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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Padre proibe enterro de quem não é católicos ou não paga dízimo à igreja

Família não pode ser sepultada junta

Do Jornal Zero Hora

Por um impasse religioso, o evangélico luterano Irineu Wasen, 60 anos, teve de ser enterrado fora do cemitério católico do município de Poço das Antas, onde a mulher, Eunice Teresinha Ely, 58 anos, e a sogra Carmelita Maria Ely, 78 anos, foram sepultadas. Os três morreram em um acidente de trânsito na rodovia Tabaí-Lajeado (BR-386) no feriado de Finados, na quarta-feira.

Abalada pela perda trágica de três pessoas da família, a filha de Irineu, Paola Wasen, queria que todos fossem sepultados no Cemitério Católico em Poço das Antas, cidade de origem das mulheres. Porém, só elas puderam ser enterradas no local, na manhã de ontem.

De acordo com o padre João Paulo Schäfer, responsável pela paróquia e pelo cemitério católico, Irineu era evangélico e, portanto, não poderia ser enterrado junto à mulher.

– É uma norma da igreja que não podemos quebrar. Só podemos sepultar em nosso cemitério pessoas católicas que contribuem e estejam em dia com a taxa anual. Expliquei isso para a família, e eles entenderam – disse o padre, que ainda afirmou não poder abrir exceções.

Evangélico foi enterrado em Teutônia com os avós

A negativa e a busca por outro local para sepultar Irineu abalou ainda mais a família.

– Foi uma espera angustiante. A filha queria muito que os pais fossem enterrados no mesmo local – lamentou Cleris Elizabete Flach, parente das vítimas.

– Com uma tristeza dessas, três pessoas da mesma família perdem a vida, e não há quem se sensibilize por isso – indigna-se Marlise Meyer, amiga da família.

Sem poder ser sepultado junto à mulher, o corpo de Irineu foi levado para a cidade natal do empresário, Teutônia, no Vale do Taquari. Na tarde de ontem, a família acompanhou a cerimônia fúnebre no Cemitério da Comunidade de Linha Clara, interior do município, mesmo local em que os avós de Irineu já estão sepultados.

Irineu, Eunice e Carmelita moravam na Capital e passaram o feriado de Finados em Poço das Antas para visitar a família e também prestar homenagens a parentes já falecidos. Retornavam para Porto Alegre quando o carro em que estavam bateu em uma caminhonete no km 377 da rodovia Lajeado-Tabaí, perto do trevo de acesso ao município de Paverama.

luane.magalhaes@gruporbs.com.br
LUANE MAGALHÃES

Comentários Politicamente (In)Corretos

O mundo só vai ser feliz quando enforcar o último político nas tripas do último religioso

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gol restringe voo de menina com paralisia cerebral

Só tem uma explicação, querem vender o espaço para as macas, que equivalem a 6 passagens de preço máximo

SÓ COM MACA

Do Jornal Zero Hora de Porto Alegre

Gol restringe voo de menina com paralisia cerebral

Família de Bento Gonçalves acionou a companhia aérea na Justiça para poder embarcar com a filha

A viagem de lazer de uma família de Bento Gonçalves transformou-se em batalha judicial. Uma semana antes do voo para Porto Seguro (BA), a companhia aérea Gol vetou o embarque de Maria Luísa Pertile, três anos, filha do comerciante Volnei Pertile e de sua mulher, Eliane.

Vítima de paralisia cerebral, a menina só poderia viajar com a autorização de um laudo médico. O documento garantindo que a menina apresentava condições foi obtido pela família e chegou a ser aceito pela empresa. Com isso, as passagens foram compradas.

O veto ao embarque veio no dia 14, por um e-mail no qual a Gol alterava a posição anterior, afirmando que o caso fora reavaliado por uma junta médica, e que, por questões de segurança, não seria autorizada a viagem da criança. A companhia se dispunha a analisar a possibilidade de transporte em uma maca, o que desagradou a família.

Sentindo-se vítima de discriminação, Pertile entrou com uma ação judicial contra a Gol. Para isso, apoiou-se em uma resolução de 2007, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que obriga as companhias aéreas a se adequarem às necessidades das pessoas com deficiência.

O pai afirma ter consultado outras companhias e ter obtido de todas autorização para a viagem da menina, sem uso da maca. A família aguarda o resultado do pedido de uma liminar. O voo ocorre neste sábado.

– Nossa luta agora não é mais pela viagem, mas sim pelos direitos da pessoa especial.

andrei.andrade@gruporbs.com.br

ANDREI ANDRADE
Contraponto
O que diz a Gol
A empresa informa que, depois de uma minuciosa avaliação do caso pelo departamento médico da companhia, entrou em contato com o cliente e ofereceu o transporte da criança por meio de uma maca. Segundo a nota, essa exigência para o embarque visa a total segurança no transporte aéreo da criança e está em consonância com as normas de segurança estabelecidas.
A resolução da Anac
As empresas aéreas ou operadores de aeronaves, diretamente ou sob contrato, licença ou outros acordos não podem:
1) Discriminar qualquer pessoa em razão de deficiência de que seja ela portadora na prestação dos serviços de transporte aéreo.
2) Impor a pessoa portadora de deficiência serviços especiais não requeridos por ela, excetuando-se o previsto no art. 48.(*)
3) Excluir ou negar, a uma pessoa portadora de deficiência, os benefícios de qualquer transporte aéreo ou serviços correlatos disponíveis aos usuários em geral.
Fonte: (*) O artigo 48 diz respeito à possibilidade de as empresas aéreas solicitarem a presença no voo de um acompanhante para a pessoa com deficiência, nas situações em que isso for necessário

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Só podia ser em Santa Catarina

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Um jornal televisivo da Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), que tem o monopólio das comunicações no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, deu demonstações de preconceito explícito. 

Um famoso comentarista, estilo eu prendo e arrebento, resolveu culpar os pobres pelo caótico transito naquele estado, e não poupou elogios ao proletariado.

Mas nada inesperado, visto que Santa Catarina é conhecida pelo racismo, reacionarismo e preconceito da população em geral. Há até aquela história do padre, em uma cidadezinha do interior, que teve as fechaduras da igreja coladas com durepox, para que saisse da cidade, seu crime, ser "escurinho" demais, mas isso eu conto outra hora.

PS. Como lembrou o R, que era de SP, agora é de MG, prestem atenção na propaganda logo após a notícia e o "comentário".