PS: Fico sonhando com um cenário em que ambos os candidatos repudiariam a deriva religiosa do segundo turno, recusariam em definitivo o apoio de grupos fundamentalistas que exigem dos dois partidos a supressão de seus próprios princípios de base (que são, não custa lembrar mais uma vez, democráticos e modernizadores), e fariam uma eleição em nome do Brasil, não de nosso inconsciente obscurantista. Sei que é delírio meu. Sei que ambos perderiam muitos votos, mas a vida não se resume em receber votos. E, de toda forma, a esta altura temos apenas dois candidatos para escolher, e o peso do radicalismo religioso deveria cair, em vez de aumentar.
domingo, 24 de outubro de 2010
Fico sonhando com um cenário em que ambos os candidatos repudiariam a deriva religiosa do segundo turno
PS: Fico sonhando com um cenário em que ambos os candidatos repudiariam a deriva religiosa do segundo turno, recusariam em definitivo o apoio de grupos fundamentalistas que exigem dos dois partidos a supressão de seus próprios princípios de base (que são, não custa lembrar mais uma vez, democráticos e modernizadores), e fariam uma eleição em nome do Brasil, não de nosso inconsciente obscurantista. Sei que é delírio meu. Sei que ambos perderiam muitos votos, mas a vida não se resume em receber votos. E, de toda forma, a esta altura temos apenas dois candidatos para escolher, e o peso do radicalismo religioso deveria cair, em vez de aumentar.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Entrevista com Francisco de Oliveira, sociólogo e fundador do PT: Dilma e Serra são iguais
UIRÁ MACHADO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO
No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que "Lula nunca foi de esquerda".
Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é "privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu".
Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), analisa o papel de Marina Silva (PV) e critica a entrada do aborto no debate político pela ótica da religião.
Folha - Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno?
Francisco de Oliveira - Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização...
O campo de conflito entre eles é realmente pequeno. Mas, por outro lado, isso significa que há problemas cruciais que nenhum dos dois está querendo abordar.
Que tipo de problema?
Não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como o Bolsa Família. Isso não foi abordado por nenhum dos dois.
A política está no Brasil num lugar onde ela não comove ninguém. Há um consenso muito raso e aparentemente sem discordâncias.
Dá a impressão que tanto faz votar em uma ou no outro...
É verdade. É escolher entre o ruim e o pior.
Qual a sua opinião sobre a movimentação de igrejas pregando um voto anti-Dilma por causa de suas posições sobre o aborto?
É um péssimo sinal, uma regressão. A sociedade brasileira necessita urgentemente de reformas, e a política está indo no sentido oposto, armando um falso consenso.
O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.
O que significa a entrada desse tema no debate?
Representa o consenso por baixo devido ao êxito econômico. Essas posições conservadoras ganham força. Há uma tendência a todo mundo ser bonzinho. Nesse contexto, ninguém quer tomar posições consideradas radicais.
Com o progresso econômico, há um sentimento de conformismo que se alastra e se sedimenta, as pessoas ficam medrosas, conservadoras. Isso está ocorrendo no Brasil.
Gente da classe C e D mostra-se a favor de uma marcha de progresso lenta e contínua. Eles não querem briga, não querem conflito. Por isso o Lula paz e amor deu certo.
Se as pessoas tornam-se conservadoras, o que explica a divisão do Brasil quando considerada a votação de Dilma e Serra nos Estados?
É um racha. Significa que a questão da desigualdade regional ainda é muito marcante. Aliás, essa é outra questão que está fora da discussão. Os dois não querem abordar o tema. O que eles têm a dizer sobre os problemas regionais? O que fazer com as regiões deprimidas?
Por baixo disso tudo está a velha história de que São Paulo é uma locomotiva que puxa 25 vagões vazios.
Essa tensão existe. Esse desequilíbrio vai criando a sensação de que há um lado pobre e um lado rico. Como se houvesse um voto comprado, de curral eleitoral, e outro consciente. Há de fato uma fratura, e isso ressurge em períodos eleitorais.
Marina aparece como uma terceira força sustentável?
Acho que não. A ascensão dela se dá pela falta de radicalização dos dois principais, e a questão do ambiente é relativamente neutra. Não vejo eco na sociedade, a não ser de forma superficial. Não é um tema que toca nos nervos das pessoas. A onda verde é passageira.
O sr. foi um dos primeiros a romper com o PT, em 2003, e saiu fazendo duras críticas ao presidente. Lula, porém, termina o mandato extremamente popular. Na sua opinião, que lugar o governo Lula vai ocupar na história?
A meu ver, no futuro, a gente lerá assim:
Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula, é bom que se diga, não é comparável a Getúlio.
Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições.
A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado.
Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle.
O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Coloco ambos juntos. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário.
Como assim?
Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o poder do Estado para confirmá-las, não para negá-las. Então, nessa história futura, Lula será o grande confirmador do sistema.
Ele não é nada opositor ou estatizante. Isso é uma ilusão de ótica. Ao contrário, ele é privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu.
Essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES está patrocinando tem claro sentido privatista. Para o país, para a sociedade, para o cidadão, que bem faz que o Brasil tenha a maior empresa de carnes do mundo, por exemplo?
Em termos de estratégia de desenvolvimento, divisão de renda e melhoria de bem-estar da população, isso não quer dizer nada.
Em 2004, o sr. atribuiu a Lula a derrota de Marta na prefeitura. Qual sua avaliação de Lula como cabo eleitoral de Dilma?
Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Há uma espécie de cansaço. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média. É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso.
Como o sr. avalia as afirmações de que o comportamento de Lula ameaça a democracia?
Não vejo como uma ameaça. Mas o Lula tem um componente intrinsecamente autoritário.
Em que sentido?
Ele não ouve ninguém, salvo um círculo muito restrito, e ele tem pouco apreço por instituições.
Eu o conheço desde os anos de São Bernardo. Ele tem a tendência, que casa perfeitamente com o estilo de política brasileira, de combinar primeiro num grupo restrito e, depois, fazer a assembleia. Ele sempre agiu assim.
Não é pessoal, é da cultura brasileira, ele foi cevado nisso. Mas não que ele queira derrubar a democracia.
Isso é da cultura política em que ele foi criado: o sindicalismo, que é um mundo muito autoritário, muito parecido com a cultura política mais ampla. E ele se dá bem, sabe se mover nesse mundo.
As instituições de fato não são o barato dele. Mas ele não ameaça a democracia do ponto de vista mais direto nem tem disposição de ser ditador. Acho essas afirmações um exagero, uma maldade, até. Elas têm um conteúdo político muito evidente.
Agora, certa ala do PT, com José Dirceu... Esse tem projetos mais autoritários.
E essa ala ganharia mais força num governo Dilma?
Acho que não. Porque Lula vigia ele de muito perto. Lula não gosta dele [José Dirceu]. Tem medo, até, do ponto de vista político. Ele veio de outra extração, a qual Lula detesta. Uma extração propriamente política, de esquerda.
O sr. já disse que Lula havia matado a sociedade civil. O que pode acontecer num governo Dilma e Serra? Haveria diferença?
Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social.
Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível.
A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência.
Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula.
Sobre Dilma eu não sei. Ela pode também sofrer desse mal.
Mas, do ponto de vista da evolução e da função dos movimentos sociais, qual dos dois é preferível?
Eis uma questão difícil. Os tucanos, com esse horror a pobre, tendem sempre a aumentar essa fratura, essa separação. Os tucanos não têm jeito...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ainda de olho na Marina (ou nos votos dela)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Serra também não lê ou será que também é analfabeto funcional?
Luiz Fernando Verissimo
Não pude ir à sabatina dos candidatos à Presidência feita por colunistas e leitores do GLOBO na semana passada, mas mandei perguntas por e-mail. Respondendo à minha pergunta sobre se, caso ele fosse eleito, a política externa brasileira voltaria a ser a que era antes do governo Lula, mais alinhada com os Estados Unidos, Serra disse que teria uma política própria, presumivelmente diferente da política do Fernando Henrique também.
Mas antes fez um preâmbulo, lembrando o livro "O senhor embaixador", em que, segundo Serra, meu pai se revela um admirador de John Foster Dulles, secretário de Estado americano que foi o grande estrategista da Guerra Fria com a União Soviética, famoso pela sua doutrina do brinkmanship, ou a arte de levar as confrontações até a beira de uma guerra quente, sem dar o passo fatal.
"No caso da família Verissimo houve uma alternância", disse Serra, pois o filho, eu, "passou para o lado contrário em matéria de questão externa". Não entendi: o lado contrário do que, da Guerra Fria? Posso garantir que não sou pelo alinhamento da nossa política externa com a União Soviética contra o Foster Dulles, mesmo se conseguíssemos encontrar os dois ainda vivos, e mesmo que meu desejo valesse alguma coisa.
Como eu, o Serra deve ter lido "O senhor embaixador" há algum tempo. Não surpreende que não se lembre bem do que leu. Foster Dulles foi, sim, uma figura admirável, do ponto de vista puramente literário. Incorporava um certo tipo de aristocracia americana que durante algum tempo fez do Departamento de Estado o seu feudo fechado e do anticomunismo sua principal faina intelectual.
Depois este patriciado estanque foi substituído por tecnocratas tipo McNamara, que deram o passo fatal além da beira e empurram o país para o abismo do Vietnã. Nenhum tinha aquela empáfia de nascença que caracterizava Dulles e seus pares e mal camuflava sua arrogância. Meu pai não admirava a política de Dulles, Serra. Um personagem do livro expressa sua opinião sobre Dulles como a fascinante figura literária que foi.
"O senhor embaixador" foi baseado, em boa parte, na experiência do meu pai como diretor de assuntos culturais da União Pan-Americana, ligada à Organização dos Estados Americanos, em Washington, de 1953 a 1956. A personalidade que, este sim, ele mais admirou no período foi Alberto Lleras Camargo, ex-presidente da Colômbia pelo Partido Liberal, que dirigiu a OEA até 54 e saiu do cargo fazendo um famoso discurso em que desancava a intromissão americana em assuntos internos da América Latina e propunha um novo relacionamento, não submisso, dos latinos com os Estados Unidos. Lleras Camargo foi o primeiro estadista latino-americano da sua estatura e com suas credenciais a dizer coisa parecida. Recomendo ao Serra que, quando tiver tempo, leia "Solo de clarinete, vol. 1", livro de memórias do meu pai, para saber com que figuras ele realmente simpatizou, na época, e com quem concordava.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Aula de matemática com o Serra... aula???
O atual é analfabeto por opção e conjectura sobre as causas da poluição e coloca a culpa pelo fato da terra não ser quadrada (na realidade queria dizer cúbica) e "girar".
O principal candidato da oposição, com curso superior e alegando ter curso equivalente a mestrado em economia, faz isso.
Comentários Politicamente (In)Corretos
Entre o lixo e o lixo........ a gente "estamos" ferrado, como fala grande parte dos eleitores.
sábado, 23 de janeiro de 2010
E o PV........ aprontou de novo
O PV, do gabeira e agora da marina silva, é outro daqueles partidos que se associam a qualquer coisa que garanta um cargo, um palanque ou uma boquinha.
Vide gabeira no Rio de Janeiro, que junto com o minc leão dourado, divide a tietagem dos cariocas que se acham policamente corretos da zona sul, da cidade que priscas eras já foi maravilhosa. São dois caras que se associam e aceitam qualquer coisa, troca de favores ou "companhero", desde que recebam em troca um apoio ou uma indicação para disputar qualquer cargo.
Pois bem, agora o PV aprontou no Paraná e o projeto de ter um candidato próprio ao governo do estado foi torpedeado.
vitor hugo burk que, para variar, é político profissional, advogado nas horas vagas e está ocupante a presidência do Instituto Ambiental do Paraná - IAP, foi condenado, em última instância, por improbidade administrativa.
A pena, por gastar com má fé o dinheiro público, foi só de 1 ano e 2 meses de "privação" da liberdade, claro que em regime aberto.
Mas como aqui é a E$bórnia, poderá (???) optar, ou seja, vai trocar a cana pelo pagamento de 25 salários mínimos (equivalente a R$ 12,7 mil), a entidades carentes, mais a prestação de oito horas semanais de serviços à comunidade, durante o período equivalente a pena decretada....... Assim fica fácil pagar cadeia né.....
E não é a primeira vez que o PV do Paraná anda pelas páginas político-policiais, dos jornais. Um deputado estadual foi acusado de estupro por uma funcionária. O que fez o PV local????? Nada obviamente, com o argumento do "in dubio pro reu" e que ninguém é culpado até que seja julgado e condenado. Mas bastou esse deputado denunciar as contratações irregulares de "colegas" deputados, inclusive do PV, para ser sumariamente expulso do partido.
Comentário Politicamente (In)Correto
Com os nosso prováveis candidatos a presidência da república: dilma Furacão da silva, por onde passa não fica uma árvore em pé, o Robin Wood invertido (tira dos pobres para dar aos ricos), zé serra, o vampiro "brasilero" e a coitadinha em período integral, marina silva, que concorrem pelo PT, PSDB e PV respectivamente.... a gente tá é fudido, sem direito a pena alternativa.
domingo, 6 de setembro de 2009
josé serra, o vampiro pedagiador, cuidado!!!!
Conte de 1 a 2, um intervalo de mais ou menos 1 segundo.
Nesse intervalo os motoristas deixaram R$ 126 (cento e vinte e seis reais) nos postos de pedágio de São Paulo.
O que os donos de pedágios ganham com os paulistas é:

Clique para ampliar
Isso mesmo que você leu, os paulistas deixam três bilhões, novecentos e setenta e três milhões e quinhentos e trinta e seis mil reais para os donos de pedágio, somando-se isso ao IPVA......... é muita grana.
PS. Dá para fazer muito caixa um, dois e três para financiar muita campanha de quem apoia essa putaria.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O que rola por ai!
Ficaram explícitos os acordos no senado para salvar o sarney e tirar o resto do senado da reta. Agora leio que o papaléo paes senador pelo PSDB-AP, requisitou sânzia maia, nada menos que a mulher do ex-diretor-geral do senado agaciel maia, para seu gabinete.......
O vampiro paulista josé serra diz que é amigo dos pobres, hahahaha, ele pensa sempre neles quando cria mais um pedágio. Deve pensar em quanto carros de pobres ele consegue tirar da rua cada vez que cria um! Além de manter o programa partidário, tirar do povo e do público para dar para os emrpesários que financiam campanha.
Abriu uma vaga no STF com a morte do juiz carlos alberto direito, aquele que pedia "gentilmente", em papel timbrado do STF, que que as passagens compradas por seus familiares na classe econômica, fossem "convertidas" (de graça), para a classe executiva e primeira classe. Vale a pena acompanhar o processo de escolha de um novo juiz pelo executivo e validação do senado, dá para ver cada pérola.... Quem corre por fora para indicar mais um amigo é o nelson jobim, que já emplacou uma amiga para blindar o fhc, lembram?
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