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quarta-feira, 10 de março de 2010

gilmar mendes, já devia ter ido a muito tempo

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Entrevista rápida de Wálter Maierovitch à Carta Capital sobre a troca de presidente no STF.

Walter Fanganiello Maierovitch é juiz de direito aposentado do (extinto) Tribunal de Alçada Criminal e há 30 anos dedica-se ao trabalho de combater o crime organizado. Foi o primeiro secretário da Secretaria Nacional Anti-Drogas, criada no governo de Fernando Henrique Cardoso e representante brasileiro no departamento de combate às drogas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Hoje, dirige o Instituto Giovanni Falcone, nome dado em homenagem ao juiz assassinado em 1992 e símbolo da luta contra a máfia na Itália.

CartaCapital: Como ficou marcada a presidência de Gilmar Mendes?
Wálter Maierovitch: Foi uma tragédia nacional. Nunca se viu um magistrado antecipar julgamento, pré-julgar, intrometer-se em assuntos de outros poderes, conceder liminares e habeas corpus relâmpagos, como no caso do banqueiro Daniel Dantas, contrariando uma súmula do próprio STF. Também nunca se viu um ministro do Supremo ser acusado de chefiar capangas por um colega de toga, como ocorreu numa discussão com o ministro Joaquim Barbosa. Trata-se de uma atuação absolutamente desastrada. Mendes chegou a exigir a saída de Paulo Lacerda do comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), acusou a existência de grampos telefônicos na Corte sem apresentar provas ou o áudio. Na prática, ele se pronunciava sobre qualquer assunto, qualquer conversa de bar que chegava aos seus ouvidos. Isso colocou o STF numa situação muito delicada, de descrédito mesmo.

CC: O que representa a eleição do ministro Cezar Peluso como presidente do STF?
WM: Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que pensar em eleições no Supremo é equivocado. O que existe é uma rotatividade no cargo. E, dentro do esquema rotativo, entra o critério da antiguidade. Agora é a vez do Peluso.

CC: Sim, mas como ele deve atuar diante dessa herança deixada por Gilmar Mendes?
WM: Na realidade, isso vai morrer com a saída de Mendes da presidência. Eu conheço o ministro Cezar Peluso há 30 anos, fomos juízes no mesmo tribunal, e ele tem um perfil completamente diferente. Em primeiro lugar, porque é um juiz concursado, foi desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, tem formação de magistrado. É um ministro que jamais falará fora dos autos. Jamais vai se intrometer em questões de outros poderes. Haverá uma mudança muito grande na condução do Supremo, que deve voltar ao trilho da normalidade, de onde saiu durante a administração de Gilmar Mendes.

CC: Qual é o perfil do ministro Peluso?
WM: Peluso é um técnico, um jurista, um consagrado processualista, mestre de Direito Processual. Foi um professor excepcional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, bastante respeitado pelos alunos. Suas decisões no Tribunal de Justiça paulista foram sempre muito elogiadas. Quando atuou como juiz, trabalhou também no órgão de Corregedoria. Ele conhece como ninguém os problemas da magistratura. O que é muito bom, porque ao ser conduzido à presidência do STF, ele assume automaticamente o Conselho Nacional de Justiça. Eu acredito que ele tem tudo para ser um bom presidente e, sobretudo, para colocar o Supremo no lugar certo, adequado. Gilmar Mendes banalizou o Supremo e derrubou a credibilidade do Judiciário, porque ele atuou como se o STF fosse uma corte política e, portanto, sujeita às pressões e influências políticas.

CC: Seria isso um reflexo da falta de experiência na magistratura do ministro Gilmar Mendes, que era advogado-geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso?
WM: O Supremo teve muitos ministros que não eram juízes concursados. E vários que se saíram bem, apesar da falta de trajetória na magistratura. Mas o Supremo está em decadência. Nós também tivemos o ministro Nelson Jobim, e ninguém poderia imaginar que poderia vir alguém pior que o Jobim no STF. Mas eu acho que agora, passados esses furacões, chamados Gilmar Mendes e Nelson Jobim, o Supremo voltará à normalidade.

CC: Nos últimos dois anos, o ministro Peluso relatou casos de grande repercussão, como o esquema de venda de sentenças judiciais, inclusive com a participação de um ministro do Superior Tribunal de Justiça, e o processo de extradição do italiano Cesare Battisti. Ele se saiu bem nesses casos?
WM: Sim. Às vezes, você pode divergir de alguma decisão dele. Mas jamais achar que o Peluso é um sujeito que faz jogo político. Ele é um juiz independente e incorruptível. Falo de uma pessoa que conheço e convivo há ao menos 30 anos. E ele é juiz progressista. Não é um magistrado conservador, retrógrado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Do nepotismo cruzado para o que? Clientelismo na melhor hipótese.

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Colaboração do M de V.

Deu na Folha de S. Paulo ( e eu não vi)

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Monica Bergamo - 27/10/2009

VIDA NOVA

Depois de 32 anos de serviço público, Guiomar Feitosa Mendes, mulher de Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), está se aposentando.

Guiomar, que está há 23 anos no STF (Gilmar virou ministro há apenas sete anos) e já trabalhou com os ministros Marco Aurélio Mello e Carlos Ayres Britto, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), será agora gestora da área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.

Mas o Paulo Henrique Amorim viu!

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Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada.

Mulher de Gilmar vai trabalhar com advogado de Dantas. É a Grande Família !

A 'colonista' Mônica Bergamo informa na Folha de hoje que a mulher de Gilmar Dantas vai trabalhar como “gestora na área jurídica (?) do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio.”

A 'colonista' Mônica Bergamo é excepcionalmente diligente e bem informada, até certo ponto. Por exemplo. Tão bem informada, ela se esquece de informar que Sergio Bermudes é um dos notáveis advogados dos 1001 advogados da milícia judicial de Daniel Dantas. Ou seja, a mulher do juiz que, deu em 48hs, dois HCs a Daniel Dantas vai trabalhar com o advogado de Dantas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Expulsão de servidores públicos federais por corrupção bate recorde

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Expulsão de servidores públicos federais por corrupção bate recorde.

43 funcionários foram afastados definitivamente da máquina pública, elevando para 2.179 o número de expulsões de servidores feitas pelo governo desde 2003.

Como diz a Rita Lee:

Agora só falta vocêêêêêêêêê, Agora só falta você.... yeehhhh!


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PRÔ CÊS Ó:


Ps. Lá em cima ainda tem o mordomo bebunzaço e mijado. Bem feito, vocês votaram, agora... aguentem o tranco!

PS. linha. Para ser bem justo, teria que colocar ai umas 75 fotos, afinal, são 81 senadores!

PS duas linhas. As fotos vieram do google, perdoem-me os autores, mas é por uma boa causa!
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Protógenes

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O juiz federal ali mazloum rejeitou pedido da Procuradoria da República que pretendia a anulação do recebimento da denúncia criminal contra o delegado Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha.

Querem saber de fato por que? Digite ali mazloun no buscador do site e dê uma lida nos blogs do Nassif, do Paulo Henrique Amorim, no do Fred da Folha de São Paulo e na Carta Capital.

Comentário politicamente (in)correto:

mazloum personifica a cosa nostra tupiniquim no judiciário federal paulista, para proteger "os de sempre", chega a impedir que juizes federais acessem investigações e processos. Tem feito tudo para desqualificar todos no processo contra daniel dantas, descaradamente.

PS. Só na E$bórnia, em país civilizado, já teria sido demitido e preso a muito tempo, aqui, no máximo uma aposentadoria com salário integral.

PS. linha. mazloun também é protegido sabe de quem???? Ele mesmo, o batráquio gilmar mendes, coronel em exercício da presidência doSTF

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Empregados de quem?


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O gilmar mendes, ex-advogado geral da união, colocado no STF por fhc, para que a blindagem da instituição garantisse que ficasse acima de qualquer investigação, disse que o tarso genro, ministro da justiça do governo petralha, era um funcionário esforçado do governo federal.

Pergunta. E o gilmar mendes, é empregado esforçado de quem?

Vamos ao pós script, conhecido como PS.

O atual ministro da defesa, nelson jobim (MDB, PMDB, ministro da justiça do fhc, juiz do STF, PMDB de novo, ministro da defesa do lulalau (PT), mas que na realidade queria ser general), também foi colocado no STF, só que para blindar o fernando henrique cardoso, vulgo fhc (PSDB), garantindo que qualquer denúncia contra o presidente sociólogo fosse esvaziada (compra da reeleição, fraude nas privatizações, grana em paraísos fiscais, etc.). Na esteira da indicação do milico frustrado, surge a ellen greice, cria do jobim, que de cara garante tranqüilidade ao "indicador em chefe" e trava a abertura dos HDs do daniel dantas/opportunity, apreendidos pela Polícia Federal – PF em 2004, na operação Chacal (e que somente foram liberados para análise em dezembro de 2008).

O daniel dantas é uma das figuras-chaves da santíssima trindade e$borniana pós "democratização", ou tríade, que são partidos/empresários/corrupção, não necessariamente nessa ordem. Um grupo que ficou multimilionário de uma hora para outra, todos com ligações no governo, pré e pós democratização (toda e qualquer semelhança com as máfias russas é mera coincidência). Pois bem, o daniel dantas surge nesse cenário capitaneado por quem??? Nada menos que o antônio carlos magalhães (felizmente já falecido), vulgo toninho malvadeza (ARENA que virou PDS, que uma parte, a ligada à grana, saiu e criou o PFL e agora que agora se autodenominam DEM), um figura que poderia ser considerada como uma das grandes metástases da política/partidos e$bornianos (27 registrados, 16 tentando registro e 10 disfarçados ou secretos).

Agora (no final do ano passado), o gilmar mendes (esconde o partido e o chefe, mas o chefe a gente imagina quem seja), junto com o demóstenes torres (ARENA que virou PDS, que uma parte, a ligada à grana, criou o PFL e que agora se autodenominam DEM), aparecem com uma gravação que, supostamente, foi feita por uma escuta telefônica clandestina. Estranho é que a divulgação de uma gravação clandestina mostre apenas uma conversa banal, tipo botequim, muito estranho não é? Eu ainda acho que os dois estavam tomando um uisquinho na esquina e tramando como sacanear o delegado. Mas o que mais chama a atenção é que essa escuta aparece, casualmente no meio do turbilhão da prisão/soltura/prisão/soltura do daniel dantas, um dos membros da tríade da chefia, dono dos HDs lá de cima, que a greice barrou em 2004. A soltura foi ingerência ilegal do STF, obra pessoal do gilmar mendes contra os tribunais de instância inferior, pelos quais tem ódio desde os tempos de advogado geral da união, quando recomendava ao governo ignorar as decisões que o contrariassem, situação que a OAB, que defende pura e simplesmente os interesses dos clientes bom pagantes e dos seus membros associados, ignorou.

Nisso tudo aparece de novo quem? O jobim (MDB, PMDB, ministro do fhc, juiz do STF, PMDB de novo e ministro da defesa do lulalau (PT), mas que na realidade queria ser general), como o arauto e defensor da democracia E$borniana, acusando a PF e a Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, que nessa não foi muito inteligente. O jobim vai ao congresso, acusa, faz jogo de cena e apresenta como provas ....... nada. Tentou de tudo para ter a ABIN na mão, lembram, entrevista em TV, revista e a imprensa devorando as palavras, sem prova, como se fosse um messias da democracia em risco.

Correndo por fora o gilmar dá uma mijada pública no mordomo, que fingia que nada do que estava acontecendo tinha a ver com ele.

Final da história, uma CPI, um abafa, um acordo entre o lulalau, o gilmar e outros representados pelos membros da OAB (que alegam que a E$bórnia virou um grande big brother, lembram?). No acordo, o controle total das investigações, que fatalmente morrerão no STF, e a cabeça do Protógenes e do Fausto Martin De Sanctis, respectivamente, o investigador e o juiz do processo. No rolo aproveitam e se livram do Paulo Lacerda, para que o caminho fique mais livre.

Em fevereiro, conforme o determinado pela chefia da tríade, e comentado no montado num porco, o mordomo e seus “cumpanheros”, mudaram a ABIN, a PF e toda a estrutura de inteligência da E$bórnia, subordinando-a ao poder político e aos interesses do governo, eu disse do governo, não do país (nossa metáfora semântica).

E a tríade se fecha, no eterno ciclo partidos/empresários/corrupção, não necessariamente nessa ordem.

O judiciário entra nessa pois os juízes dos tribunais superiores são todos de indicação política e chancelados pelo senado, num dos ritos mais subservientes que eu já vi, mas depois eu conto sobre isso.

Pergunta Post Script linha vulgo PS linha.

Até agora, alguém monstrou alguma prova (prova de verdade, não boato, notícia de revista e tv), de ilegalidade nas operações Chacal e Satiagraha da PF?

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