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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Porque Marina foi defenestrada do PV.

Manobra eterniza caciques políticos

Por Cristian Klein
Descrição: João Brito/Folhapress - 19/6/2010/João Brito/Folhapress - 19/6/2010Brusadin: "As comissões dão amplos poderes. Ainda vou escrever o livro 'Pequenos partidos, grandes negócios'"

Nem o capital político de quase 20 milhões de votos (19,3%) acumulado por Marina Silva na última eleição presidencial foi suficiente para que ela tivesse voz no PV. Sem espaço, a ex-senadora sentiu-se obrigada a sair do partido, controlado desde 1999 pelo deputado federal paulista, e bem menos conhecido, José Luiz Penna.
A situação de Marina, hoje desabrigada e à procura de uma agremiação pela qual se candidatar, mostra como é forte o poder das burocracias partidárias na política brasileira e expõe um sistema no qual legendas são dominadas por um único dirigente ou uma oligarquia deles.
O mecanismo pelo qual esse domínio é possível aparece em denúncias e reclamações esparsas, mas que vem ganhando cada vez mais atenção. São as comissões provisórias, previstas pela legislação como forma de organização num momento embrionário do partido mas que se perenizam e mantêm por anos dirigentes no comando das siglas.
É o caso de Penna, no PV; do ex-deputado federal Roberto Jefferson, no PTB; e do deputado Valdemar Costa Neto e do senador Alfredo Nascimento, no PR.
Geralmente mais associado a partidos fisiológicos e de direita, o controle da sigla por grandes caciques, no entanto, independe de ideologia e abrange partidos mais à esquerda, como o PDT, do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que assumiu a legenda após a morte de Leonel Brizola, em 2004, e o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que herdou a liderança do avô, Miguel Arraes.

Em comum entre esses partidos está a alta taxa de comissões provisórias, seja no nível municipal ou no estadual. Em levantamento feito para o Valor, o cientista político e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM/Cebrap), Fernando Guarnieri, analisou o percentual de comissões provisórias de todos os 27 partidos em relação à sua presença nos municípios.
Apenas os dois maiores partidos, PT (20%) e PMDB (28%), são constituídos largamente por diretórios municipais em vez de comissões provisórias, o que indica uma maior descentralização de poder interno.
Enquanto os diretórios, compostos a partir de eleições e com mandatos fixos, têm autonomia para tomar as principais decisões locais, as comissões provisórias são nomeadas pela instância imediatamente superior e podem ser destituídas a qualquer momento.
O modelo cria uma relação de dependência que é assim resumida pelo ex-presidente estadual do PV em São Paulo, Maurício Brusadin: "Um cacicão (nacional) protege um cacique (estadual), que protege um caciquezinho (municipal). É um sistema perfeito, a la "Matrix" [o filme]. Não tem como divergir ou se revoltar. Porque quem fala contra é expurgado", afirma o economista, de 36 anos, que estava havia 18 no PV e saiu da legenda junto com Marina Silva.
Brusadin diz que o movimento de "transição democrática", liderado pela ex-senadora, conseguia "encher as reuniões de filiados, mas os dirigentes não iam", temerosos de perder seus cargos, como acabou ocorrendo com ele.
Os números mostram que não foi por menos que Marina Silva e seu grupo foram derrotados na queda-de-braço com o presidente do partido, José Luiz Penna. Ao lado do PR, o PV é a legenda mais centralizada, com a maior taxa de comissões provisórias, 98%, perdendo apenas para o PRB, sob a influência da Igreja Universal do Reino de Deus, cujo índice é de 99%.
A situação nos municípios é quase um espelhamento de como os partidos estão organizados no nível estadual. O PT tem diretórios estaduais em todas as 27 unidades da Federação. O PV e o PR, em nenhuma. Todas são comissões provisórias.
"As comissões permitem que o dirigente da instância superior tenha amplos poderes, decida tudo, quem é o candidato a prefeito, quem pode aparecer no horário eleitoral... Os filiados não têm direito a voto. É muito injusto", reclama Brusadin.
O economista faz o mea culpa por ter aceitado o "jogo de ascensão complexo", no qual era subserviente e "não podia discordar do rei", mas contra o qual se voltou nos últimos quatro anos de partido. Um jogo cujas regras não escritas incluíam agrados, como whisky no fim do ano, e obediência ao dirigente imediato do partido, em uma "cultura do medo insuportável".
A principal crítica de Brusadin é contra os acordos escusos, caracterizados como uma "venda do partido". O mais comum e decepcionante, conta, é quando a agremiação tem um nome que anima os filiados, com potencial de crescimento em determinada eleição municipal, mas o líder local ou acima dele impede o lançamento da candidatura própria e vende o apoio da sigla, em dinheiro ou cargos, para facilitar, em regra, a reeleição do prefeito. Haveria cobrança até para se garantir a candidatura na generosa chapa proporcional de vereadores, que permite a inscrição de dezenas de nomes.
Esse ambiente seria um dos principais motivos para desestimular a militância partidária e impedir o crescimento das siglas médias e pequenas, lamenta.
"O pensamento é o seguinte: se lá não temos muita chance, vamos arrendar o partido. Ainda vou escrever o livro 'Pequenos partidos, grandes negócios'", afirma Brusadin.
O cientista político Fernando Guarnieri preferiu escrever a tese de doutorado "A força dos partidos fracos", defendida na USP, em 2009. No trabalho, ele utiliza a taxa de comissões provisórias municipais como um indicador para medir a democracia interna dos partidos. Os resultados o levam a dividir as legendas em três categorias: poliárquicas (ou organizadas), oligárquicas (ou de organização mista) e monocráticas (ou não organizadas).
Na atualização e ampliação dos dados para os 26 Estados com órgãos municipais, feitas a pedido do Valor, o PT e o PMDB, com menos de um terço de comissões provisórias, pertencem à primeira categoria, dos mais democráticos. O PSDB (45%), o PCdoB (55%) e o DEM (59%), com taxas entre um terço e dois terços, são classificados no bloco intermediário. E as demais 22 siglas, com mais de dois terços de comissões provisórias, caem na categoria dos monocráticos.
Guarnieri afirma, contudo, que, mais do que uma coincidência ou um modelo maquiavélico, a proliferação das comissões provisórias atenderia a uma necessidade dos partidos médios e pequenos em busca de sobrevivência.
Como a tendência, pela primazia das eleições majoritárias, seria de concentração de força em dois ou três partidos, e esse espaço já está ocupado por PT, PMDB e PSDB, restaria aos demais adotar outro caminho. E as comissões provisórias serviriam a esse propósito. Em sua visão, elas são utilizadas estrategicamente para permitir aos líderes uma maior coordenação durante as eleições, lhes dando mais liberdade de fazer alianças e acordos.
"Por um lado, as comissões são obstáculos a um ambiente de maior democracia interna, mas, por outro, elas estruturam a arena eleitoral e dão estabilidade aos resultados", diz o pesquisador.
Guarnieri destaca que a força advinda dessa forma de (não) organização contraria o senso comum de que as eleições brasileiras seriam baseadas em um "bando de candidatos aleatórios" e que o poder dos políticos viria do controle sobre os votos de uma parcela do eleitorado. Antes de cultivar os votos, é importante garantir acesso a recursos dos partidos, como o tempo de propaganda de TV e, ainda mais primordial, o direito de se candidatar pela legenda - decisões que passam pela coordenação das burocracias partidárias.
O pesquisador lembra que o instituto das comissões provisórias, criado pela Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lopp), de 1971, é uma herança da ditadura militar e tinha como objetivo impedir a ascensão de candidatos indesejados na Arena, partido de sustentação do regime.
Para Maurício Brusadin, a legislação seguinte, de 1995, ainda "cheira a mofo", ao considerar como soberana apenas a Executiva nacional. Em sua opinião, deveria-se discutir uma espécie de Estatuto do Filiado, nos moldes em que se criou o Estatuto do Torcedor, para o futebol.
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) é contra grandes interferências na vida das legendas e defende a livre organização partidária. "É um princípio conquistado na luta contra a ditadura e faz parte da Constituição. Quem dá força ao partido são os eleitores", diz, ao lembrar que os filiados petistas podem escolher dos dirigentes locais ao presidente nacional. "O PT tem eleição direta. Mas a indireta é ilegítima? Não. Difícil definir o que é melhor. Não podemos obrigar", afirma.

Descrição: http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/11/08/arte25pol-102-comissao-a12.jpg

sábado, 9 de outubro de 2010

Não briguem pelos votos verdes, eles não existem.

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O ambientalismo brasileiro está exultando com os 19.636.359 votos de Marina Silva, mas é só porque não prestamos atenção.

Os quase 20 % de “votos verdes” obtidos implicariam que uma de cada cinco pessoas que você conheça colocariam o ambiente à frente de justiça social (Dilma) e saúde (Serra).

Os locais onde ela teve mais votos mostram a tendência real. Brasília não elegeu um único deputado do PV. Na cidade de Florianópolis onde ela fez um honroso segundo lugar, também o PV não fez deputado federal ou estadual. O candidato a deputado do PV mais votado em Florianópolis conseguiu míseros 982 votos entre quase 315 mil. Somados a mais outros gatos pingados, os candidatos do PV fizeram algo como 1% dos votos. Este é o tamanho da onda verde.

Os eleitores de Florianópolis e Brasília podem não ser ambientalistas mas prestam mais atenção que a média. Votaram contra a pirataria (Dilma) e a privataria (Serra) porque lêem mais e têm mais memória.

A ex-candidata é muito lúcida de repetir que os votos não são seus. Os votos de Barbalho, Roriz, Maluf e Curi têm dono porque são votos da troca de favores e do interesse individual. Voto de protesto não tem dono.

Ou talvez seria então a onda verde a eleição dos candidatos vegetais Tiririca e Mulher-Pera ?

A única onda verde desta eleição foi o tsunami dos mares de soja do Centro Sul para a banda de Serra. Verdadeira ingratidão com o PT que disponibilizou até um comunista de estimação (Aldo Rebelo) para destruir o código florestal e tentar atrair o voto dos fazendeiros.

O mesmo Aldo Rebelo antes da eleição foi ao Pontal do Paranapanema cavar uns votinhos dizendo para os pequenos agricultores soltarem o gado nas Reservas Legais. Se o nobre deputado prestasse atenção, se perguntaria porque a Reserva está verde e o capim tão seco e talvez sugerisse um dos muitos métodos agrícolas adaptados àquela realidade.

Onda verde é deputado federal incitando proprietário rural a cometer crime ambiental ?

Cito o professor FHC (não o presidente !). Não somos conservadores, somos atrasados mesmo. Somos pouco educados e não prestamos atenção.

E lembrando FHC, que perdeu a eleição para prefeito de São Paulo em 1985 porque gaguejou sobre a existência de Deus. Político que não acredita em deus nasceu morto. Os ateus são muito mais compreensivos com a necessidade de acreditar em deus dos religiosos, do que os religiosos são com as provas cabais da inexistência de deus.

O ambientalismo de Marina é 19.636.359 vezes menos importante que sua religião e sua posição clara e histórica contra o aborto.

Aos candidatos à presidência, visivelmente estafados, recomendo que não briguem pelos votos verdes, eles não existem.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PV tem uma oportunidade única de agregar as pessoas (eleitores)


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Particularmente acho que, tirando os picaretas oportunistas como Gabeira no RJ, alguns outros PVerdistas como os do Paraná e São Paulo (que imediatamente propuseram o  apoio a zé serra, já pensando na troca por algum cargo em um "futuro governo"), o PV tem uma oportunidade única de agregar as pessoas que tem a questão ambiental como ideologia e os que estão conscientemente descrentes e desconfiados com o que tem disponível, da corrupção petista ao resquício do corornelismo do DEM/PMDB, passando pela cretinice do PSDB.

Muitos dos votos que foram para o PV foram muito bem definidos pelo Elio Gaspari em poucas sentenças:

Pode-se supor que Marina Silva recebeu 10 milhões de votos sem culpa, movidos a emoção. Foram eleitores que usufruíram o direito de ficar longe de argumentos extremados como os do mensalão petista e da privataria tucana...... Os votos sem culpa não formam um curral. Eles são o contrário disso.

Se souber colocar os oportunistas (gabeira,sirkis - RJ, feldman - SP, burk - PR e outros bandidos), à margem do processo, esquecer ou mesmo fazer um mea culpa pelo apoio a renan calheiros em Alagoas, pode capitalizar e cativar o voto dos sem culpa e dos que não votam  na corrupção petista ou na cretinice tucana.

Um eleitorado variado, com os mais jovem, os com maior grau de instrução (logo com mais memória), os que se recusam a votar na corrupção pela ideologia e muitos dos que se recusam a trocar o "ser cidadão" pelo "ser consumidor", enfim do voto sem culpa e sem arrependimento.

Esperamos que o PV e Marina não façam caca (o risco é que ela continua grande admiradora daquele que é o chefe da quadrilha petralha, vulgo lula).

Se apoiar dilma ou serra, Marina vai perder muitos dos quase 20 milhões de votos e enterrar qualquer pretensão política, em nível nacional, de longo prazo.

FHC entrou pela frente, Dirceu pelos fundos

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 Coluna do Elio Gaspari, em vários jornais, hoje.


 No dia em que Marina Silva, uma pobre menina do Acre, nascida no seringal Bagaço, teve 19,6 milhões de votos, José Dirceu, o engenheiro da máquina petista na eleição vitoriosa de 2002, chegou cedinho para votar num colégio de Moema, em São Paulo. Entrou por uma porta lateral e saiu protegido por seguranças. Há quatro anos, nesse mesmo local, ouviu gritos de "ladrão". Na mesma manhã de domingo, Fernando Henrique Cardoso percorreu a pé uns poucos quarteirões e votou no Colégio Sion, o prédio onde, em 1980, um grupo de sindicalistas fundou o Partido dos Trabalhadores.

Algo está acontecendo debaixo dos olhos do comissariado petista. Mais: os resultados trouxeram sinais de que algo está acontecendo debaixo dos olhos do eleitorado. Com 255 mil votos, o deputado federal mais votado do PT de São Paulo foi João Paulo Cunha, réu do processo do mensalão. Numa bancada que já teve Florestan Fernandes e Hélio Bicudo, o líder do PT na Câmara, Candido Vaccarezza, chegará à Câmara numa coligação beneficiada pelos 1,4 milhões de votos dados ao palhaço Tiririca, "pior do que está, não fica". Em Boa Vista, um colaborador de Romero Jucá (PMDB), líder do governo no Senado, ao ver a Polícia Federal, jogou um pacote com R$ 100 pela janela do carro.

Quando Marina Silva se juntou aos movimentos da igreja e ao PT nas causas do andar de baixo do Acre, Erenice Guerra, a filha de um pedreiro, militava nas bases cristãs e no jovem PT. Uma chegou ao Senado, a outra à Chefia da Casa Civil. Uma saiu do PT e festejou 19,6 milhões de votos, a outra tem os filhos depondo na polícia por conta de maracutaias urdidas no Planalto e na Anac.

O comissariado menosprezou Marina Silva. Esse tipo de erro é neutro. Resulta da impossibilidade de se prever o desempenho de um adversário. O comissariado menosprezou também a descoberta do Ereniçário, um "factoide", segundo Dilma Rousseff. Aí não se tratou de um erro neutro, mas de um produto da soberba petista.

Pode-se supor que Marina Silva recebeu 10 milhões de votos sem culpa, movidos a emoção. Foram eleitores que usufruíram o direito de ficar longe de argumentos extremados como os do mensalão petista e da privataria tucana. Na infância, o PT foi alimentado por esse tipo de voto, daqueles que não queriam trato com os náufragos da ditadura, nem com políticos que formavam aquilo que supunham ter sido uma oposição consentida. (Tremenda injustiça com Tancredo Neves, Franco Montoro e Ulysses Guimarães.)

Acreditar que um apoio formal de Marina afrouxe o cadeado aritmético dos 47,6 milhões de Dilma Rousseff é uma aposta arriscada. Os votos sem culpa não formam um curral. Eles são o contrário disso. Votos evangélicos saídos da fé podem ir para qualquer lado. Votos evangélicos produzidos por pastores e bispos eletrônicos possivelmente serão devolvidos a Dilma.

O que levará eleitores sem culpa a escolher entre Dilma e Serra será um processo complexo e imprevisível, ligado ao simbolismo que os candidatos constroem em torno de suas figuras. Foi isso que Marina conseguiu.

Por falar em simbolismos, na noite da vitória de 2002 José Dirceu teve um piti porque não foi levado ao pódio de Lula no palanque da festa, na Avenida Paulista. Passados oito anos, foi votar pelos fundos, enquanto FHC entrou pela porta da frente.

Marina capturou votos sem culpa. É preciso buscá-los no coração do eleitor

Cair de maduro

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Coluna da Dora Kramer de hoje, em vários jornais.

As duas semanas que Ma­­­rina Silva e o PV pedem para decidir qual apito tocarão para seus eleitores no segundo turno não cabem dentro dos 25 dias que faltam para a eleição.
Nem os candidatos Dilma Rousseff e José Serra podem esperar tanto nem a expectativa do público se sustenta durante tanto tempo.

Inclusive porque no fim Marina pode chegar à conclusão de que a neutralidade é a melhor posição. A posição do PV não importa, já que o centro mesmo das atenções é a senadora.
Decisões que demoram a sair, ainda mais em situações emergenciais como a do segundo turno da eleição presidencial. A procrastinação põe os personagens da história no sério risco de ser atropelados pelos fatos e pelas circunstâncias.

Os fatos já a partir de agora vão começar a surgir: as polêmicas, os programas do horário de rádio e televisão, a tomada de posição dos aliados país afora, a arrumação interna das campanhas, os acertos, os desacertos, uma série de coisas que vão acontecendo muito rapidamente e que podem fazer do apoio de Marina/PV um acontecimento vencido. Ou pior: aborrecido.

Guardadas todas as proporções, não custa lembrar a quem interessar possa que a escolha do vice da chapa do PSDB um dia foi assunto nobre e acabou naquela situação lamentável que todo mundo viu.

Ninguém é capaz de dizer ou informar com razoável grau de precisão o que vai acontecer com essa que hoje é a mais cortejada das noivas da política.

Primeiro, um parêntese: me­­­lhor ver PSDB e PT correr atrás de Marina que reverenciar o PMDB por causa de tempo de televisão e serviços prestados à “governabilidade”.

Ninguém consegue saber com segurança qual o rumo do PV porque nem o PV sabe.

O presidente do partido anunciou apoio a Serra, bem como figuras de destaque do PV como Fernando Gabeira e Fábio Feldman. Isso, aliado ao fato de “os verdes” estarem aliados aos tucanos em vários estados faz supor que o partido irá com Serra.

Convém, porém, não subestimar a capacidade de cooptação do governo e o fato de que é o presidente em pessoa quem procurará Marina para convidá-la a apoiar Dilma.

Apesar de todo os pesares, Marina simplesmente adora, no sentido religioso do termo, Luiz Inácio da Silva. De outro lado, abomina – no sentido pagão da palavra – Dilma.

Por isso a aposta geral é a de que ficaria neutra. Se apoiar Dilma, volta para uma campanha do PT. Se ficar com Serra, salta para o outro lado da margem sem escalas.

Para quem está chegando ao “grand monde” da política agora qualquer passo em falso é um risco, muito embora a paralisia tampouco seja a melhor conselheira.

Marina não é uma líder de massas. Tanto que tem gente chamando seus 20% de votos de “fenômeno”.

Se Lula com seus 80% de popularidade só conseguiu dar 47% para Dilma, Marina de repente faria 20% das pessoas que votaram nela por variados motivos – dos piores aos melhores – seguirem incontinenti sua posição?

E se só uma ínfima parte seguir, como ela fica?

Difícil, mas qualquer que seja a decisão será necessário apressá-la. Sob pena de os verdes acabarem caindo de maduro.

Embarque na onda
Os institutos contratados por campanhas e governos não “erraram”, cumpriram suas tarefas. As pesquisas saíram com a credibilidade arranhada, mas isso acontece em toda eleição e depois (lamentavelmente) passa.

Pior aconteceu com a imprensa em geral, nacional e estrangeira, que ficou na referência cega dos números, abstendo-se de pensar, de “reportariar”, de dar às amostragens sua devida dimensão.

Na melhor das hipóteses, as intenções de votos de Dilma alcançaram 55%. Cinco pontos é pouco para sustentar aquela certeza toda na decisão no primeiro turno.

Precisão
Na quinta-feira anterior às eleições, logo após o debate da TV Globo, o marqueteiro do PSDB, Luiz Gonzalez, revelava a um grupo de jornalistas o resultado do “tracking” (medições em série por telefone) daquele dia: 42% para Dilma, 31% para Serra e 20% para Marina. Mais preciso que a pesquisa da boca de urna.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobre o Vice de Marina Silva e as denúncias sobre danos ambientais

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Caros/as,

Quando o IBAMA corre para defender a Mata Atlântica, é sempre uma supresa, dado o estado de coisas que se vê ao longo de toda a costa brasileira sem que as otoridade federáu se manifestem. Maior ainda a supresa quando a eficiência (???) se traduz em ‘vazar’ para a imprensa uma ‘denúncia’ e uma ‘fiscalização’ sobre uma fazenda específica, quando prefeituras, loteamentos e empreendimentos turísticos inteiros barbarizam tudo o que resta de vegetação nativa do RS ao RN.

O que a corja petista que tomou de assalto os órgãos ambientais do Estado está fazendo contra o candidato a Vice de Marina Silva é, segundo conta gente da própria região e que teme as represálias do fascismo petista se assinar embaixo (não tem importância: eu mesmo assino, essa gentalha que me processe se quiser), pura armação para desgastar a única campanha capaz de barrar a demagogia lullesca e dilmenta apoiada no esmolismo e no peleguismo dos CCs e sindicatos clientelistas, vitaminada pelo dinheiro sujo do latifúndio e das grandes corporações que aderiram ao ‘petismo de resultados’ que vem destroçando o que resta de Natureza no Brasil com sua lógica de economia soviética imediatista.

O que segue abaixo sobre o estado real da fazenda do Guilherme Leal recebi de amigos baianos e é escrito em PVT por uma ativista do sul da Bahia que pediu pra não ter seu nome divulgado (ainda). Mas dá uma excelente idéia do contexto em que o des-governo, morto de medo do volume de votos que o PV terá, pretende usar das mesmas sujeiras que o Komissar da KGB Tarso Genro usou no Ministério da Justiça pra transformar a Pulissa Federal em geradora de factóides contra os adversários políticos. Agora é a vez de usar o IBAMA pra tentar sujar a imagem de Marina.

A resposta pra essa canalha temos de dar nas urnas, em outubro, fazendo uma votação mega para os candidatos verdes nas majoritárias e elegendo o maior número possível de parlamentares pró-conservação em todos os níveis.

Abrz.,

T.

Estamos acompanhando de perto. O denunciante é um Petista, trabalhando para a BAMIN e políticos da Região com práticas já conhecidas nessa linha. O jogo é bastante sujo. Fomos convidados a conhecer a área onde existe uma residência, três bangalôs e outros dois de apoio onde reúnem-se aqueles que estiverem na Fazenda (área comum para reuniões), além de um especial, por ter sido o primeiro, que é chamado de Oca.

Além disso, área para prática de esporte (campo de futebol com vestuário) , refeitório para empregados, horta, área de serviços (lavanderia, garagem, oficina, etc.)

Tudo que existe em qualquer fazenda de grande porte, mas com um nível e conceito bem diferente do que estamos acostumados a ver.

O mais importante, é o tratamento que é dado ao meio ambiente (captação de água de chuva, energia solar, fiação elétrica subterrânea, reflorestamento de áreas degradadas com árvores da mata atlântica, fossas sépticas , a preocupação com a justiça e sustentabilidade, tratamento acústico na “sala” dos geradores etc.) e ainda o projeto para catalogação das espécies de mata atlântica ali existentes, que tem quase toda a área de reserva.

Tem mais... Existe ali uma iniciativa interessante com uma cooperativa formada pelos empregados, que vendem o lixo gerado.

Acredito até que o empresário poderia ter construído um castelo convencional, mas optou por um modelo integrado com a natureza e respeitando a comunidade onde está inserida a fazenda, optando pelos trabalhadores que sejam da comunidade, gerando emprego, renda e capacitação, além de aulas de inglês, música, etc. É OUTRO MUNDO!

Eu sabia falar de um empreendimento sustentável, mas foi a primeira vez que vi de fato JUSTIÇA E SUSTENTABILIDADE.

Tomara tivéssemos Guilhermes desse espalhados pelo País inteira que sabe ganhar muito dinheiro respeitando o meio ambiente, o homem, fazendo a diferença. Rui conhece bem tudo isso, pois acompanhou desde a chegada do empresário aqui, toda a trajetória desde o sonho até a realização.

Ele tem um grande defeito: É CONTRA O PORTO SUL e PENSA SUSTENTÁVEL

Vamos que vamos...

sábado, 12 de junho de 2010

E o PV, fazendo caca de novo

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O PV, partido da Marina Silva, a Dona Doentinha I, continua aprontando.

Depois de vender a alma, o corpo e o sexo no Rio, para "ajudar" o gabeira, aquele picareta de tanguinha que a galera da zona sul acha que é sério e honesto, agora fez pior, em Alagoas, vai apoiar renan calheiros (uma das metástases da politica nacional), para a eleição a senador.

ISSO MESMO, O PV VAI APOIAR RENAN CALHEIROS AO SENADO EM ALAGOAS, COM AVAL DA DONA DOENTINHA I E ÚNICA.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Alguém duvida que a marina seja somente uma petralha pintada de verde?

Ninguém está pensando seriamente em voto nulo ou branco?

sábado, 23 de janeiro de 2010

E o PV........ aprontou de novo

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O PV, do gabeira e agora da marina silva, é outro daqueles partidos que se associam a qualquer coisa que garanta um cargo, um palanque ou uma boquinha.

Vide gabeira no Rio de Janeiro, que junto com o minc leão dourado, divide a tietagem dos cariocas que se acham policamente corretos da zona sul, da cidade que priscas eras já foi maravilhosa. São dois caras que se associam e aceitam qualquer coisa, troca de favores ou "companhero", desde que recebam em troca um apoio ou uma indicação para disputar qualquer cargo.

Pois bem, agora o PV aprontou no Paraná e o projeto de ter um candidato próprio ao governo do estado foi torpedeado.

vitor hugo burk que, para variar, é político profissional, advogado nas horas vagas e está ocupante a presidência do Instituto Ambiental do Paraná - IAP, foi condenado, em última instância, por improbidade administrativa.

A pena, por gastar com má fé o dinheiro público, foi só de 1 ano e 2 meses de "privação" da liberdade, claro que em regime aberto.

Mas como aqui é a E$bórnia, poderá (???) optar, ou seja, vai trocar a cana pelo pagamento de 25 salários mínimos (equivalente a R$ 12,7 mil), a entidades carentes, mais a prestação de oito horas semanais de serviços à comunidade, durante o período equivalente a pena decretada....... Assim fica fácil pagar cadeia né.....

E não é a primeira vez que o PV do Paraná anda pelas páginas político-policiais, dos jornais. Um deputado estadual foi acusado de estupro por uma funcionária. O que fez o PV local????? Nada obviamente, com o argumento do "in dubio pro reu" e que ninguém é culpado até que seja julgado e condenado. Mas bastou esse deputado denunciar as contratações irregulares de "colegas" deputados, inclusive do PV, para ser sumariamente expulso do partido.

Comentário Politicamente (In)Correto

Com os nosso prováveis candidatos a presidência da república: dilma Furacão da silva, por onde passa não fica uma árvore em pé, o Robin Wood invertido (tira dos pobres para dar aos ricos), zé serra, o vampiro "brasilero" e a coitadinha em período integral, marina silva, que concorrem pelo PT, PSDB e PV respectivamente.... a gente tá é fudido, sem direito a pena alternativa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O PV está a venda, mas pode alugar também

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Li na Folha, paulo coelho telefonou para o presidente do PV, quer ser candidato, não interessa a que. Mas se os comunistas terão netinho, o cantor, como candidato, por que o PV não pode ter um mágico embusteiro? Afinal, todo mundo tem direito a dar uma mamada nessa teta..... é foda!
Mas o PV é a puta da vez, até o alckmin foi sondado para ser candidato pelos verdes, hehehe.
Comentário politicamente (in)correto
O primeiro parágrafo do estatudo do PV deveria ser mudado para: estamos alugando, mas se pagarem bem, a gente vende.
Ideologia, proposta de governo e essas coisas que deveriam estar na política, para os partidos da E$bórnia, não passam de pura abstração, o que interessa é arrumar "umas" tetas para mamar.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Partido Verde

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O PV de São Paulo ofereceu a sigla (o PSB e o PTB também), para alckmin disputar o governo de São Paulo.

alckmin (o cara que ama a opus dei de paixão), e o PV são unha e carne em termos ideológicos.

No Rio o PV vende a mãe, o pai e os avós por uma apoio, gabeira mostrou que é tão ético como mão santa e o sarney. Para sorte dos cariocas, não é um formador de famíla (ainda).

Acho que estamos vendo o surgimento de um novo PMDB, um balaio de gatos. Mais um partido sem proposta de governo, só de poder.

É o PMDB fazendo escola, já ensinou o PT, agora é a vez do PV.

PS. Mais cômico, só se alckmin aceitasse.
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