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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ENTENDENDO O TROCA-TROCA NA GLOBO

Bastidores da troca no “JN”


www.rodrigovianna.com.br

A Globo confirma a saída de Fátima Bernardes do “JN”. No lugar dela entra Patricia Poeta – atual apresentadora do “Fantástico”.
Fiz hoje pela manhã – no twitter e no facebook – algumas observações sobre a troca; observações que agora procurarei consolidar nesse post. Vejo que há leitores absolutamente céticos: “ah, essa troca não quer dizer nada”. Até um colunista de TV do UOL, aparentemente mal infomado, disse o mesmo. Discordo.
Primeiro ponto: a Patricia Poeta é mulher de Amauri Soares. Nem todo mundo sabe, mas Amauri foi diretor da Globo/São Paulo nos anos 90. Em parceria com Evandro Carlos de Andrade (então diretor geral de jornalismo), comandou a tentativa de renovação do jornalismo global. Acompanhei isso de perto, trabalhei sob comando de Amauri.
A Globo precisava se livrar do estigma (merecido) de manipulação – que vinha da ditadura, da tentativa de derrubar Brizola em 82, da cobertura lamentável das Diretas-Já em 84 (comício em São Paulo foi noticiado no “JN” como “festa pelo aniversário da cidade”), da manipulação do debate Collor-Lula em 89.
Amauri fez um trabalho muito bom. Havia liberdade pra trabalhar. Sou testemunha disso. Com a morte de Evandro, um rapaz que viera do jornal “O Globo”, chamado Ali Kamel, ganhou poder na TV. Em pouco tempo, derrubou Amauri da praça São Paulo.

Patricia Poeta no “JN” significa que Kamel está (um pouco) mais fraco. E que Amauri recupera espaço. Se Amauri voltar a mandar pra valer na Globo, Kamel talvez consiga um bom emprego no escritório da Globo na Sibéria, ou pode escrever sobre racismo, instalado em Veneza ao lado do amigo (dele) Diogo Mainardi.
Conheço detalhes de uma conversa entre Amauri e Kamel, ocorrida em 2002, e que revelo agora em primeira mão. Amauri ligou a Kamel (chefe no Rio), pra reclamar que matérias de denúncias contra o governo, produzidas em São Paulo, não entravam no “JN”. Kamel respondeu: “a Globo está fragilizada economicamente, Amauri; não é hora de comprar briga com ninguém”. Amauri respondeu: “mas eu tenho um cartaz, com uma frase do Evandro aqui na minha sala, que diz – Não temos amigos pra proteger, nem inimigos para perseguir”. Sabem qual foi a resposta de Kamel? “Amaury, o Evandro está morto”.
Era a senha. Algumas semanas depois, Amauri foi derrubado.
Kamel foi o ideólogo da “retomada consevadora” na Globo durante os anos Lula. Amauri foi “exilado” num cargo em Nova Yorque. Patricia Poeta partiu com ele. Os dois aproveitaram a fase de “baixa” pra fazer “do limão uma limonada”. Sobre isso, o Marco Aurélio escreveu, no “Doladodelá”.

Alguns anos depois, Amauri voltou ao Brasil para coordenar projetos especiais; Patricia Poeta foi encaixada no “Fantástico”. Só que Amauri e Kamel não se falavam. Tenho informação segura de que, ainda hoje, quando se cruzam nos corredores do Jardim Botânico, os dois se ignoram. Quando são obrigados a sentar na mesma mesa, em almoços da direção, não dirigem a palavra um ao outro. Amauri sabe como Kamel tramou para derrubá-lo.

Pois bem. Já há alguns meses, logo depois da eleição de 2010, recebemos a informação de que Ali Kamel estava perdendo poder. Claro, manteria o cargo e o status de diretor, até porque prestou serviços à família Marinho – que pode ser acusada de muita coisa, mas não de ingratidão.
Otavio Florisbal, diretor geral da Globo, deu uma entrevista ao UOL no primeiro semestre de 2011 dizendo que a Globo não falava direito para a classe C (o Brasil do lulismo). Por isso, trocou apresentadores tidos como “elitistas” (Renato Machado saiu pra dar lugar ao ótimo Chico Pinheiro – aliás, também amigo de Amauri). A  Globo do Kamel não serve mais.
Lembremos que, desde o começo do governo Lula, a Globo de Kamel implicava com o “Bolsa-Família”. Kamel é um ideólogo conservador. Por isso, nós o chamávamos de “Ratzinger” na Globo. É contra quotas nas universidades, acha que racismo não existe no Brasil. Botou a Globo na oposição raivosa, promoveu a manipulação de 2006 na reeleição de Lula (por não concordar com isso, eu e mais três ou quatro colegas fomos expurgados da Globo em 2006/2007). E promoveu a inesquecível cobertura da “bolinha de papel” em 2010 – botando o perito Molina no “JN”. Nas reuniões internas do “comitê” global, ao lado de Merval Pereira, tentava convencer os irmãos Marinho dos “perigos” do lulismo.
Lula sabe o que Kamel aprontou. Tanto que no debate do segundo turno, em 2006, nem cumprimentou Kamel quando o viu no estúdio da Globo. Isso me contou uma amiga que estava lá.
Os irmãos Marinho parecem ter percebido que Kamel os enganou. O lulismo, em vez de perigo, mudou o Brasil pra melhor. Mais que isso: a Globo agora precisa de Dilma para enfrentar as teles, que chegam com muito dinheiro e apetite para disputar o mercado de comunicação. Kamel já não serve para os novos tempos. Assim como os “pitbulls” Diogo Mainardi e Mario Sabino não servem para a “Veja”.
Dilma buscou os donos da mídia, passada a eleição, e propôs a “normalização” de relações. O governo seguiu apanhando, na área “ética” – é verdade. O que não atrapalha a imagem de Dilma. Há quem veja na tal “faxina” um jogo combinado entre a presidenta e os donos da mídia. Será? Dilma tiraria as “denúncias” de letra (o custo ficaria para Lula e os aliados). Do outro lado, os “pitbulls” perderiam terreno na mídia. É a tal “normalização”. Considero um erro estratégico de Dilma. Mas quem sou eu pra achar alguma coisa. O fato é que a estratégia hoje é essa!
Patricia Poeta no “JN” parece indicar que a “normalização” passa por Ali Kamel longe do dia-a-dia na Globo (ele ainda tenta manobrar aqui e ali, mas já sem a mesma desenvoltura). Isso pode ser bom para o Brasil.
Não é coincidência que a Globo tenha permitido, há poucos dias, aquela entrevista do Boni admitindo manipulação do debate de 89. A entrevista (feita pelo excelente jornalista Geneton de Moraes Neto) foi ao ar na “Globo News”. Alguém acha que iria ao ar sem conhecimento da família Marinho? Isso não acontece na Globo!
Durante os anos de poder total de Kamel, a Globo tentou “reescrever” o passado – em vez de reconhecer os erros. Kamel chegou a escrever artigo hilário, tantando negar que a Globo tenha manipulado a cobertura das Diretas. Virou piada. Até o repórter que fez a “reportagem” em 84 contou pros colegas na redação (eu estava lá, e ouvi) – “o Ali é louco de tentar negar isso; todo mundo viu no ar”.
Ali Kamel nega o racismo, nega a manipulação, nega a realidade. Freud explica.
Agora, Boni reconhece que a Globo manipulou em 89. Isso faz parte do movimento de “normalização”. O enfraquecimento de Kamel também faz.
Tudo isso está nos bastidores da troca de apresentadores do “JN”. Mas claro que há mais. Há a estratégia televisiva, pura e simples. Fatima Bernardes deve comandar um programa matutino na Globo. As manhãs são hoje o principal calcanhar de aquiles da emissora carioca. A Record ganha ou empata todos os dias. Com o “Fala Brasil”, e com o “Hoje em Dia”. Ana Maria Braga não dá mais conta da briga – apesar de ainda trazer muita grana e patrocinadores.
Fatima deve ter um novo programa nas manhãs. Ana Maria será mantida. Até porque na Globo as mudanças são sempre lentas – como no Comitê Central do PC da China. A Globo é um transatlântico que se manobra lentamente.
Se a Fátima emplacar, pode virar uma nova Ana Maria. O programa dela deve contar com outras estrelas globais (Pedro Bial, quem sabe?).
A mudança de apresentadores tem esse duplo sentido: enfraquecimento de Kamel (que continuará a ter seu camarote no transatlântico global, mas talvez já não frequente tanto a cabine de comando); e estratégia pra recuperar audiência nas manhãs.A conferir.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cala a boca IBOPE


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Não ia comentar mas.... apesar de alguns erros conceituais, não dá para não concordar.

Sabemos que intenção de voto = apoio + acordo + negociação + dinheiro, realmente tem muitos intere$$e$ pe$ado$ em jogo.

Dilma não ganhou no primeiro turno, Marina teve mais do que o dobro das "intenções medidas", hummmmm.

Lembrem-se que o IBOPE  (junto com a Rede Globo), participou de uma falcatrua na primeira eleição de Brizola no governo do RJ. Será que foi só nessa????

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dunga II - O tsunami na Rede Globo

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Circula na internet o seguinte texto, atribuido a Jim Ignácio Muller, a origem ainda está sendo questionada, mas pelo que tem acontecido, pode muito bem ser verdade.

Dunga II - O tsunami na Rede Globo

Por Jim Ignácio Muller

(eu só sei que o Jim é colunista e, parece que, botafoguista doente)

Quem presenciou na noite de domingo o editorial do programa “Fantástico” da rede Globo, lido pelo repórter Tadeu Schmidt, há de ter compreendido todo o desespero que se apossou da “Vênus Platinada”, em relação ao técnico da seleção brasileira.

Chamando-o de “grosseiro, mal educado “ e outros mimos a mais, a poderosa estação do Jardim Botânico viu pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro desafiar seu domínio, e literalmente mijar na sua cabeça.

Recordando os fatos mais recentes, inconformado com a proibição das tais “entrevistas exclusivas” que só seriam concedidas à Globo, na sexta feira o Assessor de Imprensa da CBF levou ao técnico Dunga outro memorandum, dessa vez do próprio Presidente Ricardo Teixeira, solicitando que se ordenasse a abertura para que as tais “exclusivas” fossem concedidas.

Dunga então rasgou o memorandum na frente do Assessor de Imprensa e como a reclamação vinha diretamente por ordem da Todo-Poderosa sra. Fátima Bernardes, Prima Dona do jornalismo televisivo, Dunga foi mais uma vez taxativo :

- Diz pro Ricardo que se é o que ele deseja, que coloque essa senhora como treinadora da seleção, eu entrego meu cargo” !!!!

Lógico que o técnico permaneceu. Dona Fátima então, sentindo-se “desprestigiada”. alegou um problema de “cordas vocais” e teria tomado o primeiro avião retornando ao Brasil.

Na entrevista coletiva, após o jogo contra a Costa do Marfim, Dunga então resolveu “premiar “ os repórteres da rede Globo que lá se encontravam. Pela leitura labial ficou fácil identificar que ele chamou Marcos Uchoa de “chato” e Alex Escobar de “babaca” e “cagão”

E disse tudo. O sr. Marcos Uchoa com aquela cara de diarréia reprimida é realmente um chato de galochas, e o sr. Alex Escobar, metido a engraçadinho e a bobo da corte, é a própria imagem do babaca cagão.

Em razão disso tudo que foi descrito, o sr. William Bonner, absolutamente descontrolado, escreveu do próprio punho o editorial ridículo que foi lido no Fantástico.

Agora à tarde chega a notícia publicada no Portal do Lancenet que a FIFA punirá Dunga pelos fatos ocorridos. A rede Globo certamente está por detrás dessa punição covarde e canalha.

Dunga merece uma estátua em praça pública.

É o primeiro brasileiro vivo a desafiar publicamente a força e o poderio da rede Globo, numa competição de cunho internacional. Leonel Brizola já o fizera antes, mas em assuntos de política interna.

A seleção brasileira de 2010, muito mais que uma seleção, passa a ser o retrato fiel de seu treinador . Que o seu sucesso seja um insulto à podridão que reina nas hostes da emissora do Jardim Botânico.

Dunga mijou na rede Globo por todos nós.


Comentários Politicamente (In)Corretos

Como eu não gosto de futebol, minha única colaboração é essa:

Vamos começar uma campanha, o nome é:

SAI DO ARMÁRIO TADEU SCHMIDT

terça-feira, 6 de abril de 2010

Leônidas e o filho do Brigadeiro Rui Moreira Lima

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A rede globo, voltando as origens e talvez em respeito aos princípios facistoides do seu criador, roberto marinho, vem apresentando um programa no seu canal pago de notícias, onde entrevista generais de pijama.

Todos participantes ativos da ditadura militar, todos torturadores ou defensores da tortura, todos responsáveis diretos por prisões arbritárias, assassinatos, mortes e desaparecimentos.

Generais bandidos que, infelizmente, serão condenados apenas ao esquecimento histórico, mas que agora, graças a ressa rede de TV, conseguiram que seus 15 minutos de fama vergonhosa, sejam levemente extendidos.

Em resposta a uma das entrevistas, Pedro Luiz Moreira Lima, filho de um brigadeiro que nào aderiu ao golpe, e pagou por isso, escreveu para o blog de Luís Nassif, eis o texto.

Por Pedro Luiz Moreira Lima para o Blog do Nassif

Sou filho do Brig Rui Moreira Lima suas histórias sobre os tempos da Escola Militar de Realengo estão sendo gravadas para uma edição da biografia de meu pai.

Na sua turma de Realengo (1938) foram para a Italia Donato Ferreira Lima ( artilharia ),Ismael da Mota Paes( FAB ) ,Luiz Lopes Doenelles,meu pai, Carlos Alberto Goulart Pereira(infantaria) ,seu irmaõ Renato Goulart Pereira (FAB),Mario Silva O’Reilly Souza… e cadê o Leonidas Pires Gonçalves???se apresentou como ajudante de ordens do Gen Souto!!! bancar herói da patria?lider?como quis fazer no programa da Globo?

O Brasil foi atacado, 33 navios mercantes afundados por submarinos alemães e italianos,acho que dos 33, 30 afundados em nossas costas e os outros 3 fora de águas brasileiras. A turma de Realengo vaiou na presença do Emb alemão, do adido militar alemão e o do comandante da Escola Militar de Realengo em 1940, um filme propaganda de Hitler da anexação da Austria, foram todos punidos mas não abriram a mão do protesto. Era a juventude militar e civil juntas contra o NAZIFASCISMO e num estado fascista da ditadura de Getulio e a cupula militar de Getulio.

O tenente Leonidas Pires Gonçalves preferiu o conforto de ser um ajudante de ordens de um general ao invés de exercer com DIGNIDADE seu papel de militar e ser voluntario e cumprir seu papel de defender a agressão que o país estava sofrendo. Foram por volta de 1800 brasileiros enterrados no mar e entre eles 300 e poucos soldados do nosso exercito que faziam a travessia pelo navio Baependi.

O já Ministro de Execito de Sarney, Leonidas Pires Gonçalves continuava a perseguir seus colegas de farda que ao contrario dele defenderam a Constituiçaõ e foram punidos por isto em 1964 e ele Leonidas que rasgou a Constituição traindo seu juramento de defende-la a nação brasileira quando recebeu a espada de oficial.

Vejo o general Leonidas com uma veborragia falsa e ainda se bancando como JURISTA, ora vá plantar batatas.

O cel Leonidas Pires Goçalves tomou uma corrida de Lamarca – cel Leonidas foi designado para acabar com a guerrilha do Vale da Ribeira com Lamarca e alguns sargentos. Fugiram num caminhão e com uniformes da tropa comandada pelo cel Leonidas Pires Gonçalves.

Se estufa de orgulho em ter sido comandante do DOICODI, orgulho??uma instituição onde a morte,tortura eram suas marcas!!!

Calar, ficar com medo de tal senhor? respeitar o seu passado. Um da lista me perguntou se acho o Gen Leonidas covarde – ACHO! sua propria trajetória miltar mostra isto.

Sua aparição na TV, sua vaidade elevada a milesima potencia , sua veborragia falsa e mostrando uma valentia de nuinca teve me faz com indignação escrever estas linhas.

A Comissão da Verdade será instalado no Brasil mais cedo ou mais tarde e a verdade da tortura, mortes, desaparecimentos sera contada.

Meu pai com 94 missões de guerra, introdutor da aviação de caça no Brasil como instrutor, introdutor da aviação de caça a jato no Brasil com o Goster Meteors ingles, presente em todas as lutas legalistas contra a quebra da constituição, sendo punido em 64 por não aceitar um papel de golpista. Não escapou da tortura quando da instalaçõa do AI -5.

Vem um Leonidas da vida e se mostrar como salvador da Patria em um programa de TV – é muito, é demais – é vergonhoso!

terça-feira, 30 de março de 2010

Armando Nogueira, que foi mais Armando do que Nogueira

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O "forjador do jornalismo de televisão".

Mas quê jornalismo?

Do Blog Diário Gaúcho

A edição/manipulação do debate Collor versus Lula na eleição presidencial de 1989, veiculado pela TV Globo. Vejam como se montou o golpe midiático da eleição de Collor:

Abaixo, as explicações dos editores do JN da TV Globo sobre a célebre manipulação golpista.

Vejam que Armando Nogueira, mais Armando do que Nogueira, conforme depoimento de seus subordinados, escafedeu-se, homiziou-se em lugar incerto, para não participar da edição do JN que selou o resultado das eleições de 1989. Uma edição jornalística manipulada em favor de Fernando Collor, que acabou como todos sabemos.

Esta é a mídia que temos no Brasil e que prevalece até os nossos dias, mesmo que duas décadas tenham transcorrido. Uma mídia que o jornalista Armando Nogueira ajudou a forjar e consolidar. O mesmo Armando que muitos hoje perfumam como "poeta do texto esportivo" e "criador do jornalismo televisivo". Sim, criador do jornalismo de tevê, do jornalismo que apenas expressa a "liberdade de imprensa" dos donos das emissoras.

Mas vejam o imbróglio da edição, no qual Armando, repito, se escondeu - talvez de vergonha - para não ter de participar de um golpe contra a democracia brasileira. Observem que o editor de texto do JN na época, Octávio Tostes, confirma que a edição é uma "peça antológica de como não se deve fazer jornalismo".

Pois, esse jornalismo, esse não-jornalismo, ainda continua no ar.

Edição do debate de 1989 na REDE GLOBO


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Este último vídeo registra uma vergonha do jornalismo nacional.

Sucessivos chefes de uma organização altamente centralizada vão tirando o corpo fora de um problema, jogando a responsabilidade para os subordinados.

Alguns foram crucificados.

Outros, canonizados.

A culpa, claro, deve ter sido do faxineiro.