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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Petróleo brazileiro, entre o desespero e o despreparo.

A questão do petróleo para os brasileiros está, como diz a matéia do Estadão, um misto de desespero com despreparo.

Falo com conhecimento de causa, nossos recursos para respostas à emergências são medíocres, em tecnologia, recursos humanos e materiais.

Isso para o "pós sal". Mas o pré sal já naesceu e está engatinhando, uma área e uma profundidade onde a tecnologia e os recursos necessários para  combater um eventual derramamento nessas condições, serão infinitamente superiores a tudo que já utilizamos e que só dispomos no marketing do governo e da petrobras.

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Entre a terra e o mar 

Do Estadão

Fernando Gabeira, jornalista.
 
Dizem alguns historiadores que os chineses, há muitos séculos, achavam que o oceano era uma imensidão estéril. Fecharam-se na terra, perderam o contato com inúmeras inovações técnicas no Ocidente. Isso lhes valeu derrotas e longos anos de sofrimento. Num país colonizado pelos portugueses, é difícil subestimar o oceano. No poema Mar Português, de Fernando Pessoa ("tudo vale a pena se a alma não é pequena"), os versos iniciais, menos conhecidos, são também emblemáticos: "Ó mar salgado, quanto do teu sal/ são lágrima de Portugal!". Com a descoberta de petróleo na costa brasileira e, agora, as grandes reservas das camadas do pré-sal, o Brasil está diante de uma histórica opção diante do oceano.
O debate que se travou em torno dos royalties foi, na verdade, uma grande revelação. Os interlocutores querem definir como empregar o dinheiro. Estados, municípios, estudantes, todos têm uma fórmula para dividir os recursos do petróleo. O oceano passou a ser visto como uma galinha dos ovos de ouro. Discutimos, diante do petróleo marinho, com a excitação com que algumas famílias debatem o testamento de um tio bilionário.
Nasce aí a primeira cilada: supor que o oceano é apenas um imenso poço de petróleo, ignorando a diversidade da vida marinha e o outros potenciais econômicos que a própria biotecnologia pode desenvolver. O perigo dessa cilada é evidente em todas as declarações de alívio, porque o óleo vazado nas instalações da Chevron, na Bacia de Campos, se afastava do litoral. Sem dúvida, os prejuízos são maiores quando a mancha ruma para a praia. Mas não significa que seja totalmente inofensiva em mar alto.
O oceano não é uma cloaca. Ou, pelo menos, não deveria ser. Tartarugas recolhidas pelo Projeto Tamar revelam o estômago forrado de plástico, mergulhadores na Baía de Guanabara recolhem de tudo, de fogão à velha geladeira.
A faixa onde se vai explorar o pré-sal é rota de passagem da maioria das espécies em extinção no mar brasileiro. E o desastre da Chevron não mostrou apenas que estamos despreparados, mas também por que estamos despreparados. O Brasil só se preocupa com desastres quando eles acontecem. Nos primeiros anos do século, ante o vazamento na Baía de Guanabara e outros acidentes menores, a Petrobrás investiu R$ 1,4 bilhão num plano de emergência chamado Pegaso. A empresa ficou tão interessada no tema que mandou uma equipe para estudar o desastre na Galícia, aproveitar a experiência no Brasil.
A explosão na plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, apresentou uma novidade bem diferente da encontrada em vazamentos de navios. Para estes uma solução é o projeto da obrigatoriedade do casco duplo, fórmula que, na maioria dos casos, impede que o óleo derrame no mar. O desastre com a Horizon mostrou que os mecanismos de controle do governo, mesmo o americano, são frágeis. Aumentou a capacidade técnica das empresas em comparação à capacidade de fiscalizar do governo. A Marinha americana não tinha condições técnicas para entender e reparar por si mesma o caos na plataforma.
Vivemos uma experiência semelhante no Brasil, quando tentamos criar algumas normas para um mecanismo chamado estocagem de carbono, no fundo do mar ou nas rochas. Quase nenhum Parlamento do mundo avançou nesse campo porque a técnica, basicamente, é dominada pelas empresas interessadas.
Diante do desastre o Golfo do México, o Brasil reagiu. Mas reagiu apenas no tempo em que o assunto estava em cartaz. A ideia de um plano nacional de emergência não saiu do papel.
Sempre se pode afirmar, como o fez a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, que o desastre da Chevron não foi assim tão grande, logo, não era caso de acionar um plano nacional. Mas se nos planos simulamos com desastres inventados, por que não usar um desastre real para ensaiar?
Não houve transparência no caso da Chevron. Anunciado discretamente no dia 10, só uma semana depois o episódio saiu do anonimato. A dimensão do vazamento foi monitorada por uma ONG nos Estados Unidos, a SkyTruth. A transparência é fundamental se queremos mobilizar voluntários e realmente dar uma chance de defesa aos pescadores e comunidades litorâneas.
No ano que vem vamos discutir na Rio+20, entre outros temas, a economia verde. Mas a ONU lembra que é preciso também discutir a economia azul, talvez mais preocupada com a pesca e alimentos. Os oceanos podem dar muito mais. E, além disso, as correntes marinhas são um ponto de referência nas mudanças climáticas: quebrada a sua regularidade, as do processo de aquecimento tornam-se mais perigosas.
Não é grave apenas a falta de um plano nacional de emergência. É grave também todo o despreparo institucional para administrar os problemas no oceano. Falta uma política para o mar, algo que escapou até à maioria dos militantes verdes, concentrados na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica. O Brasil prepara-se para tensionar o Oceano Atlântico com intensa exploração do petróleo e, em vez de examinar, mais amplamente uma economia azul, perdeu-se num só tema.
Enquanto discutimos para onde vão os ovos de ouro, poucos se dão conta de que estamos, lentamente, matando a galinha. Alguns prefeitos, de forma caricata, chegaram a ligar para deputados quando se discutia o pré-sal: "Quando vem o dinheiro? Já existe algum para nós?"
Grande parte dos biólogos marinhos trabalha hoje para as empresas de petróleo. Os avanços da Petrobrás na gestão de desastres poderiam inspirar até a criação de uma empresa brasileira para atender os desastres no continente. Mas há diferenças entre empresa e país. Ignorá-las significa que não é preciso fiscalizar o estágio atual de seu plano de emergência, os problemas trabalhistas na Bacia de Campos, os acidentes sofridos pelos petroleiros.
O vazamento da Chevron foi um alerta. Fernando Pessoa, num de seus versos, fala de uma alma atlântica. Se isso existe, parece que não a herdamos. Os royalties ofuscaram o oceano.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Imagem se

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Imaginem se.......

Os republicanos fossem suspeitos de violar o sigilo fiscal de algum membro do então candidado Barak Obama?

Já na E$bórnia chamada brazil...............................

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Os vazamentos da receita federal

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Para ter acesso às declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra, Antônio Carlos Atella Ferreira apresentou uma procuração, reconhecida pelo cartório do 16 Tabelião de Notas de São Paulo, na rua Augusta.

As lebres dessa história:

Antônio Carlos Atella Ferreira tinha 5 (cinco, isso mesmo, cinco) CPFs, 3 de São Paulo, 1 de Rondônia e 1 do Paraná. A Receita Federal já havia cancelado quatro deles, mesmo assim......

Verônica Serra nunca teve firma no cartório que "reconheceu" a procuração.

Comentários Politicamente (In)Corretos

Já notaram que em todas as putarias que acontecem, envolvendo algum tipo de documentação, tem sempre essa coisa portuguesa arcaica, chamada de cartório, metido no meio?

Isso não tá parecendo coisa de araponga da ABIN, que faz convenção de agentes secretos em hotel?

A Receita Federal tá precisando de fraudas, a muito tempo

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Que funcionários da Receita Federal vazam informações não é novidade, nem foi coisa inventada pela PeTralhada.

Discos com dados de declarações de renda dos cidadãos e$bornianos volta e meia são apreendidos, desde o tempo do uso dos disquetes, a alguns séculos atrás, antes disso, eos dados eram vendidos sob a forma de listas impressas.

Operadoras de cartões de crédito, bancos, financeiras e até revendas de carros sempre conseguiram (e conseguem), esse tipo de informação, basta saber a quem pagar.

Mas, o uso descarado de dossiês e procura de dados e informações que pudesse atingir os adversários para usá-los como arma política, isso sim, e coisa que acompanha a "cumpanherada", desde os tempos das fraudes para controlar os sindicatos. Interessante é que isso também é muito usado pelos coroneis do nordeste (que agoram são aliados da Petralhada), que usam e abusa da polícia para investigar os adversários.

Assim, tudo leva a crer que esses vazamentos que chegaram a imprensa (fora o que foi colocado em baixo do tapete), tiveram um objetivo político? Alguém duvida disso?

Interessante é o espírito de corpo que agora toma forma entre os barnabés que trabalham para o "leão", tentando justificar os acessos que foram feitos, depois que rolou em alguns sites e jornais que funcionários da receita estariam envolvido no uso das informações para chatagear "personalidades".


Comentários Politicamente (In)Corretos

Sou absolutamente contra o sigilo de dados fiscais e bancários, nos países civilizados, desde que justificável, quase todas as autoridades tem o acesso garantido.

Mas na civilização também, se o funcionário público fizer mau uso dessas informações, é sumariamente demitido e vai para a cadeia.

Aqui, se pegar uma advertência (que na prática quer dizer nada), é muito.

Só briga pelo sigilo é quem tem alguma coisa para esconder e, graças a isso, o brazil é uma das boas lavanderias de dinheiro.

E o lula, a mula que é nosso mordomo presidente, mais uma vez não sabe de nada, não viu nada e não quer saber de nada do que acontece no governo.