cidade e em uma pequena reunião seis meses antes das eleições não é suficiente para justificar pena tão dura de cassação de mandato conquistado pela vontade limpa do povo, após anos de suor, lágrimas e sangue de muitos maranhenses. As ações do Senador José Sarney e de seu grupo político merecem reflexão e repúdio de todos os maranhenses: Eles acusam os maranhenses de venderem o voto para Jackson. Eles anulam o seu voto sem que você tenha cometido qualquer ilegalidade no dia da eleição. Eles cassam um governador de Estado com uma só lapada. Eles querem empossar Roseana de qualquer jeito. Não entra na cabeça de ninguém que Jackson Lago, homem simples, sem mandato e sem posses possa ter derrotado com abuso de poder político um grupo cujo cacique tem 55 anos de mandato, com a filha e o filho no parlamento há anos, controladores dos meios de comunicação do Estado; proprietários de empresas variadas; donos de ministérios e cargos públicos federais em vários cantos do País; possuidores de patrimônios milionários e que usaram e abusaram do prestígio, da imagem e da voz do Presidente Lula na campanha.

Será que o Senador Sarney e sua gente tem coragem de se olhar no espelho e perguntar: espelho, espelho meu, tem gente que usa e abusa do poder mais do que eu? Inacreditável! Mas como as escrituras anunciaram que no final do mundo o antecristo ía aparecer, ele apareceu e fez Jackson Lago ser cassado, acusado de abusar do poder contra os pobres dos sarneys. A batalha não está perdida. O Tribunal Superior Eleitoral ainda pode rever sua decisão. Temos ainda o Supremo Tribunal Federal, protetor dos direitos constitucionais violados e o povo maranhense, verdadeiro dono do poder, como diz a Constituição. Na democracia o poder se conquista no voto e não por golpe. Não somos sapos para morrer debaixo do pé do boi. O Maranhão não é uma capitania heredidária para ser herdado. O nosso povo não é gado para ser pisado e humilhado pela oligarquia Sarney. A nossa liberdade será agora ou nunca será, pois se o Governo do Maranhão cair novamente nas mãos dos sarneys, murads e carcarás serão mais 40 anos de perseguições, miséria e pobreza. Se o Senador Sarney insistir em tomar o governo na marra, poderá haver uma tragédia no Maranhão e ele será o único responsável. Temos que honrar nossos antepassados e defender nossa honra, nossa alma, nossa dignidade e nosso voto. Na noite do julgamento o Governador Jackson declarou que está disposto a sacrificar a própria vida em defesa do voto popular. O Governador Jackson Lago pode contar comigo! Pois é mais digno lutar e ter uma alma honrada a ser um morto vivo.
.